23.9.14

Despesa Diária

Cansada da decadência dos costumes, é com o entusiasmo de quem retoma uma actividade preciosa que vos convido a ler o super-blogue (como quem invoca o conceito de super-banda) Despesa Diária, onde escrevem duas das pessoas que mais adoro na vida (Gouveia, E. [o artista anteriormente conhecido pelo enorme Agrafo]), uma lady de que nunca ouvira falar e que tem sido uma agradável surpresa (S. White), uma pessoa de quem tenho muitas saudades (João Gaspar) e outra que raramente percebo (Peor). Há mais almas de bem (algumas já partiram, outras ameaçam chegar – estão sempre a entrar pessoas novas) e cada uma tem um dia para escrever.

Hoje, foi a minha vez de entrar. Estou felicíssima, independentemente.
Daqui a 6 meses, sou capaz de acreditar que voltei a escrever. Enquanto não acredito, deixo-vos o link para o meu primeiro texto.

Bom ambiente de trabalho



Foi assim, pegar no batente no dia seguinte. Estou condenada a ter os colegas mais fixes do mundo.

18.9.14

FLANZINE #5 - CAMA



Bom dia, sodomia!

Amanhã há festa.

Estão convidados a comparecer, cheios de entusiasmo, no lançamento do número 5 da FLANZINE, a fanzine mais gostosa, na qual participo com uma fotografia. Cada número da FLANZINE tem um tema (o desta é CAMA) e tem funcionado em regime de colaboração, que é como quem diz, por pares: um flanzineiro escreve e o outro cria a imagem (ilustração, fotografia, etc).

Colaboram neste número: Emanuel Amorim (o meu par), Afonso Cruz, Ana Deus, Ana Tecedeiro, Rui Silva, Inês Fonseca Santos, Alex Gozblau, Artur Escarlate, João Pedro Azul, Luís Quintais, Joana Linda, Tânia Cadima, Manuel Jorge Marmelo, João Paulo Cotrim, Raquel Nobre Guerra, and so on, and so on.

O design é da Filipa Campos.

O Pacheco Pereira já tem. E recomenda.

SEXTA 19 Set
n'O Bom o Mau e o Vilão (bar na Rua do Alecrim, mesmo ao lado da Pensão Amor; Lisboa)
19h30
Uma oportunidade como outra qualquer para beber copos

(Obrigada ao João Pedro Azul, ao Emanuel Amorim e, em especial, à querida Filipa Castro.)

17.8.14

Lauren Bacall (1924–2014)

3.8.14

Dlim dlão

© David Mazzucchelli, Asterios Polyp

Merdinha, merdona
Caixotinha, caixotão
Fita cola, fita nela
Vai de vela, vamos nela
À boleia do caixão

15.7.14

Mudanças

25.6.14

The last one standing

© Elliott Erwitt 

Eli Wallach (1915–2014)

16.6.14

Vertigo



Cada vez mais adepta do que se fffffff (golooooo!), voltei a postar.

11.6.14

These fucking walls

© John Moore

5.5.14

Grand Oporto Limona



Parabéns, Limona!
Obrigada, Wes.

24.3.14

Março

© Moonassi 

Era sempre o mês com mais problemas, disseram as auxiliares. Não se sabe porquê, as pessoas metiam na cabeça morrer em Março, depois de terem sustido todos os ataques do Inverno.

Alice Munro, Amada Vida (conto Amundsen), tradução de José Miguel Silva, Relógio D'Água.

11.2.14

[ ]



Mal posso esperar que 2014 comece.

28.1.14

7



O teu blog faz hoje 7 anos.

Deve ser um pesadelo, pensei. Por via das dúvidas, abri o olho. E pus-me a imaginar uma ilustração. Não era nada disto, mas tenho mais que fazer. 7 anos depois, a mesma desculpa fácil: tenho mais que fazer. Quando tentei reproduzir a ilustração de há dois anos, saiu-me isto, um batimento cardíaco. Para me lembrar que aqui há vida – ou, pelo menos, vontade, muita vontade de que exista.

13.1.14

and somehow somehow somehow communicate some of the/ overwhelming undying overpowering unconditional all-encompassing heart-enriching mind-expanding on-going never-ending love I have for you

E eu quero brincar às escondidas contigo e dar-te as minhas roupas e dizer que gosto dos teus sapatos e sentar-me nos degraus enquanto tu tomas banho e massajar o teu pescoço e beijar-te os pés e segurar na tua mão e ir comer uma refeição e não me importar se tu comes a minha comida e encontrar-me contigo no Rudy e falar sobre o dia e passar à máquina as tuas cartas e carregar as tuas caixas e rir da tua paranóia e dar-te cassetes que tu não ouves e ver filmes óptimos ver filmes horríveis e queixar-me da rádio e tirar-te fotografias a dormir e levantar-me para te ir buscar café e brioches e folhados e ir ao Florent beber café à meia-noite e tu a roubares-me os cigarros e a nunca conseguir achar sequer um fósforo e falar-te sobre o programa da televisão que vi na noite anterior e levar-te ao oftalmologista e não rir das tuas piadas e querer-te de manhã mas deixar-te dormir um bocado e beijar-te as costas e tocar na tua pele e dizer quanto gosto do teu cabelo dos teus olhos dos teus lábios do teu pescoço dos teus peitos do teu rabo do teu
e sentar-me nos degraus a fumar até o teu vizinho chegar a casa e se sentar nos degraus a fumar até tu chegares a casa e preocupar-me quando estás atrasada e ficar surpreendido quando chegas cedo e dar-te girassóis e ir à tua festa e dançar até ficar todo negro e pedir desculpa quando estou errado e ficar feliz quando me desculpas e olhar para as tuas fotografias e desejar ter-te conhecido desde sempre e ouvir a tua voz no meu ouvido e sentir a tua pele na minha pele e ficar assustado quando estás zangada e um dos teus olhos vermelho e o outro azul e o teu cabelo para a esquerda e o teu rosto para oriente e dizer-te que és lindíssima e abraçar-te quando estás ansiosa e amparar-te quando estás magoada e querer-te quando te cheiro e ofender-te quando te toco e choramingar quando estou ao pé de ti e choramingar quando não estou e babar-me para o teu peito e cobrir-te à noite e ficar frio quando me tiras o cobertor e quente quando não o fazes e derreter-me quando sorris e desintegrar-me quando te ris e não compreender porque é que pensas que eu te estou a deixar quando eu não te estou a deixar e pensar como é que tu podes achar que eu alguma vez te podia deixar e pensar em quem tu és mas aceitar-te na mesma e contar-te sobre o rapaz da floresta encantada de árvores anjo que voou por cima do oceano porque te amava e escrever-te poemas e pensar porque é que tu não acreditas em mim e ter um sentimento tão profundo que para ele não existem palavras e querer comprar-te um gatinho do qual teria ciúmes porque teria mais atenção que eu e atrasar-te na cama quando tens de ir e chorar como um bebé quando finalmente vais e ver-me livre das baratas e comprar-te prendas que tu não queres e levá-las de volta outra vez e pedir-te em casamento e tu dizeres não outra vez mas eu continuar a pedir-te porque embora tu penses que eu não estou a falar a sério eu estou mesmo a falar a sério desde a primeira vez que te pedi e vaguear pela cidade pensando que ela está vazia sem ti e querer aquilo que queres e achar que me estou a perder mas saber que estou seguro contigo e contar-te o pior que há em mim e tentar dar-te o meu melhor porque não mereces menos e responder às tuas perguntas quando deveria não o fazer e dizer-te a verdade quando na verdade não o quero e tentar ser honesto porque sei que preferes assim e pensar que acabou tudo mas ficar agarrado a apenas mais dez minutos antes de me atirares para fora da tua vida e esquecer-me de quem eu sou e tentar chegar mais perto de ti porque é maravilhoso aprender a conhecer-te e vale bem o esforço e falar mau alemão contigo e pior ainda em hebreu e fazer amor contigo às três da manhã e de alguma maneira de alguma maneira de alguma maneira transmitir algum do / esmagador, imortal, irresistível, incondicional, abrangente, preenchedor, desafiante, contínuo e infindável amor que tenho por ti.

Falta, Sarah Kane, Teatro Completo, tradução de Pedro Marques, Campo das Letras

15.12.13

[ ]

Like a tropical storm, I, too, may one day become ‘better organized'.
Lydia Davis, The Collected Stories of Lydia Davis, Picador

Our separate ways

Sitting on a Unicorn (2004), Nicholas Pye and Sheila Pye

“Playing self-invented, absurdist, and at times juvenile games, Sheila and I developed a situation or stage for power struggles between female and male to play out. This photograph deals with the meaning of language through abjection,” Nicholas told me. “The camera had always been a tool to explore the deeper side of loving relationships for Nick and me,” Sheila continued. “I think that when we decided to go our separate ways, it was a bit like cutting off a limb… so art was a way of avoiding that pain. We still make a lot of photographic and video art together, and shifting our love into a brotherly-sisterly realm actually made our work stronger.” From the series “The Paper Wall.” (The New Yorker)

11.12.13

Dream a little dream #2

© Danny Willems

Sonhei que um bailarino do Wim Vandekeybus me ensinava o segredo de um som imenso que eles produziam num dos seus espectáculos, e que afinal se fazia com a voz e os pés a bater no chão. Eu tentava reproduzi-lo e para meu espanto conseguia, mas o que eu ouvia era completamente diferente.

Pudesse O Morto agradecer

O Menina Limão está na lista de melhores do ano de uma jovem. Muito gostam as pessoas de elogiar os mortos.

You don't look so good either

9.12.13

Bom dia, intensidade dramática

6.12.13

na na na na na na na na na na na na na na na na


5.12.13

Leia bons livros, veja bons filmes, desfrute do seu momento de glória

Shakespeare na Cinemateca. Anda uma pessoa a esforçar-se por passar dias e dias na linha verde sem qualquer propósito que não o de ser visto pelo Alexandre Andrade de livro em riste, para depois saber que alguém foi apanhado na Cinemateca a ler Shakespeare. Isto é uma piada? Não, o pior é que este indivíduo existe. Tem blogue e tudo.

13.11.13

Aquele momento estranho em que tu existes

© masha demianova

11.11.13

E.T. phone home

Uma co-produção Menina Limão & Sérgio Gouveia.

Good night and good luck

© Quentin Shih