11.12.19

The air and the jagged bite

2019 produziu alguns temas viciantes, mas nenhum tão bonito quanto este.

17.11.19

There existed an addiction to blood

Tenho uma sugestão para o vosso domingo. Abrir este link e, com a ajuda de uns headphones ou de umas colunas potentes e de dois olhos preparados para fazer o decatlo, deixar cair o queixo.

24.6.19

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(Não sei se alguma vez se fez algo tão-simultaneamente-bonito-e-triste.)

15.6.19

Bate o pé, camarada

Y La Bamba, Mujeres [2019]

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© Liza Donnelly

8.5.19

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© Witchoria

23.4.19

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Kepa Junkera & Sorginak, Gernika, em Maletak (2016)

22.4.19

Este título

é wishful thinking.

21.4.19

The Capricorns

Um raio descreve na perfeição o movimento das Capricorns no mundo: chegaram, electrizaram e desapareceram. As pistas de dança desta vida provam que não se deram a conhecer, mas quem por elas foi atingido não mais as esqueceu. 18 anos passaram – 12, desde que as descobri. Está na altura de revisitar este diabrete.

Método


Stef Chura, Method Man, em Midnight (2019)

A long time ago I was pondering the literal words “Method Man” while listening to Wu-Tang. There was a person in my life that I had a confusing array of emotions for, sometimes I was in love with him, I admired and looked up to him, I thought of him as superior to me. He was older than me and I was a teenager. At that age I experienced a titanic amount of anxiety that usually expressed itself as silence.

This song was born out of a total frustration regarding a man who seemed “methodical” to me. He was literate. He waxed poetic. Almost someone… how do I say this… that you wanted to be condescending to you? As long as they were talking to you. He drank a lot of energy drinks and had this overall outlook that no one understood him. That he was in on some kind of cosmic secret that I couldn’t get. He smoked so many cigs it stained his fingers yellow.

He was always talking, and I was so enamored with this person. I was always nervous to reply. He would go on and on for hours. He sometimes would look at me and be like “oh maybe you won’t get this… maybe you don’t get this.” I was too terrified to say much.

15.4.19

¯\_(ツ)_/¯




2.4.19

Eu e a(s) outra(s)

 
© Menina Limão

29.3.19

Eu sou outra em mim mesma / e sou aquela (...) Feita de ambas à beira do abismo / sou a mesma mulher nascida em Maio

(Não me lembro a quem roubei.)

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19.3.19

Revisão da matéria dada

A Limão de 2013/2014 por vezes não concorda com a Limão de 2018/2019, e vice-versa. Senão vejamos:


The Man Who Shot Liberty Valance: 2013/2014 – 4 estrelas; 2018/2019 – 5 estrelas.

Banshun [Primavera Tardia]: 2013/2014 – 5 estrelas; 2018/2019 – 5 estrelas.

Cat People: 2013/2014 – 4 estrelas; 2018/2019 – 5 estrelas.

L'amour l'après-midi: 2013/2014 – 3 estrelas; 2018/2019 – 5 estrelas.

Scott Pilgrim Vs. The World: 2013/2014 – 3 estrelas; 2018/2019 – 3 estrelas.

The Asphalt Jungle: 2013/2014 – 4 estrelas; 2018/2019 – 4 estrelas.

Le Mépris: 2013/2014 – 4 estrelas; 2018/2019 – 5 estrelas.


Engraçade.

7.3.19

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Eu, Rosie, eu se falasse eu dir-te-ia
Que partout, everywhere, em toda a parte,
A vida égale, idêntica, the same,
É sempre um esforço inútil,
Um voo cego a nada.
Mas dancemos; dancemos
Já que temos
A valsa começada
E o Nada
Deve acabar-se também,
Como todas as coisas.
Tu pensas
Nas vantagens imensas
De um par
Que paga sem falar;
Eu, nauseado e grogue,
Eu penso, vê lá bem,
Em Arles e na orelha de Van Gogh...
E assim entre o que eu penso e o que tu sentes
A ponte que nos une – é estar ausentes.

Reinaldo Ferreira

(surripiado ao Bruno Villar)

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© Charlie Hankin

6.3.19

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Michael Augustin, Um Tal de Koslowski, Trad. de João Cláudio Arendt e João Luís Barreto Guimarães, ed. Do Lado Esquerdo

26.2.19

Protagonista antagonista

Uma das surpresas é a forma como opta pelo que é interior e não pelo exterior — isto é, tudo o que rodeia a personagem, o contexto social e familiar, parece pacificado. Lara é aceite. Mas gradualmente o filme entra no quarto dela, aparecem os espelhos, e é aí que Girl propõe um diálogo do espectador com Lara, com os seus medos, com o medo.

(...) Quando vemos uma personagem trans ou LGBT, surge quase sempre associado o confronto com o exterior. É o que vemos nas notícias, é o que vejo em redor. Por isso quis concentrar-me na personagem, no facto de ela ser o maior antagonista de si mesma. Ou porque o mundo funciona assim, ou porque há forças destrutivas dentro dela, queria que fosse uma personagem em diálogo consigo mesma.

Começa a ficar rodeada de espelhos, que a obrigam ao confronto...

Sim, é muito preciso o que diz. Esse processo de criação de imagens, o reflexo, é complexo. Para Lara, o seu corpo, a sua imagem, é o seu maior conflito. O reflexo é algo muito susceptível de confronto para os adolescentes — e para muitas pessoas em geral. No caso de Lara isso é exponenciado. Queríamos que o protagonista e o antagonista fossem a mesma pessoa. Eu e o director de fotografia [Frank van den Eeden] usámos muito os espelhos, os reflexos. No mundo do ballet, nas aulas, os espelhos são omnipresentes. Lara quer escolher uma profissão que exige enorme confronto consigo mesma, com a sua aparência. É isso que é interessante naquela arena física: ela está lá, a tentar encaixar-se nos outros corpos, mas sabendo que não pertence ali.

Espelho meu, espelho meu, diz-me que este corpo não é o meu, Vasco Câmara em entrevista a Lukas Dhont, sobre Girl (2018), no Público.

Billie Eilish

A mesma entrevista com um ano de diferença. Eu nem sabia quem ela era, mas não consegui parar de ver o vídeo, cada vez mais estupefacta com as respostas, tanto as da Billie com 15 anos, como as da Billy com 16.

What advice would you give yourself a year from now?

15 anos: – Don't be so sad, it's such a waste of time.

Reacção da Billy com 16 anos à resposta anterior: – Ah! I didn't live up to that then and I still haven't lived up to that. It's good advice, though. It is a waste of time, dude. Ah! It's ruined so many things that could have been amazing, because I was sad. Dumb.

16 anos: Don't post everything you think. Don't, just don't. Don't post your feelings, don't do it to yourself.

What's your biggest regret?

15 anos: Letting myself be mistreated for a long, long, long, long time.

Reacção da Billy com 16 anos à resposta anterior: Pfff, I had no idea what the fuck was coming. (...) Yeah, I was really mistreated and then I just realized I was better than that and since then... I feel like I've just grown to know my worth. It's taking a minute, I'm not there yet, but I'm getting there. Aw, Billy was so hurt then. I was so hurt then, man. Shit.

What's the biggest thing you've learned?

15 anos: No matter what you do, you can never ever, ever, ever please anyone, ever. Ever, ever.

Reacção da Billy com 16 anos à resposta anterior: Facts. It's still true, never not true.

Favourite artist at the moment? 

15 anos: Brockhampton. 🙃♥︎

16 anos: Tierra Whack is sick.

How do you feel about the music industry?

16 anos: We're all sad as hell. All these artists, we're sad as shit, dude. Everybody I know who's an artist... We are sad motherfuckers. It's the way it is.

22.2.19

Bílis vacance, II

Dupla pedaleira, tareia a dobrar.

Bílis vacance, I

É tempo de "porrada auditiva", como lhe chamou o outro, inaugurada com este "HOMÃO DA PORRA", como lhe chamou esse outro ainda.

Estou a precisar.

8.2.19

Saudações

© Sara Pinto

Auto-retrato emprestado, etc

© Jean Jullien

Aquela exactidão

© Curamoon