o nosso 2009


Oh well in five years time we could be walking round a zoo

With the sun shining down over me and you

And there’ll be love in the bodies of the elephants too

And I’ll put my hands over your eyes, but you’ll peep through

And there’ll be sun sun sun

All over our bodies

And sun sun sun

All down our necks

And sun sun sun

All over our faces

And sun sun sun

So what the heck

Cos I’ll be laughing at all your silly little jokes

And we’ll be laughing about how we used to smoke

All those stupid little cigarettes

And drink stupid wine

Cos it’s what we needed to have a good time

And it was fun fun fun

When we were drinking

It was fun fun fun

When we were drunk

And it was fun fun fun

When we were laughing

It was fun fun fun

Oh it was fun

Oh well I look at you and say

It’s the happiest that I’ve ever been

And I’ll say I no longer feel I have to be James Dean

And she’ll say

Yah well I feel all pretty happy too

And I’m always pretty happy when I’m just kicking back with you

And it’ll be

Love love love

All through our bodies

And love love love

All through our minds

And it be Love love love

All over her face

And Love love love

All over mine

[Noah And The Whale - 5 Years Time]

recado à minha passagem de ano:

Não chegarás aos calcanhares do meu 2009.

cara revista Maria:

Estou apaixonada pelo meu blog. Serei correspondida?

ainda, os campos magnéticos:

moça-bonita s.f. BOTÂNICA [Bres.] planta herbácea, com propriedades desinfectantes e diuréticas.
– Eu penso em ti constantemente. A ter sexo contigo. Eu tenho-te desejado. Mas depois de te ires embora...eu continuo a ter saudades. Eu amo-te, porque é que não percebes isso? Às vezes odeio-te por aquilo que me fizeste. Eu regojizo-me por cada hora que passa sem pensar em ti. Eu tenho amigos, amantes, filhos...e um trabalho que eu adoro, onde sou boa. No entanto, estou amarrada a ti. Não percebo porquê. Talvez seja masoquista. Ou então sou uma mulher de um só homem. Não sei... É tudo tão difícil. Não quero viver com mais ninguém que não tu. Os outros homens aborrecem-me. Eu não estou a tentar fazer com que te sintas culpado...ou usar chantagem emocional. Estou apenas a contar-te como é que me sinto. Não suporto a ideia de fazer amor contigo. Não consigo explicar de outra forma. Porque tu vais-te embora...e eu ficarei a desejar-te. Gostei de te ter à distância. É melhor mantermo-nos quietos. Só me vais deixar devastada.
– Eu estou...Ainda estou apaixonado por ti.


Cenas da Vida Conjugal, Ingmar Bergman, 1973

Como pertencer a certos grupos sociais.

Estejam descansadinhos, estou aqui para pôr-vos a par: já tenho febre (ié!), ou seja, já estou apta a integrar o concorrido grupo social do último surto da moda. E não tenho só febre, não, não. Também tenho dores de cabeça, arrepios de frio, dores nas pernas e nariz entupido. Preparem-se, este ano entrarei em 2009 a pedir dez mimos por cada badalada. Vai ser mimar até cair.

Apetece-me uma velharia, à falta de mimos

Trying not to be sick again
And holding for tomorrow
She's a twentieth century girl
Hanging on for dear life
So we hold each other tightly
And hold on for tomorrow

Singing La la, la la la
La la la la la la la la (x3)
Holding on for tomorrow


Receita de la la las para combate aos ai ai ais. Há muito tempo que não ficava de cama. Muito honestamente, eu não precisava disto.

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© Annabel Mehran

.a noiva moribunda.

See You See Me

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© Annabel Mehran


I see you seeing me and I don't like what i see.

2ª Mostra de Cinema Português - 2ª semana

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Não tenho postado os meus cartazes do Cineclube de Aveiro, porque não os tenho alterado significativamente em relação aos originais. Há também um pouco de preguiça e esquecimento da minha parte, daí que já só esteja a postar o cartaz da 2ª semana desta nossa 2ª mostra de cinema português, falhando o 1º.


2ª Mostra de Cinema Português - 2ª semana, em exibição de 26 (hoje) a 29 de Dezembro (segunda), no Cineclube de Aveiro/Cinema Oita.

Harold Pinter e Kenneth Branagh

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Linguagem e Arquitectura.

génio

a pretty girl is like a violent crime
if you do it wrong you could do time
but if you do it right it is sublime

[Magnetic Fields]

É Natal

lado a:


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lado b:


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oba oba!

serei eu uma prova do inevitável progresso da humanidade rumo à perfeição?

Confiando naquilo que, em The Blithdale Romance, Nathaniel Hawthorne conta de Charles Fourier, este acreditava que o inevitável progresso da humanidade rumo à perfeição faria com que um dia o mar passasse a saber a limão. O fascínio da imaginação utópica assenta em operações e em convicções desta natureza, que auguram um futuro de absolutos, programados e construídos à imagem dos desejos e da determinação de quem os projecta. O problema começa quando os fabricantes de utopias começam a pretender fixar as percentagens do açúcar, do ácido cítrico e do sódio, dando todo o poder ao laboratório que passará a gerir o fabrico, a manutenção e a partilha da água marítima. E, claro, condenando ao degredo o sabor a laranja.


post surripiado ao Rui Bebiano, depois de me ter sido oferecido pelo Pedro Lago. (o meu ego delirante agradece)

Querido Pai Natal:

Disse-me tudo o que me podia dizer: nada. E, para quem não disse nada, fez muito barulho.

i think i need a new heart

Acho que preciso de um coração novo. Um coração com menos entulho, menos barulho. Com menos destroços. Com menos braços desfeitos, menos unhas cravadas - se possível sem quaisquer despojos impróprios.
Preciso de um coração maior. Quanto mais pequeno fica, mais lixo acumula. Queria um coração novo e muito grande, cheio de ar e de sorrisos embalsamados, cheio de uma resignação feliz, sem ódio, sobretudo sem ódio, e sem qualquer chama que se alimentasse do seu oxigénio. Queria um coração insuflável, para que pudesse abrir o peito e ordenar: chutem-no, pisem-no, esmagem-no, à vontade, e, no fim, triunfante, anunciar sorrindo: vejam, sacanas, este coração nem de felicidade há-de rebentar.

Mefisto-Mefez, volume vi

Mais do que um nome, Mefisto é um lugar. Um lugar de grande dignidade atribuído a um filho da puta. Aos grandes filhos da puta não se lhes nega a relevância. Tampouco se lhes aponta o dedo – eles mordem. Os Mefistos formam uma matilha de contornos especiais: não andam juntos – nem lhes convém – mas reconhecem-se pelo cheiro quando se cruzam na rua, reconhecem-se pelos dentes caninos e pelos olhos raiados de sangue. Cautelosos, fazem pequenos sinais entre eles, enquanto apertam para junto de si as suas presas.

notícias revistas por Deus causam gargalhada geral

Detective Cantor, o blog que está sempre acima do acontecimento.

Eu sei que não virás. O quarto
seria este, estes os meus braços, aquela
a jarra com as flores.
Que lindo cachecol. O colete fica-te bem.
Sabes o que é o amor? Poder e não poder
dizer o teu nome sem que me rebente
dentro do estômago, dos intestinos, dos pulmões
a faca de infecções de que poderei morrer.


Joaquim Manuel Magalhães


(rapinando uma Lebre)

Cleansed

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Vi a peça 'Purificados' encenada pelo Nuno Cardoso há muitos anos (não consigo precisar quantos), no Teatro Helena Sá e Costa. Era demasiado nova para compreendê-la e aconteceu o (mais ou menos) inevitável: detestei-a. Anos mais tarde, li a obra completa da Sarah Kane, que veio a ocupar uma posição inatacável no lugar das minhas adorações. No Sábado, quando fui ao TNSJ para ver a encenação da mesma peça pelo Krzysztof Warlikowski, estava preparada para discordar, coisa que costuma acontecer quando vejo encenações de peças da Sarah Kane - são fortes as convicções de quem se apaixonou por uma obra que repetidamente revisita. Ao primeiro monólogo (um excerto do 'Falta', que já vi em palco umas três vezes), soltava-se uma lágrima, algo que penso ter acontecido pela primeira vez no teatro. A inclusão da música, elemento que à partida estranharia, foi feita de forma arriscada mas brilhante. Este último adjectivo é bem capaz de resumir a totalidade do que vi.

António Alçada Baptista

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Morreu o escritor que marcou a minha passagem da adolescência para a idade adulta. A primeira bomba dizia-se O Riso de Deus. Curioso como um romance de incansáveis questionamentos pôde dar resposta a muitas das minhas inquietações (logo vieram outras, ou, como alguém escreveu um dia: quando tínhamos todas as respostas, mudaram as perguntas). Religião, política, sociedade, afectos, sexualidade - a minha primeira grande ruptura rebelde (comigo mesma, com os outros, com certos valores), teve aí o seu berço e o seu amparo.

The Dodos no Salão Brasil, em Coimbra

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[go team!]





O concerto dos Dodos em Coimbra resume-se à puta da loucura. Não sei se nomeie a proximidade entre público e banda durante o concerto (a plateia começava onde acabava o palco), se o afterhours absolutamente incomum e especial de ter contado com público e banda a dançarem juntos um set alternativo pelo Salão Brasil, se o momento em que o pessoal do público e da banda se entregaram à dança do limbo e ao salto à corda com o lenço da couve-flor, se o facto do absolutamente apetecível vocalista me ter chamado para dançar com eles (oh querido, não digas mais nada), se o facto de ter tido no mesmo espaço por largas horas e a partilhar a mesma dodice uma dúzia de pessoas que me são especiais. O concerto? Dos melhores da minha vida. Fenomenal. Doutro mundo. Estava a precisar e muito de uma noite assim.


(e agora já só falo em concertos em 2012, prometo)

The Family Elan, aqui num dos momentos mais lindos-lindos-lindos que já presenciei no auditório do Mercado Negro, com o tema Monumental. Escusado será dizer que tenho ouvido isto em loop.





Tara Jane O'Neil, também no MN, a cantar uma versão de uma música...da Cher. Isso mesmo.





adenda: um post sobre o concerto dos Jonquil no MN, com bons vídeos como bónus, aqui.

best of rabiscos

Nunca vi ninguém desfrutar tanto de uma sessão de autógrafos como a Victoria, vocalista dos Beach House. No final do concerto do Passos Manuel, confessei-lhe a minha inveja por não ter um cd como toda a gente para ser autografado. Sem me dizer o que pretendia fazer, pegou no meu bilhete e fez dele um cd, desenhando a capa, a contracapa e preenchendo o interior com uma mensagem. E como a contracapa original tinha limões, eu pedi-lhe que os desenhasse também. Terminou com a promessa de que iria tornar-se uma melhor ilustradora.


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Já a Tara Jane O'Neil é uma talentosa e reconhecida ilustradora. Pedi-lhe a ela e aos Swell que me rabiscassem a agenda do Mercado Negro e o resultado está à vista. Aproveito para mostrar como ficou o meu trabalho de Novembro.

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(Os Swell foram os gajos mais fixes que conheci no Mercado Negro, aqueles com quem tive uma maior empatia. Não me apetecia nada deixá-los partir.)

segundo concerto do ano do (muito provavelmente) segundo álbum do ano?

Photobucket No início eram os Dodos (e ainda antes era o projecto a solo do vocalista, Dodo Bird). E no fim há-de ser um pézinho de dança alternativo de alto nível, com matança de saudades das gentes de Coimbra pelo meio.


(no Sábado, em Lisboa, no Music Box)

There's Only 1 Alice

Eu, que queria uma etiqueta, não imaginava que me seria oferecida uma tão especial. Uma etiqueta que ela me atribuiu como quem me oferece o cantinho da sala junto à lareira no recolhimento das noites frias. Um lugar só meu no lugar mais bonito de todos. Digo-te, é uma grande honra.

semana com pós de perlimpimpim

"Finally, somebody has something to say on the acoustic guitar that hasn't been said before." Ben Chasny, dos Six Organs Of Admittance sobre Jack Rose


Pelo Mercado Negro já passaram alguns dos maiores guitarristas do mundo: o Tetuzi Akyiama, o Steffen Basho-Junghans, o James Blackshaw... e chega-nos agora aquele que é provavelmente o mais conhecido deles todos e que dispensa apresentações: Jack Rose. O que alguns não percebem - e não percebem porque nunca viram nenhum destes magos tocar - é que num concerto de um grande guitarrista dispõem-se os ouvidos, mas esbugalham-se também os olhos, como num espectáculo de magia em que se chega até ao fim sem nunca se perceber o truque. A incógnita é sempre a mesma: como conseguem eles extrair aqueles sons, apenas com aquele número de dedos? Jack Rose parece precisar apenas de uma guitarra para alcançar a perfeição. As melodias são um deslumbramento e, se ainda restarem dúvidas, é favor confirmar no vídeo abaixo.


Esta Terça, 2 de Dez, Jack Rose ao vivo no Mercado Negro (Aveiro), às 22h30, por 5€.







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Nalle - Alice's Ladder


Dois dias depois, a noite é de melodias encantadas e encantadoras, extraídas de guitarras, de violinos, de instrumentos tocados com colheres de plástico; de vozes alternadas entre a dela, mágica e estranha, e a dele, grave e bonita. Quinta-feira é então noite de folk muito especial e a dobrar, já que serão duas as bandas a ocupar-se do palco. Ou não serão bem duas bandas mas sim quase a mesma em dois projectos e registos diferentes: Nalle + The Family Elan. Uma finlandesa e um inglês e as suas sonoridades de lugares longínquos e exóticos, a brincar às coisas sérias e muito belas.


Esta Quinta, 4 de Dez, Nalle + The Family Elan, no Mercado Negro (Aveiro), às 22h30, por 4€.