It's A Sight To Be Hold
Bailarina, nunca mais esquecerás nada
<3
1. The Glass Heart. (é favor fazer uso do slider)
2. Heart Animation With Blood Flow.
O inferno são os outros? E os pardais o que são?
(Escrevi-lhe antes de publicar este post. Não foi pêra doce. Disse-me não concordar comigo: os outros é que são loucos. Depois, fez-me este desenho. Não sei se ela percebeu que acabou por contribuir para a minha teoria.)
mistery over mind
Diane Cluck - Just As I Should Be
O picheleiro fetichista, II
- Não se importa de se sentar na sanita?
- Desculpe? Não acha que está a passar das marcas, seu porco fetichista?
Claro que não disse nada. Sentei-me na sanita, sob os olhos do animal, como uma menina bem comportada. Depois, abanei-me, para confirmar que era só eu que abanava e não a sanita. Está tudo bem. Está tudo bem, o caralhinho. Primeiro, conta-me o tempo do banho. Agora, vê-me na sanita. Passou da imaginação à concretização com uma pinta de mestre. Saberá ele porventura (agora sim) ter tido mais acesso à minha privacidade do que a maior parte das pessoas que me foram íntimas? Mas que mundo é este, foda-se?
O Ciúme
Roland Barthes, Fragmentos De Um Discurso Amoroso, Edições 70
Citroen* vs Audi
– Porquê?
– É um Audi.
– E?
– Sou uma gaja indie.
– Isso quer dizer ‘gosto de cacos velhos e de automóveis do povo’?
– Quer dizer que gosto deles discretos.
– O meu Audi é discreto.
– É um Audi.
– E?
– É caro. Está sempre a dizer ‘olhem para mim, sou tão caro’. Carros caros só os clássicos, aqueles antigos. São cinematográficos.
– És uma romântica.
– Sou.
– Uma romântica indie que lê os clássicos e a filosofia.
– No fundo, no fundo, sou uma indie muito clássica.
* (não, não é gralha. é confirmar.)
Guimarães, 18 de Julho de 2008
A Lúdica & A Louca [jogam ao stop]
- Novelo.
- Naifa.
(…)
- Objectos?
- Bola.
- Bisturi.
- Fogo, és complexa.
Os bichos do mato também são nossos amigos:
Há dois meses que ambicionava contribuir para a série do livreiro enquanto profissão que repousa entre a espada e a parede:
– Boa tarde. Gostaria de saber se têm o novo livro do Julian Barnes, A Menina Limão.
– (silêncio) Estás a gozar.
Alive?
Resposta - ouvir, no regresso a casa, What Are All These Bands So Angry About?, Sparks.*
[*momento patrocinado pelas colunas do popó do Cavalheiro.]
Alive? Death To Everyone.
(Tenho cada vez menos paciência para festivais. Sou pela música. Tudo o resto é paisagem a abater.)
(Conheço mal Spiritualized. Shame on me. Nas últimas horas tratei de tentar colmatar a falha, ouvindo de rajada os vários álbuns. Só que não consigo passar desta música. De repente, por causa dela, é a banda que mais me apetece encontrar em palco. Because all i want in life is a little love to take the pain away)
Bittersweet Songs

A história das Bittersweet Songs, já a contei. Passou um ano, um demasiado longo ano, desde a última vez que me juntei ao Pedro para uma sessão musical de alfinetadas cardíacas. Amanhã, peitos abertos ao mundo serão acolhidos Clandestinamente*.
(a publicação de uma set list de Bittersweet Sons parece-me sempre uma obscena exposição de intimidade, exposição à qual, no entanto, não devemos resistir.)
*bar Clandestino, Aveiro, 22h - 3h.
Sex shop
espiral de provincianismos
rui moreira, presidente da associação comercial do portocaderno do porto. público 22.junho.08
post surripiado ao apeloeh ou a possibilidade de uma ilha
hei-de lá chegar e sem barriga*
*dado fictício até prova em contrário
**desejo real
Os concertos da minha vida (até mais ver)

© Pedro
Joanna Newsom, Theatro Circo, 2007

(sim, sou eu na metade que falta)
Scout Niblett, Mercado Negro, 2008

© Luís Oliveira Santos
Pixies, Paredes de Coura, 2005

© Pedro
The National, Paredes de Coura, 2005



© Pedro
CocoRosie, Paredes de Coura, 2004

Feist, Hard Club, 2005
© Menina Limão
[Dites 34, Teatro Aveirense, 2007]*
*não o escolho pela música nem pelo concerto. Há grupos de tradfolk que aprecio muito mais. Mas foi o meu primeiro baile, ao qual fui sem saber ao que ia, e mudou (uma pequena mas significativa parte d)a minha vida.
Lisa Germano, Theatro Circo, 2007
(é o não-concerto da minha vida. não fui. nunca ninguém poderá compreender o meu trauma.)
(tenho como muito importantes outros concertos mais antigos, mas a minha selecção obedeceu a critérios muito rigorosos...e obscuros.)
Semana histórica (e outras actualizações)
27 de Maio – Animal Collective (Porto)
28 de Maio – Cat Power (Porto)*
29 de Maio – Scout Niblett (Aveiro)
30 de Maio – Young Marble Giants & Vampire Weekend (Porto)**
[31 de Maio – Deolinda (Porto)]
*tanto hesitei que não arranjei bilhete. Continuo, no entanto, a fazer de conta que tive direito a uma semana inteirinha de concertos.
**YMG foi como estar a ouvir o cd em casa, só que em casa estava-se melhor, ainda se bebia qualquer coisa e não se ouviam disparates de quem não tem a mínima aptidão para a comunicação com o público. A noite ficou marcada pelo 1º Encontro Nacional de Bloggers Espectaculares – com conhecimentos imprevistos pelo meio.
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8 de Junho – Dirty Projectors (Porto)
9 de Junho – Manel Cruz & Tenaz (2º aniversário do Mercado Negro, Aveiro)
10 de Junho – Feist (Porto)
12 de Junho – Enon (Porto)
14 de Junho – EmBRUN (Porto)
26 de Junho – Diane Cluck (Aveiro)
28 de Junho – Diane Cluck (Porto)
Scout Niblett aos pedaços cremosos

Depois do concerto, a ver vídeos do Michael Jackson a dançar enquanto puto.

A Scout leva a família nos dedos: cada anel pertencera a um familiar diferente.

Sempre quis saber como eram os sapatos da Capuchinho Vermelho.

A desenhar de memória o rosto de um amigo.
Eis a novíssima aquisição: uma saca tipicamente aveirense (?), feiosa, que lhe dava um ar cómico. Anda pelo mundo com Portugal ao peito. É bonito. Ao peito leva sempre também as chaves do carro (segundo elemento cómico). Impossível não adorá-la.
então e a Scout Niblett no Mercado Negro?

© Luís Oliveira Santos, fotógrafo do Mercado Negro e além-fronteiras
Poucos minutos depois de nos sentarmos à mesa para jantar, a Scout abre um pão a meio, retira-lhe o miolo e coloca-o debaixo do lábio superior, obtendo o mesmo efeito dos dentes postiços que usa no vídeo do tema Kiss. Vêem como eu fico transfigurada?, pergunta-nos. Entre risos e a admiração de a ver realmente transfigurada e perfeitamente descontraída quanto a isso, dissiparam-se quaisquer dúvidas quanto à qualidade do convívio: a Scout era um pouco louca, sim, mas muito acessível. Bem menos receptiva à música alheia do que eu suporia, queixou-se de já não se fazerem canções de amor, o que, em parte, eu compreendo. Valoriza a emoção em estado bruto e despreza a intelectualização, a ironia, o calculismo – é puro e duro e cru ou não é. Contou-nos, numa conversa já fora de horas, como precisa de se entregar emocionalmente a cada música cantada, de como necessita sentir-se dentro da mesma, com a intensidade de quem exorciza fantasmas em tempo real. Que fique, então, claro: se o concerto de Lisboa sofreu com o cansaço de que a Scout foi vítima, o motivo é tão somente este: a sua incapacidade de vencer uma fadiga que se vinga na voz e que lhe impossibilita essa entrega essencial. No Mercado Negro, felizmente, tivemos direito a uma Scout divertida, calorosa e intensa. Melhor: tivemos mesmo direito a um concerto perfeito.
'No Scrubs' – “a” pérola: uma versão do tema das TLC.
'Kiss' – não a tocou em Lisboa, devido ao cansaço. Este vídeo captou um dos momentos mais divertidos e de maior interacção com o público.
'Wolfie' – canção com que terminou o concerto e onde se vê uma espécie de continuação da diversão captada no vídeo anterior.
'Miss My Lion' – numa versão rock/a puta da loucura.
'Let Thine Heart Be Warned'
'Wet Road'
GET THE GUNS OUT*
2. Bat For Lashes – What’s A Girl To Do
3. Organ – Love Love Love
4. Metric – Poster Of A Girl
5. Robots In Desguise – Sex Has Made Me Stupid
6. Effi Briest – Mirror Rims
7. Aluminum Babe – Long Distance Love Affair
8. The Rogers Sisters – Zero Point
9. Hot Lava – Apple Option Fire
10. The Capricorns – Runaway
11. MGMT – Time To Pretend
12. The Go! Team – Grip Like A Vice
13. Dead Disco – Automatic
14. The Kills – Love Is A Deserter
15. PJ Harvey – Who The Fuck
16. Help She Can’t Swim – My Own Private Disco
17. Be Your Own Pet – Adventure
18. Hymns – Power In The Street
19. Magneta Lane – 22
20. Astro Firs – What They Say
21. The Smashing Pumpkins - Clones (We're All)
22. Man Man – Mister Jung Stuffed
23. Karen O & The Million Dollar Bashes – Highway 61 Revisited
24. The White Stripes – Little Room***
25. Pete And The Pirates – Come On Feet
26. Interpol – Evil
27. The Noisettes – Don’t Give Up
28. Santogold – Find A Way****
29. The Ting Tings – Great DJ
30. The Knife – We Share Our Mother’s Health
31. M.I.A. – Boys
32. Peaches – Lovertits
33. The The – I've Been Waiting For Tomorrow (All Of My Life)
34. Kate Nash – Caroline’s A Victim
35. Organ – Brother
36. Yeah Yeah Yeahs – Is Is
37. Metric – Live It Out
38. Le Tigre – Deceptacon
39. The Capricorns – In The Zone
40. Emilie Simon – Fleur De Saison
41. Arcade Fire – Poupée De Cire Poupée De Son
42. Wolf Parade – The Grey Estates
43. Sons & Daughters – The Nest
44. Scout Niblett – Kidnapped By Neptune
45. The Gossip – Fire With Fire
46. Tv On The Radio – Wolf Like Me
47. The Kills – Last Day Of Magic
48. Raveonettes – Blush
49. The Jesus And Mary Chain – Some Candy Talking
50. Louis XIV – Sometimes You Just Want To
51. Detroit Cobras – Ya Ya Ya (Looking For My Baby)
52. Emiliana Torrini – Red Woman, Red
53. Pixies – La La Love You
54. Pulp – Common People*****
55. Pelle Carlberg – I Love You, You Imbecile*****
56. I’m From Barcelona – Oversleeping
57. The Smiths – William, It Was Really Nothing
58. The National – Lit Up
59. Patrick Wolf – Tristan
60. Modest Mouse – Dance Hall
61. Belly – Gepetto
62. Devastations – Mistakes
63. Belle & Sebastian – Electronic Renaissance
64. New Order – Regret
65. Broadcast – Michael A Grammar
66. dEUS – Via
67. Organ – Memorize The City
68. Pavement – The Hexx…And Carrot Rope
69. Sparks – Metaphor
70. Blur – Sing
71. Velvet Underground – Heroin
72. Pop Dell’ Arte – So Goodnight
(Gostei particularmente desta noite e deste set. O final teve um sabor especial, tinha saudades daquelas velharias.)
*** isto é que foi matar saudades
**** depois do álbum dos Kills, já tardava nova bomba. Esta casa recomenda vivamente o álbum homónimo (coisa mais perfeitinha e viciante).
***** sequência 54/55 dedicada ao meu bicho do mato.







