25.7.16

Rocky Bemboa

My name is my name!

"Hoje tens memórias para recordar."


Boa semana.

Miragem

© Menina Limão

Já só me falta um para ter toute la Bénédicte

Insta

Portas e janelas — uma sequência não planeada.

No instagram.

21.7.16

Uma questão de espírito

«When students snap to the fact that there’s such a thing as a really bad writer, a pretty good writer, a great writer — when they start wanting to get better — they start realizing that really learning how to write effectively is, in fact, probably more of a matter of spirit than it is of intellect. I think probably even of verbal facility. And the spirit means I never forget there’s someone on the end of the line, that I owe that person certain allegiances, that I’m sending that person all kinds of messages, only some of which have to do with the actual content of what it is I’m trying to say.»

David Foster Wallace on Writing, Self-Improvement, and How We Become Who We Are

20.7.16

Às voltas (ao bilhar grande)

Constato estranhas circularidades na vida, cortesia das revisitações do facebook. Tenho, por exemplo, uma clara preferência por me estraçalhar no verão. No inverno, já basta o inverno.

A mulher que já viveu um bocado

Ex-namorados
ex-namorados
ex-namorados
e outras inadequações.

Time will tell

Time will tell if you can figure this and work it out
No one's waiting for you anyway so don't be stressed now
Even if it's something that you've had your eye on
It is what it is

19.7.16

Love be brave

Love be brave
No one will say it but you
And that has not yet been
The easy thing for you to do

How does he make love seem sweet
Isn't that some heavy feat
Do the birds suffer so
Do they sing because they know
This life don't go slow

What will I do then?
Here comes a change over me
Something strange takes over me
I am brave and love is sweet
And silence speaks for him and me

10.7.16

O que vemos quando corremos

#runsisterrun

8.7.16

Dinos

Já encomendei vários livros pela net, mas nunca me tinha acontecido comprar um que serviu para matar um peixinho-de-prata.

(Sendo sobre dinossauros, acho natural.)

Declaro inaugurada a série «Turistas perdidos à minha janela»

(Que já podia ter 50 fotos, se eu me tivesse lembrado disso mais cedo.)

Les Demoiselles de Rochefort



Essa coisa de ver os amigos no dia de aniversário passou de moda. O que está a dar agora é conhecer pessoas novas.

Limoncella e Pimpinella, um clássico instantâneo, no 5 de Maio.

5.7.16

Passei a manhã a intercalar a nova maravilha do Cass com a velha maravilha do Richman



3.7.16

Querida Fiona,

As que não faziam (tanto) sentido, começam a fazê-lo agora.

Well there's room in your heart now


Well we're all getting bigger
But it takes time to be a man
And it's more than you figure
Well take it slow and take my hand

And there's room at the mountaintop
For everyone in God's plan
So just trust in your brother
Let me help you if I can

Oh yeah

I bet you can't get what you want
Come on baby come on darling
I bet you can't get what you need
Come on sugar and try

And there's faith in the answer
We all swear on this land
And the birds they are singing
From the place that we stand

Oh yeah

I bet you can't get what you want
Come on baby come on darling
I bet you can't get what you need
Come on sugar and try

Well there's room in your heart now
For excellence to take a stand
And there's tears that need shedding
It's all part of the plan

Oh yeah

I bet you can't get what you want
Come on baby come on darling
I bet you can't get what you need
Come on sugar and try

Hallelujah hallelujah


(Grandessíssimo musicol, a que voltamos now and then.)

A mulher que viveu a dobrar

Álcool!
Álcool, mamas e vaginas. Vajudges. Vagillis.

São as últimas contribuições d'A mulher que viveu duas vezes.

29.6.16

recreios; receios

duas coisas me deu a enxovia
da primeira escola:

recreios; receios

e uma demorada convalescença para
descolarização profunda

se visito o recinto onde me moeram
importam-me sobretudo as pacatas laranjeiras
testemunhas caladas do meu derrubo

e tenho amor por essas árvores como
se tem por um amigo

que ali estão guardando outros coitados
adestrados para porfiar entre si e
desmantelar mais à frente o que ainda sobrar
do mundo

só muito agora me alforrio dos suplícios
que passei

e de que adianta garantir-vos num poema
que estou salvo

se no fim um verso me desdisser


Miguel-Manso, Persianas, Tinta-da-China 

Le vertigo continue

I can't tell if you're fucking with me right now, ou o ofício de se ser manipulado

& outras histórias (sobre desejo, a dificuldade em lidar com as merdas, empregos fáceis, toxinas e etc.)

28.6.16

Três sonhos num eterno retorno

Tenho três sonhos recorrentes há anos. Num, cães, às vezes tigres, mordem-me as mãos ou os braços. Também ele aflitivo mas sem mistério, o segundo acontece sempre que eu tenho a garganta seca. De longe o vencedor na escala da reincidência, o terceiro redunda na impossibilidade de fotografar. A narrativa varia, assim como os intervenientes e os cenários. O único elemento unificador é este: num determinado momento, eu quero tirar uma fotografia e não consigo. Ou porque a luz muda, ou porque a máquina não foca, ou porque o botão subitamente encrava, ou porque o modelo muda de figura, como tantas vezes acontece na realidade. Julgo compreender o seu significado. E é por isso curioso que a minha mente insista no mesmo elemento — o dispositivo fotográfico, o acto de fotografar — para falar de algo que nada tem a ver com fotografia.

27.6.16

Um momento difícil

Um dia, haveremos de querer fazer de propósito aquilo que descobrimos por acaso: vai ser um momento difícil. 

— Jean Cocteau, citado por Antonio Rodrigues na folha de sala da Cinemateca de La Villa Santo-Sospir (1952).

Poema

O corrector automático substituiu
broches
por Borges

21.6.16

Love (2016)

Sobre Love, o filme de Gaspar Noé que emudeceu para sempre (?) o Capitão Napalm (calma, Capitán, aqui a silliness não tem uma season), direi apenas uma coisa (embora pudesse dizer várias, todas elas corrosivas, sobre a caca mole que mais me custou contemplar durante o tempo estabelecido pelo cagão-artista): num filme que encontra a sua justificação formal (o 3D) no plano de uma ejaculação direccionada ao espectador, entre tantas outras ejaculações do protagonista portador de piroca, não há um (UM) orgasmo feminino.

Ah, “a sexualidade sentimental”.

16.6.16

The ground beneath her feet









Menina Limão — © Sérgio, 2014