3.5.15

"Qual é a tua excepção à monogamia?"

O sonho de hoje não engana.
 

19.4.15

Planos

Cada um deles repleto com uma gota do meu sangue, dançam todos à minha frente, como mosquitos melancólicos num muro sombrio onde o sol forte dos dias felizes já não bate.

Hugo von Hofmannsthal, A Carta de Lorde Chandos, tradução de Carlos Leite, introdução de Hermann Broch, Relógio D'Água

Renúncia


A Carta de Lorde Chandos, publicada em 1902, é uma missiva ficcionada a Francis Bacon, em que Lorde Chandos, atravessado por uma crise literária e filosófica, explica porque não é capaz de continuar a escrever. 
O texto corresponde a uma crise do seu autor. Em 1901, Hofmannsthal renunciara à carreira universitária, reviu a sua obra poética, casou com Gerty Schlesinger e foi viver para uma pequena povoação próximo de Viena.

17.4.15

Esperança

«A caravana não passará, iii. Depois de se perder a esperança é que se fica em condições de se conseguir vencer. Segismundo.»

Mais uma danação do Albergue dos Danados.

9.4.15

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31.3.15

Pessoas boas, pessoas más

«A caravana não passará, i. Não é pessoa boa quem distingue e decreta as «pessoas boas» e as «pessoas más», pois não há bondade, bondade expressa ou que resista para revelar-se, seja em tal distinção, seja em tal decreto. Segismundo.»

Surripiado (descaradamente, como sempre) ao Albergue dos Danados.

-

29.3.15

-

© personal message

26.3.15

Billions Of Eyes

I think of all the billions of eyes
All looking at something different at the same time
And I feel nauseous
Some days I can only see into my suitcase
It’s got everything I need
Plus some superstitious things I may also need
Music soothes the savage beast
The pilot says to me and he asks me to sing
But now is not the time
I just want to fall into a pile of warm laundry
I just wanna keep very very quiet yeah

Billions Of Eyes, Lady Lamb The Beekeeper*, After (2015)

*oh, a minha miúda preferida dos últimos anos está de volta (e de que maneira).

22.3.15

-

If you find her alone in a café, sipping water from a
common glass, do not be alarmed. She is waiting for the
wind to take her fishing in the great phantom oceans of
the city. She is listening to the first smothered voice of
the woman she has forgotten she is.

Allan Graubard

20.3.15

Fucking twilight zone

19.3.15

Há filmes que têm de ser vistos



parce que

Alguém conhece esta filha da terra, a «Menina Limão»?

Aquele momento em que 2015 parece 2008.

(Ou lá quando é que foi que fotografias alegadamente minhas – vá-se lá saber que fotografias eram – andaram a circular por e-mail para quem quisesse ver como eu era.)

15.3.15

BIOGRAFIA

Podia ter saído, mas chovia.
Podia ter ficado, mas o tédio.

Algum dia, acabaria por aceitar
por boas, intenções que não tinha.


José Alberto Oliveira, Como Se Nada Fosse, Assírio & Alvim

12.3.15

We're not doing anything

Tecnicamente, não houve infidelidade, como se pudéssemos sobrepor à realidade uma folha de acetato e vê-la à transparência dos seus cálculos matemáticos. A ideia, mais vezes desonesta do que ingénua, lembra-me um conto da Daphne du Maurier, The Way Of The Cross, em que uma mulher e um homem casados, mas não um com o outro, escapam às suas obrigações conjugais para passearem juntos. Ele pergunta-lhe se ela está disposta a arriscar problemas com o marido e ela não hesita: "Risk what?", "We're not doing anything". Ao que ele responde: "Now that, my girl, is what I call a direct invitation".

^_^

Não é isso

Não há nada de mal em alguém despir-se para uma fotografia, não é isso, disse-me ele, e o meu duende interior desatou a rir-se.

Nas palhas deitada

Queria muito este livro, desejo que não manifestei a ninguém. Há dias ofereceram-mo. Não sei se me estão a querer dizer alguma coisa com este título.

9.3.15

ESCREVER

«A vida é demasiado séria para eu continuar a escrever. A vida costumava ser mais fácil, e muitas vezes agradável, e então escrever era agradável, embora também parecesse sério. Agora a vida não é fácil, tornou-se muito séria e, por comparação, escrever parece um pouco disparatado. Escrever não é, muitas vezes, sobre coisas reais, mas depois, quando é sobre coisas reais, está muitas vezes a ocupar o lugar de algumas coisas reais. Escrever é demasiadas vezes sobre pessoas que não aguentam mais. Tornei-me entretanto uma dessas pessoas. Sou uma dessas pessoas. O que eu devia fazer, em vez de escrever sobre pessoas que não aguentam mais, é pura e simplesmente desistir de escrever e aprender a aguentar. E prestar mais atenção à própria vida. A única maneira de me tornar mais inteligente é não voltar a escrever. Há outras coisas que eu devia estar a fazer em vez disso.»

Lydia Davis, Não Posso Nem Quero, tradução de Inês Dias, Relógio D'Água

*
Não pensem que é de ânimo leve que partilho um texto destes. Não pensem que não antecipo os estragos. É por estas e por outras que a Lydia Davis é a maior, a mais cruel, a mais que tudo.

5.3.15

Acabamentos de primeira

Se há coisa que não consegui na vida (e poucas foram as que consegui, há que reconhecer) foi pôr fim às coisas em que me meti. Ou em que me meteram, ou em que me vi metido.
Sabem como é? Ia ficando, ia apenas ficando.

Rui Caeiro, Acabamentos de Primeira, Eclusa

3.3.15

Flanzine #7 - MIOPIA





É já este sábado, 7 de Março, o lançamento da Flanzine #7 (sob o tema MIOPIA), na qual participo com uma fotograf... merda.

‪#‎rimainterna‬

A Barraca espera-vos, pelas 22h. Prometo esforçar-me muito por não desaparecer a meio sem dar cavaco.

1.3.15

Pessoas do meu sitemeter, xiii

a melhor redação de quem sou eu de menina
(É verdade. A melhor redacção é minha.)

27.2.15

*****

© personal message

26.2.15

CAMA

© Menina Limão

Fotografia para o número 5 da Flanzine: CAMA.
Em colaboração com Emanuel Amorim, cujo texto podem ler aqui.

25.2.15

Reality

Reality is one of the possibilities I cannot afford to ignore. 
― Leonard Cohen, Beautiful Losers