14.8.18

Singing hallelujah with the fear in your heart



Não é todos os dias que atendemos o telefone em pelota e do outro lado está a Inês Nadais a perguntar-nos pelo concerto dos Arcade Fire de há 13 anos em Paredes de Coura. Apanhada desprevenida e em condição fragilizada, contei-lhe tudo. O mais fixe ainda é ela acabar o texto a tentar convencer-me a ir. Pois bem, respondo então por aqui: convenceste-me, eu vou. ❤️

(Saiu no Ípsilon passado, mas pode também ser lido aqui.)

30.7.18

Vou só pôr isto aqui

What is love? Baby don't hurt me, don't hurt me, no more

E quando me tinham dito que já não havia esperança, encontrei o amor à venda na feira. Agarrei-o logo.
 

::::::::::::::

Saldo final:

29.7.18

Fancy that

Ed Askew, Fancy That, em Ask the Unicorn (1968)

23.7.18

Contaminações, XV





 



1. First Reformed (2017), Paul Schrader.

2. Menina Limão ao espelho, num pirete involuntário.

3. Stephan Zick, Model of the Human Eye, c. 1680, Alemanha. Via Design is fine.

4. «Rings Around the Ring Nebula». Via Astronomy Picture of the Day.

22.7.18

I'm ignoring this bitch

20.7.18

(⊙_⊙')


© Natalie Dee

18.7.18

A vida na pista de dança

— Vou aqui para perto da Capuchinho Vermelho. Tu és actriz, não és?
— Não.
— Eu sou actor e músico. És psicóloga?
— Sim.
— (Com orgulho) Eu sou muito bom a ler pessoas. E a psicologia corre bem?
— Sim.
— Tu és muito nova, não és? 25 anos, no máximo.
— Sim.

Mais tarde, noutro bar:

— Eu sou o Pedro e tu és a Inês.
— Sim.
— A sério?! Acertei?!
— Sim.

Mesmo bar, outra pessoa:

— Tu és a Menina Limão, não és?
— Sim.

#Sim! #Sim! #Sim!
#àterceira
#perguntaparaqueijinho
#AmigaOlga

17.7.18

Running away is easy / It's the leaving that's hard

Escribatura, reflexões

Eu tenho dois registos de escrita: se é sério, escrevo à vaca — rumino, rumino; se é lúdico, escrevo à pega-monstro, vai cuspido — e como sai é como fica. Pôr a vaca a ruminar o pega-monstro deve ser um sarilho.

7.7.18

-

Tu continuas à espera 
Do melhor que já não vem 
E a esperança foi encontrada 
Antes de ti por alguém 
E eu sou melhor que nada

António Variações, Canção do Engate, em Dar & Receber (1984)

-

5.7.18

Fiel aos meus loucos

Apercebi-me de que já tinha escrito, anos antes, sobre a senhora que falava com o bitoque.

I
Inventário de café, texto de 19.12.2015

(...)
Cinquenta anos, cabelo preto, curto, óculos. Senta-se sempre na mesma mesa junto ao balcão. Lê jornais e revistas, faz palavras cruzadas. Fala sozinha, mas se lho dissessem, negaria. É desagradável com as empregadas, reclama por não lhe terem guardado coisas que não pediu. Mete conversa com a senhora idosa a metros de distância, sem se levantar da mesa. Vai frequentemente lá fora fumar. 
(...)

II
Postais quotidianos, Texto de 8.06.2018

Estou a comer um bitoque ao lado de uma senhora que também está a comer um bitoque e que é maluca, fala sozinha, ou talvez fale com o bitoque, não sei, mas alguma coisa a apoquenta, porque vai cortando a carne e dizendo "Oh meu Deus", "Oh meu Deus", talvez, quem sabe, dando voz à própria carne, a cada golpe.

╚(ಠ_ಠ)=┐

Ter ido fazer as últimas mudanças vestida para ir para a praia foi talvez a coisa mais ofensiva que fiz desde que ali trabalho. Sinto um certo orgulho.

28.6.18

[Sábado, 30] Festa de despedida da Cossoul do nº 61 da Av. D. Carlos I


Este sábado, dia 30, despedimo-nos definitivamente do espaço de Santos. Queremos abraços, muitos abraços, um pé de dança, uns quantos copos. Em suma, queremos festa.

[Em breve, daremos notícias sobre a nova casa. Até lá, se puderem ajudar, façam-se sócios. Custa 18€ por ano, mais 2€ de inscrição e só precisam de enviar e-mail para geral@guilhermecossoul.pt ou meninalimao@gmail.com requisitando ficha de sócio e dados para pagamento.]

Vemo-nos no sábado? Vemos, pois.

27.6.18

Just snifin'

Quando penso nas 3 mudanças integrais que fiz nos últimos 3 anos, às quais junto esta 4ª na Cossoul, e na vida que levo há dois, tenho de concluir o seguinte: o meu destino é comer o pó da Antiguidade.

23.6.18

Atrevidote

20.6.18

Vertiges (um agradecimento)

É amanhã que teremos uma oportunidade rara de ver Vertiges, um grande filme de Christine Laurent a que é difícil ter acesso.

Pessoalmente, gostaria de agradecer a um conjunto de pessoas que contribuíram para que esta sessão pudesse acontecer: Christine Laurent, Mário Fernandes, Cristina Reis, Sofia Marques, Paulo Soares, Francisco Rocha, Luís Miguel Oliveira, João Ricardo Oliveira e Manuel Mozos. Que esforço colectivo tão bonito.

Deixo-vos com este precioso gif.


Até amanhã, às 21h30, na Cossoul.

19.6.18

Vertiges, de Christine Laurent



 
© Menina Limão

Pascacinhos, esta quinta, dia 21, temos a 3ª e última sessão do ciclo Imagens do Teatro, com a exibição de Vertiges (1985), de Christine Laurent. Vertiges é um filme tão raro que nem a internet vos safa: há apenas uma cópia com fraca qualidade e sem legendas no Karagarga e nós vamos passar uma cópia melhor, enviada por uma amiga da realizadora com o seu consentimento e – uepá! – legendada por nós. Uma trabalheira que prova a vontade que temos em exibi-lo e que espero que seja devidamente recompensada pela vossa presença.

Manuel Mozos, que foi actor no filme com apenas 26 anos, estará presente para uma conversa com o Luís Miguel Oliveira. Vai ser especial também por isso.

Para além de Mozos, são actores no filme Magali Noël, Krystyna Janda, Paulo Autran, Maria de Medeiros, Luís Miguel Cintra, Jorge Silva Melo, etc.

Sobre Vertiges escreveu Serge Daney na altura:

«Vertiges é o segundo filme de Christine Laurent. Um grupo de teatro ensaia As Bodas de Fígaro. Há quanto tempo não víamos uma coisa tão sensível e tão rigorosa acerca do canto, do teatro e da “paixão de ser outro”? Há séculos, pelo menos. (...) Há mais respeito pela ópera (o respeito deslumbrado de uma criança que cresceu nos bastidores) neste filmezinho ambicioso do que no Don Giovanni de Losey e no Carmen de Rosi juntos. Aqui, não se faz nenhuma releitura, deixa-se Mozart e a luta de classes no seu lugar (muito desconstruídos), e o que se faz é unicamente acompanhar os cantores. Não do palco até à cidade (ideia compensadora, mas vulgar), nem sequer do palco até aos bastidores (ideia fácil, mas curta), mas decididamente da voz até ao silêncio. Porque, quando a voz já não é portadora, por muito que o corpo se agite, balbucie, grite, entra num estado de silêncio. (...)» –Serge Daney, no Libération, em 1985 (excerto retirado daqui).

Mais info no evento de facebook.

18.6.18

On Chesil Beach

O filme está quase a estrear e eu padeço daquela doença dos "livros primeiro". Há 10 anos que queria lê-lo.

(Ao menos aqui ninguém pode mandar postas de pescada sobre isto não ser um livro.)

12.6.18

Lenny, Lenny

O que me impressiona em Lenny (1974, Bob Fosse) é que objecto e personagem se confundam, que o filme se enforme da mesma matéria do indivíduo que é o seu centro e seja ele mesmo energia, pulsão e vertigem. Que mesmo que consigamos reconhecer as opções, formais e outras, que contribuem para esse resultado (a montagem; um registo de filmagens muitas vezes próximo do documental [como o documental devia ser], dando a impressão de que estamos a ver pessoas reais em vez de personagens, com entrevistas [como as entrevistas deviam ser filmadas, a parecer ficção]; a fotografia contrastada, por vezes estourada dos holofotes; um Dustin Hoffman como nunca o vimos [ele nunca foi tão cool, nem tão desesperado]; e um olhar próximo e ao mesmo tempo nada contemplativo sobre as personagens, etc, etc), o todo é claramente maior do que a soma das partes. Ficamos sem saber exactamente como é que Bob Fosse consegue aquilo. É tremendo.

8.6.18

Postais quotidianos

Estou a comer um bitoque ao lado de uma senhora que também está a comer um bitoque e que é maluca, fala sozinha, ou talvez fale com o bitoque, não sei, mas alguma coisa a apoquenta, porque vai cortando a carne e dizendo "Oh meu Deus", "Oh meu Deus", talvez, quem sabe, dando voz à própria carne, a cada golpe.

5.6.18

Vício instantâneo

Agora é o mano que me manda música.

Haru Nemuri, Yumewomiyou, em Harutosyura (2018)

4.6.18

Imagens do Teatro :: Ilusão, de Sofia Marques

Camaradas e demais pascacinhos,

Eu e o Luís Miguel Oliveira estamos a organizar um ciclo de cinema na Cossoul (ali em Santos, Lisboa), a que chamámos Imagens do Teatro e depois de (em Maio) termos passado o filme Ainda não Acabámos: Como se Fosse uma Carta, de Jorge Silva Melo, esta quinta-feira, dia 7 de Junho, pelas 21h30, vamos exibir o filme Ilusão, de Sofia Marques, numa sessão com a presença da realizadora e do Luís Miguel Cintra (!). A sessão é apresentada por mim e pelo LMO, que estará à conversa com os convidados no final. A entrada é livre – apareçam!

+ info aqui.

 
© Menina Limão

30.5.18

Querida celebridade cliente das livrarias desta vida,

Podes sempre contar comigo para não fazer puto de ideia de quem és.