Everyone seems to be nineteen these days... I remember what it was like... But that's a long long way back, all the way down a long long ramp... When I was nineteen I went out with a man who was the age I am now and I thought he was incredibly old... He had a four wheel drive and owned a house... I guess that means he was incredibly old.
Genericamente, o metal foi um estilo musical que nasceu da necessidade de dizer alarvidades sem que estas fossem entendidas, protegendo assim os seus músicos de uma vida na prisão.
(...)É uma história de desaparecimentos graduais e de gente só acompanhada e em que tudo está em obscena exibição. Como se todos vagueassem atrás de grades. A vantagem das metáforas é esta meiguice - com a distância que criam, nem parece que estamos todos ali, pois não?
Ice-age heat wave, can't complain If the world's at large, why should I remain? Walked away to another plan Gonna find another place, maybe one I can stand I move on to another day, to a whole new town with a whole new way Went to the porch to have a thought Got to the door and again, I couldn't stop You don't know where and you don't know when But you still got your words and you got your friends Walk along to another day Work a little harder, work another way
Well uh-uh baby I ain't got no plan We'll float on maybe would you understand? Gonna float on maybe would you understand? Well I'll float on maybe would you understand?
The days get shorter and the nights get cold I like the autumn but this place is getting old I pack up my belongings and I head for the coast It might not be a lot but I feel like I'm making the most The day's get longer and the nights smell green I guess it's not surprising but it's spring and I should leave
I like songs about drifters - books about the same They both seem to make me feel a little less insane Walked on off to another spot I still haven't got anywhere that I want Did I want love? Did I need to know? Why does it always feel like I'm caught in an undertow?
The moths beat themselves to death against the lights Adding their breeze to the summer nights Outside, water like air was great I didn't know what I had that day Walk a little farther to another plan You said that you did, but you didn't understand
I know that starting over is not what life's all about But my thoughts were so loud, I couldn't hear my mouth My thoughts were so loud, I couldn't hear my mouth My thoughts were so loud
As mãos de um Mefisto não conhecem quietude. Mesmo num olhar mudo, parecendo imóveis, é um sangue expectante que lhes corre dentro, latente. Sorria. – Sabes o que é fascinante no origami? Os vincos que permanecem quando desfazes o modelo. As marcas não se apagam, antes se acumulam, ad infinitum, até que o papel se rasgue. Passado sobre passado, expõem-nos. Vês?, aqui dobrei-te para dentro, ali dobrei-te para fora, e aqui, sentes?, inverti o sentido da tua cabeça e depois tirei-te as asas. Mefisto pontuou a lição com um sorriso afiado e, rodando sobre si próprio, partiu, levando consigo o manual de instruções.
À imagem e semelhança Há quem defenda que na origem do desenho estilizado de um coração está o coração de uma vaca e não o de um ser humano.
Abstracção Há ainda quem defenda que o desenho estilizado de um coração é uma abstracção da vulva de uma mulher. O que nos remete mais uma vez para o Manual de Civilidade para Meninas, quando Pierre Louÿs aconselha: «Não digais: "A minha cona"; Dizei: "O meu coração"».
♡ Na matemática, obtém-se uma forma aproximada de um coração através da seguinte fórmula: (x2+y2-1)3-x2y3=0. É a chamada curva implícita. Afinal de contas, uma designação poética.
Oh you silly stupid pastime of mine You were always good for a rhyme And from the first to the last time The signs said «stop» But we went on whole-hearted It ended bad, but I love what we started
Ontem fui apalpada e acho que bati no gajo errado. Pelo menos ele mostrou-se muito ofendido. Era espanhol e disse-me para me controlar. Caramba, acabam todos a dizer-me o mesmo.
(...) I think that you might want to know The details and the facts But there's something in my blood Denies the memory of the acts So just forget it Doc. I think it's really Cool that you're concerned But we'll have to try again After the silence has returned
Cause blood makes noise It's a ringing in my ear Blood makes noise And I can't really hear you In the thickening of fear
Hitler reage desta vez ao escândalo Maitê. É mais um vídeo bem conseguido da saga reacções hitlerianas. Mas tem um erro: começa com o ditador a ser informado da má receptividade dos portugueses às declarações da actriz e à medida que ele vai cuspindo a sua raiva num monólogo interminável, sem entretanto lhe ser dada qualquer outra informação, ele revela ter conhecimento do abaixo-assinado. A maioria das pessoas não reparará, porque também elas detêm, a priori, essa informação. É o tipo de lapso que constaria da secção "trivia" da página do filme no imdb, se a tivesse, e como tal, não lhe mina a qualidade. Desviando-nos deste contexto, é também o típico lapso que denuncia um mentiroso.
O café Piolho é uma fonte inesgotável de animação, embora nem sempre pelos melhores motivos. O episódio vivido ontem teve a pretensão de reclamar o pódio. Fui interpelada por um «escritor que não vende livros» (assim mesmo se apresentou), solitário na mesa em frente, desesperado por impingir-me o seu exemplar, que fez questão de ir buscar ao carro, sobre cujo design quis conhecer a minha opinião; e se sabia que perguntava à pessoa certa foi porque iniciou a conversa perguntando de rompante: «a menina é das artes?». Eu e o meu melhor sorriso amarelo acabaram mesmo por azedar quando o escritor abriu o naipe das questões invasivas, como se me espetasse um dedo no olho: quanto tempo demoraria a lê-lo (como se a sua oferta implicasse a minha receptividade), como é que faria para lhe comunicar a minha opinião, se tinha número de telefone, se estava por ali todos os dias. Despachei-o bruscamente e saí. Mal por mal, prefiro os maluquinhos virtuais -- reduzem a probabilidade de sermos instados a olhar para trás no regresso a casa.
-- Every fucking time i sit down in front of my mac, some fucking idiot asks for something cheap. Fucking unbelievable. (...) -- Think of it as a foot in the door, that may be a lot more work in the future. -- Fuck me, why didn't I think of that?
Dois anos e meio a prestar serviços de psiquiatria gratuitos, quando nem sequer é essa a minha área profissional, devia valer-me uma isenção fiscal vitalícia. Não tendo essa sorte, pelo menos algum sossego está ganho. Olá, higiene! Que saudades.
Não é possível contares a tua história sem expores a intimidade do outro. Mas ao fim de alguns anos a mastigar em silêncio, é muito provável que enlouqueças.
(fotograma de Angst vor der angst (1975), de Rainer Werner Fassbinder, surripiado ao Mictório Luzidio)
Hoje é o dia em que os portuenses provarão, pela terceira vez consecutiva, que são, deixa-me cá ver a melhor forma de dizer isto, uns atrasados mentais. Mas antes dos resultados catastróficos de logo à noite, permitam-me tentar um gesto inútil:
O único post da semana foi apagado porque um dos retratados na fotografia, reclamando da sua privacidade, me pediu que a retirasse, pedido a que acedi, muito embora a tenha ido buscar a um site... público. O texto deixa de fazer sentido sem a fotografia e, por isso, vejo-me obrigada a apagar tudo. É pena, eu gostava do post. Mas vocês sabem onde encontrá-lo (e quanto a isso não há nada a fazer).
---pronto, pronto, eu reponho o texto---
desperate kingdom of love
Interrompiam a habitual violência para honrar as declarações de amor. As armas deitadas por terra, os insultos e as acusações quebrados por beijos súbitos. Não era pose. Acreditavam que falar para as paredes era o mínimo que podiam fazer por elas, tagarelas. E depois retomavam o caminho, um lembrando que o outro não comprara leite, o outro notando ter esmurrado os cotovelos da última vez que saíra para buscar os mantimentos.
Relembro que a Menina Limão & O Senhor cumprirão este sábado 3, um dj set inesquecível (não garantimos que pelos melhores motivos), na CrewHassan, em Lisboa, a começar à meia-noite. A abrir a festa, às 22h, estará o Ricardo Gross. Tudo porque o Pedro Bento assim quis. O evento chama-se COLLEC.tiff e é um happening de 48 horas, um evento de arte e música colectivo à margem do circuito comercial. Mais informações aqui.
Não sei o que significa não haver uma banda que faça mais sentido actualmente. O que sei é que não via um vídeo tão deprimido desde os anos 80. E, por isso, sei que não há banda que faça mais sentido actualmente.