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Três anos sem fumar.

It's A Sight To Be Hold

A primeira parte do corpo do outro onde me demoro são as mãos. Reparo nas mãos de toda a gente (e decoro-as).

Bailarina, nunca mais esquecerás nada

Dois corpos colados a cuspo ondulavam. Ele interrompeu o beijo e disse-lhe dance for me, fanciulla gentil. E depois disse-lhe laugh a while, i can make your heart feel, a mão pousada no peito dela. Promessa feita, abraçou-lhe o sorriso e o engano e uma alegre contracção de músculos. A mão inquieta deslizou para os seios; em movimentos circulares foi-se assegurando de que o coração, entre portas, palpitava. Quando em frenesim, mordeu-lho e, amparando-lhe os batimentos com a mão em concha, perguntou-lhe e agora?, sentes?.

<3

A tecnologia ao serviço do coração ou, mais concretamente, Hybrid Medical Animation. A conferir:


1. The Glass Heart. (é favor fazer uso do slider)
2. Heart Animation With Blood Flow.
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Menina Limão pela ana c.


- Olá! Não te vás já embora! Vamos brincar aos picheleiros?
– Se eu me vier dentro de ti, achas que te atinjo o coração?
A chuva soltou as bestas. E as bestas, honrando o nome, fazem do coração a arena para a digladiação.
Chamamento por telemóvel? 9666*****. Porque só uma terça parte da minha identidade é diabólica, sendo que a outra é divina.
Sabes?, quando um homem se atira a uma mulher, convém que saia do Audi, senão é bem capaz de atropelá-la.

[Menina Limão na Avenida Vastulec]

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Existencialista, qem? Eu?
Onde termina o amor e começa a obsessão?

O inferno são os outros? E os pardais o que são?

Desconfio que a Helena Miranda não bate bem da cachimónia. Ou se calhar sou apenas eu que não bato bem (é provável). Seja como for, desconcerta-me. Admito: tenho um fraquinho por mulheres vagamente loucas. Não é aquilo que elas são (nós não sabemos nada das pessoas a partir do que elas escrevem, apenas temos a mania que sabemos), mas é aquilo que elas revelam do modo como pensam. Já aqui o disse, sou uma romântica. E agora: Lorenz, o pardal.


(Escrevi-lhe antes de publicar este post. Não foi pêra doce. Disse-me não concordar comigo: os outros é que são loucos. Depois, fez-me este desenho. Não sei se ela percebeu que acabou por contribuir para a minha teoria.)
Aviso à comunidade: a partir de hoje não permito feeds.

mistery over mind


Diane Cluck - Just As I Should Be




i'm not who you think i am
i'm not so good
i'm not so bad
i'm just as i should be
(...)

i'm standing on the planet that i came from
the only way i've ever known to come from

Foi há coisa de um mês que ouvi esta música ao vivo, a minha preferida do concerto da Diane no Mercado Negro.

[com dedicatória]

O picheleiro fetichista, II

Tocam-me à campainha, ainda a que está do lado da porta. Estou a dormir, levanto-me cambaleando, visto uns calções curtos e um top de alças. É novamente o picheleiro. Ocorre-me que não estou vestida o suficiente para um picheleiro. Desta vez vem arranjar-me a sanita. Estão sempre a soltar-se-lhe os parafusos (como a mim), não oferece estabilidade (como eu). [À terceira comparação com uma sanita, talvez o melhor seja fazer uso da banheira para cortar os pulsos] O tipo vai fazer o seu trabalho e a dada altura chama-me.


- Não se importa de se sentar na sanita?
- Desculpe? Não acha que está a passar das marcas, seu porco fetichista?


Claro que não disse nada. Sentei-me na sanita, sob os olhos do animal, como uma menina bem comportada. Depois, abanei-me, para confirmar que era só eu que abanava e não a sanita. Está tudo bem. Está tudo bem, o caralhinho. Primeiro, conta-me o tempo do banho. Agora, vê-me na sanita. Passou da imaginação à concretização com uma pinta de mestre. Saberá ele porventura (agora sim) ter tido mais acesso à minha privacidade do que a maior parte das pessoas que me foram íntimas? Mas que mundo é este, foda-se?

O Ciúme

Ciumento, sofro quatro vezes: porque sou ciumento, porque me censuro de o ser, porque temo que o meu ciúme fira o outro, porque me deixo submeter a uma banalidade: sofro por ser exclusivista, agressivo, louco e vulgar.


Roland Barthes, Fragmentos De Um Discurso Amoroso, Edições 70

you can't survive on ice cream

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© Menina Limão, 'Pagan Poetry'



Quero
filosofia ao pequeno-almoço


ficção ao almoço


uma foda ao jantar
(apontamento poético)

Citroen* vs Audi

– Não gosto do teu carro.
– Porquê?
– É um Audi.
– E?
– Sou uma gaja indie.
– Isso quer dizer ‘gosto de cacos velhos e de automóveis do povo’?
– Quer dizer que gosto deles discretos.
– O meu Audi é discreto.
– É um Audi.
– E?
– É caro. Está sempre a dizer ‘olhem para mim, sou tão caro’. Carros caros só os clássicos, aqueles antigos. São cinematográficos.
– És uma romântica.
– Sou.
– Uma romântica indie que lê os clássicos e a filosofia.
– No fundo, no fundo, sou uma indie muito clássica.


* (não, não é gralha. é confirmar.)
Uma tese de doutoramento é bem capaz de ser uma frigideira para miolos. Se tiver um design avançado, é accionada pelo calor ambiente (quanto mais alta a temperatura, melhor a fritura). Ideal para o Verão: adquira já a sua!
Não aprecio praia, mas tenho saudades de um mergulho. 2008 é o ano em que o bikini fica na gaveta. Não me sinto bem em bikini. Não há nada de errado no meu corpo, mas o meu corpo existe no meu cérebro. Há muitas coisas erradas no meu cérebro. Uma vez tentei fazer topless. Ao primeiro olhar masculino, tapei-me. Prefiro escolher quem de direito.

Guimarães, 18 de Julho de 2008

The National. Stop. Centro Cultural Vila Flor. Stop. Reencontro. Stop. About Today. Pause.

A Lúdica & A Louca [jogam ao stop]

- Objectos?
- Novelo.
- Naifa.


(…)


- Objectos?
- Bola.
- Bisturi.
- Fogo, és complexa.

Os bichos do mato também são nossos amigos:

– Nós temos um feitio fodido. Nunca vamos ser felizes. Sabes isso, não sabes?

Há dois meses que ambicionava contribuir para a série do livreiro enquanto profissão que repousa entre a espada e a parede:

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– Boa tarde. Gostaria de saber se têm o novo livro do Julian Barnes, A Menina Limão.
– (silêncio) Estás a gozar.

Alive? A tradição já não é o que era.

A Internacional teve o patrocínio da Optimus.

Alive?

Pergunta - Qual é o antídoto para o concerto de uns Rage Against The Machine moribundos?
Resposta - ouvir, no regresso a casa, What Are All These Bands So Angry About?, Sparks.*



[*momento patrocinado pelas colunas do popó do Cavalheiro.]

Alive? Death To Everyone.

Se eu descesse ao nível do público que "assistiu" ao concerto dos Spiritualized, chamava-lhes filhos da puta, cabrões desrespeitosos, infantilóides, charrados, bêbados, escumalha mal-educada, animais que vão a festivais sem lhes interessar a música e sem lhes interessar que aos outros lhes interesse a música, etc-etc-etc, mas não vou fazê-lo. Se eu quisesse falar do público que não assistiu, verdadeira ou presencialmente, ao concerto dos Spiritualized, teria de classificar milhares de pessoas menos dez - daria muito trabalho.


(Tenho cada vez menos paciência para festivais. Sou pela música. Tudo o resto é paisagem a abater.)
Com licença. Vou ali sentir-me Alive por um dia. Vou ali fazer o percurso do eléctrico 28. Vou ali apaixonar-me na Cinemateca. Vou ali ao Bairro Alto. Vou ali dar um beijinho quentinho na bochecha do meu bicho do mato. Vou ali conhecer pessoas e rever outras. Ali é que se está bem.



(Conheço mal Spiritualized. Shame on me. Nas últimas horas tratei de tentar colmatar a falha, ouvindo de rajada os vários álbuns. Só que não consigo passar desta música. De repente, por causa dela, é a banda que mais me apetece encontrar em palco. Because all i want in life is a little love to take the pain away)

Bittersweet Songs

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A história das Bittersweet Songs, já a contei. Passou um ano, um demasiado longo ano, desde a última vez que me juntei ao Pedro para uma sessão musical de alfinetadas cardíacas. Amanhã, peitos abertos ao mundo serão acolhidos Clandestinamente*.



(a publicação de uma set list de Bittersweet Sons parece-me sempre uma obscena exposição de intimidade, exposição à qual, no entanto, não devemos resistir.)


*bar Clandestino, Aveiro, 22h - 3h.

Sex shop

Enquanto lia um livro à mesa do café, apercebi-me de estar a ser observada de relance por um tipo acabado de chegar. Devolvi-lhe o olhar e dei as boas-vindas ao flirt. Repetimos o ritual em dose q.b., até ele escolher a sua mesa e acomodar-se. Estávamos no café de uma livraria. À saída, não resisti a flirtar com os livros. Escolhi o Marquês de Sade (o flirt é bonito, mas prefiro the real thing e quanto mais real melhor) e aquando do acto de pagamento apercebo-me de que o tipo se plantou ao meu lado, à espera da sua vez para pagar. Inevitavelmente, ocorreu-me que este gajo que ainda há pouco estava a flirtar comigo, estava naquele momento a olhar para o meu Marquês de Sade e a pensar ah sua ganda maluca. Em certas compras deveríamos ter o direito à privacidade.
Passar pelas brasas. O céu da minha boca é um inferno.

espiral de provincianismos

O Porto está, não haja dúvidas, muito doente. Para explicar este estertor, é útil continuar a acreditar que a cidade é enjeitada pelo poder central, o que, ainda por cima, não é nenhuma mentira. Mas, se é verdade que há muita gente, e se calhar gente a mais, que se conforma, que desistiu, que já não resiste, que desapareceu e “já não quer saber”, também é inegável que o pior sintoma desta decadência é a insuportável maledicência que, com tiques de snobeira chique e de bom-tom, ou de pós-modernismo diletante e niilista, anima os mais variados salões. E, não sendo eu, caro leitor, um “bem-dizente” habitual, não resisto a confessar -lhe que este é um sintoma tangível de que somos, cada vez mais, uma cidade pequena, que caminha para a irrelevância. E isso, por muito que nos custe, acontece também, e principalmente, por nossa culpa.


rui moreira, presidente da associação comercial do portocaderno do porto. público 22.junho.08


post surripiado ao apeloeh ou a possibilidade de uma ilha

hei-de lá chegar e sem barriga*

5 anos. A excelência deve ser um fardo pesado. Enfia a cabeça no Atlântico, para ver se arrefece.**


*dado fictício até prova em contrário
**desejo real

Os concertos da minha vida (até mais ver)

Arcade Fire, Paredes de Coura, 2005
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© Pedro


Joanna Newsom, Theatro Circo, 2007
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(sim, sou eu na metade que falta)


Scout Niblett, Mercado Negro, 2008
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© Luís Oliveira Santos


Pixies, Paredes de Coura, 2005
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© Pedro


The National, Paredes de Coura, 2005
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© Pedro


CocoRosie, Paredes de Coura, 2004
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Feist, Hard Club, 2005
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© Menina Limão


[Dites 34, Teatro Aveirense, 2007]*
*não o escolho pela música nem pelo concerto. Há grupos de tradfolk que aprecio muito mais. Mas foi o meu primeiro baile, ao qual fui sem saber ao que ia, e mudou (uma pequena mas significativa parte d)a minha vida.


Lisa Germano, Theatro Circo, 2007
(é o não-concerto da minha vida. não fui. nunca ninguém poderá compreender o meu trauma.)


(tenho como muito importantes outros concertos mais antigos, mas a minha selecção obedeceu a critérios muito rigorosos...e obscuros.)

Semana histórica (e outras actualizações)

26 de Maio – CocoRosie & Rio en Medio (Coimbra)
27 de Maio – Animal Collective (Porto)
28 de Maio – Cat Power (Porto)*
29 de Maio – Scout Niblett (Aveiro)
30 de Maio – Young Marble Giants & Vampire Weekend (Porto)**
[31 de Maio – Deolinda (Porto)]


*tanto hesitei que não arranjei bilhete. Continuo, no entanto, a fazer de conta que tive direito a uma semana inteirinha de concertos.


**YMG foi como estar a ouvir o cd em casa, só que em casa estava-se melhor, ainda se bebia qualquer coisa e não se ouviam disparates de quem não tem a mínima aptidão para a comunicação com o público. A noite ficou marcada pelo 1º Encontro Nacional de Bloggers Espectaculares – com conhecimentos imprevistos pelo meio.

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8 de Junho – Dirty Projectors (Porto)
9 de Junho – Manel Cruz & Tenaz (2º aniversário do Mercado Negro, Aveiro)
10 de Junho – Feist (Porto)
12 de Junho – Enon (Porto)
14 de Junho – EmBRUN (Porto)
26 de Junho – Diane Cluck (Aveiro)
28 de Junho – Diane Cluck (Porto)

Scout Niblett aos pedaços cremosos

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Depois do concerto, a ver vídeos do Michael Jackson a dançar enquanto puto.


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A Scout leva a família nos dedos: cada anel pertencera a um familiar diferente.


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Sempre quis saber como eram os sapatos da Capuchinho Vermelho.


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A desenhar de memória o rosto de um amigo.


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Eis a novíssima aquisição: uma saca tipicamente aveirense (?), feiosa, que lhe dava um ar cómico. Anda pelo mundo com Portugal ao peito. É bonito. Ao peito leva sempre também as chaves do carro (segundo elemento cómico). Impossível não adorá-la.

então e a Scout Niblett no Mercado Negro?

Um dos concertos da minha vida.



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© Luís Oliveira Santos, fotógrafo do Mercado Negro e além-fronteiras


Poucos minutos depois de nos sentarmos à mesa para jantar, a Scout abre um pão a meio, retira-lhe o miolo e coloca-o debaixo do lábio superior, obtendo o mesmo efeito dos dentes postiços que usa no vídeo do tema Kiss. Vêem como eu fico transfigurada?, pergunta-nos. Entre risos e a admiração de a ver realmente transfigurada e perfeitamente descontraída quanto a isso, dissiparam-se quaisquer dúvidas quanto à qualidade do convívio: a Scout era um pouco louca, sim, mas muito acessível. Bem menos receptiva à música alheia do que eu suporia, queixou-se de já não se fazerem canções de amor, o que, em parte, eu compreendo. Valoriza a emoção em estado bruto e despreza a intelectualização, a ironia, o calculismo – é puro e duro e cru ou não é. Contou-nos, numa conversa já fora de horas, como precisa de se entregar emocionalmente a cada música cantada, de como necessita sentir-se dentro da mesma, com a intensidade de quem exorciza fantasmas em tempo real. Que fique, então, claro: se o concerto de Lisboa sofreu com o cansaço de que a Scout foi vítima, o motivo é tão somente este: a sua incapacidade de vencer uma fadiga que se vinga na voz e que lhe impossibilita essa entrega essencial. No Mercado Negro, felizmente, tivemos direito a uma Scout divertida, calorosa e intensa. Melhor: tivemos mesmo direito a um concerto perfeito.


'No Scrubs' – “a” pérola: uma versão do tema das TLC.



'Kiss' – não a tocou em Lisboa, devido ao cansaço. Este vídeo captou um dos momentos mais divertidos e de maior interacção com o público.



'Wolfie' – canção com que terminou o concerto e onde se vê uma espécie de continuação da diversão captada no vídeo anterior.



'Miss My Lion' – numa versão rock/a puta da loucura.



'Let Thine Heart Be Warned'




'Wet Road'

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© Luís Oliveira Santos

identidade corporativa. duas metades de um limão fazem uma menina.
What's your seduction style? Eu fiz o teste. Por favor não contem à minha mãe (porque ela há-de voltar do Algarve).

GET THE GUNS OUT*

1. Why – The Vowels Pt. 2**
2. Bat For Lashes – What’s A Girl To Do
3. Organ – Love Love Love
4. Metric – Poster Of A Girl
5. Robots In Desguise – Sex Has Made Me Stupid
6. Effi Briest – Mirror Rims
7. Aluminum Babe – Long Distance Love Affair
8. The Rogers Sisters – Zero Point
9. Hot Lava – Apple Option Fire
10. The Capricorns – Runaway
11. MGMT – Time To Pretend
12. The Go! Team – Grip Like A Vice
13. Dead Disco – Automatic
14. The Kills – Love Is A Deserter
15. PJ Harvey – Who The Fuck
16. Help She Can’t Swim – My Own Private Disco
17. Be Your Own Pet – Adventure
18. Hymns – Power In The Street
19. Magneta Lane – 22
20. Astro Firs – What They Say
21. The Smashing Pumpkins - Clones (We're All)
22. Man Man – Mister Jung Stuffed
23. Karen O & The Million Dollar Bashes – Highway 61 Revisited
24. The White Stripes – Little Room***
25. Pete And The Pirates – Come On Feet
26. Interpol – Evil
27. The Noisettes – Don’t Give Up
28. Santogold – Find A Way****
29. The Ting Tings – Great DJ
30. The Knife – We Share Our Mother’s Health
31. M.I.A. – Boys
32. Peaches – Lovertits
33. The The – I've Been Waiting For Tomorrow (All Of My Life)
34. Kate Nash – Caroline’s A Victim
35. Organ – Brother
36. Yeah Yeah Yeahs – Is Is
37. Metric – Live It Out
38. Le Tigre – Deceptacon
39. The Capricorns – In The Zone
40. Emilie Simon – Fleur De Saison
41. Arcade Fire – Poupée De Cire Poupée De Son
42. Wolf Parade – The Grey Estates
43. Sons & Daughters – The Nest
44. Scout Niblett – Kidnapped By Neptune
45. The Gossip – Fire With Fire
46. Tv On The Radio – Wolf Like Me
47. The Kills – Last Day Of Magic
48. Raveonettes – Blush
49. The Jesus And Mary Chain – Some Candy Talking
50. Louis XIV – Sometimes You Just Want To
51. Detroit Cobras – Ya Ya Ya (Looking For My Baby)
52. Emiliana Torrini – Red Woman, Red
53. Pixies – La La Love You
54. Pulp – Common People*****
55. Pelle Carlberg – I Love You, You Imbecile*****
56. I’m From Barcelona – Oversleeping
57. The Smiths – William, It Was Really Nothing
58. The National – Lit Up
59. Patrick Wolf – Tristan
60. Modest Mouse – Dance Hall
61. Belly – Gepetto
62. Devastations – Mistakes
63. Belle & Sebastian – Electronic Renaissance
64. New Order – Regret
65. Broadcast – Michael A Grammar
66. dEUS – Via
67. Organ – Memorize The City
68. Pavement – The Hexx…And Carrot Rope
69. Sparks – Metaphor
70. Blur – Sing
71. Velvet Underground – Heroin
72. Pop Dell’ Arte – So Goodnight


(Gostei particularmente desta noite e deste set. O final teve um sabor especial, tinha saudades daquelas velharias.)


*

**

*** isto é que foi matar saudades

**** depois do álbum dos Kills, já tardava nova bomba. Esta casa recomenda vivamente o álbum homónimo (coisa mais perfeitinha e viciante).

***** sequência 54/55 dedicada ao meu bicho do mato.

Ser cool é mandar a família para o Algarve sob o pretexto de ter de trabalhar e entretanto ir passear para Lisboa.

[não há tempo a perder]

- Precisamos de ter uma conversa séria.
- Agora não, estou a trabalhar.
- Chegaram os resultados das análises, estás com anemia.
- Não te disse que estava a trabalhar? Agora não posso pensar nisso.