23.11.21

Bio

21.11.21

We'll always have força centrípeta

Disto isto, eu descobri o moche aos 33. Estava em PdC com o Ricardo, tão no início que ainda não namorávamos, beberricando desde a zona VIP enquanto apreciávamos o espectáculo dos King Gizzard, quando vi uma centena de cabeças a transformar-se em mar revolto. E tive o seguinte pensamento inaugural: "Quem sou eu? O que faço aqui?" Foi fácil encontrar a resposta, que ofereci ao Ricardo com o dedo espetado na direcção do abismo: "Eu quero estar ali". Sacudindo o privilégio das nossas cervejas gratuitas, descemos da bancada até à zona de rebentação, onde vi o Ricardo imediatamente ser engolido depois de levar uma traulitada nos óculos. E pensei: "Olha, aquele já foi. Que pena, estava a gostar tanto de o conhecer". Encontrámo-nos no final; sobrevivemos. Fui uma criança tão feliz nesse PdC; estava infelicíssima e não sabia. E nunca mais maldisse o moche.

Mestres do desconfinamento #3

Obrigada, Wet Leg, pelo meu primeiro moche de máscara. 
😭😭😭😭😭😭😭 

#sdds #porra #😭

24.10.21

Vou só pôr isto aqui

15.10.21

Bestiário #625 (?)

– Boa tarde. Há uns dias falei com a sua colega Alexandra, mas já agora gostava de saber a sua opinião. Eu propus-lhe um evento de homenagem a Sophia de Mello Breyner... Gostava que fosse no dia 21 de Março, porque é o dia em que começa a Primavera e é também o Dia Mundial da Poesia... Mas não vou conseguir nessa data. A Sophia de Mello Breyner Andresen Sousa Tavares, casada com Francisco Sousa Tavares, mãe do Miguel Sousa Tavares... É muito difícil relacionar todas estas obras, está a ver?... O que é que acha que eu devia fazer? 
– Eu acho que devia arrastar um pouco a sua cadeira para trás, dobrar o seu tronco no sentido diagonal descendente, de forma a conseguir passar por baixo da mesa e na eventualidade de ficar com o rabo preso, aguardar muito quietinho pela assistência do próximo, que deverá tardar no máximo quatro horas. Quando tiver conseguido passar todo o seu corpo para o outro lado e se sentir, enfim, livre de amarras, deve continuar em frente, sair pela porta, e só parar quando chegar a Santo Tirso, altura em que deverá voltar para trás, para Lisboa, e novamente procurar-me. Estimo que demore sensivelmente uma semana a regressar, altura em que já não estarei vinculada a este local de escrabalho e não mais serei obrigada a aturar maluquinhos como você. 
– Obrigado. E em relação ao evento?... 
– Não sei. 
– Muito obrigado.

Contaminações, XIX

Já vi este tronco nalgum lado...   
 

Ah, ya.

Arnold Schwarzenegger – The Art of Bodybuilding (2020), Babeth M. VanLoo // Raphael, Teenage Mutant Ninja Turtles

11.10.21

Contaminações, XVIII

     State Funeral (2019), Sergei Loznitsa // La Dolce Vita (1960), Federico Fellini

6.9.21

Esta levei a peito

💔 Michael K. Williams (1966–2021)

2.8.21

-

26.7.21

 ¿Las plantas tienen memoria?

— Es uno de los resultados principales de mi laboratorio: hace siete años demostramos por primera vez que las plantas son capaces de memorizar y de aprender. Queríamos demostrar que las plantas podían aprender, lo que no se puede hacer sin memoria. Entonces cogimos la especie Mimosa pudica, una planta que cierra las hojas si la tocas, y nos preguntamos si podía aprender que un estímulo concreto no es peligroso. Usamos el estímulo de dejar caer la maceta donde estaba la planta desde 10 centímetros de altura. La primera vez cerraba las hojas. La segunda también, sin embargo, después de cuatro o cinco veces, ya no las cerraba. En cambio, si la tocabas sí que las cerraba. Por lo tanto, aprendía que había dos estímulos diferentes, la caída -que no era peligrosa- y el tocamiento -que sí-. Después la dejamos dos meses en un invernadero y la sometimos a los mismos estímulos. Continuaba sin cerrarse cuando la dejábamos caer. Fue impresionante. No sabemos cuánto dura esta memoria, pero hay indicios de que podrían ser años. Un árbol quizás puede almacenar información durante décadas.

¿Se puede decir que las plantas tienen algo parecido a la conciencia?

— Esta pregunta es muy importante y muy difícil de responder, porque depende de qué entendamos por conciencia. Si es la capacidad de entender tu situación en relación con el entorno, las plantas la tienen. Cuando una planta hace sombra a otra, la que recibe la sombra reacciona inmediatamente y empieza a crecer muy rápidamente para avanzar a la que le hace sombra. Pero esto no pasa en un mismo árbol, que tiene muchas partes que están haciendo sombra a otras partes del mismo árbol. De alguna manera, el árbol sabe que la sombra que le llega es de él mismo.

Stefano Mancuso: “Las plantas son mucho más inteligentes que nosotros”

Entrevista completa aqui.

21.6.21

Como vêem, o respeitinho é muito lindo

Pausa

 
Nascidos para pausar na escadaria do São Jorge, como quem tem mais que fazer do que olhar para vocês.

15.5.21

Vidas

22.4.21

Mestres do desconfinamento #2














Koroshi No Rakuin [Branded To Kill] (1967), Seijun Suzuki

11.4.21

Contaminações, XVII











































O Ghost Dog está cheio de referências. É sempre fixe descobrir mais uma por acaso. 

Koroshi No Rakuin [Branded To Kill] (1967), Seijun Suzuki 
Ghost Dog: The Way of the Samurai (1999), Jim Jarmusch

Contaminações {adenda} #2

Adenda.

5.4.21

Um minuto de silêncio

Um minuto de silêncio pelas vítimas introvertidas às mãos das perpetradoras extrovertidas. 

Um minuto de silêncio é pouco, meus amigos, é mesmo muito pouco. 


#porquénotecallas? #porqué #porquééééééé

4.4.21

Erário de 2021 #2

Embelezando o vosso domingo. 

(Com o alto patrocínio do Mano.)

Erário de 2021 #1

Eis uma música que não se qualifica como "malha", apenas como "a música mais bonita" deste ano que nunca mais acaba. 

(Com o alto patrocínio do Mano.)

2.4.21

Sonhar com o passado, recordar o futuro

«A falta que a noite nos faz», pel'O Homem do Saco (ou as compras que têm de se fazer)

31.3.21

Não é fim do ano quem quer, ou 2020 em livros







Elena Ferrante, A Amiga Genial
Elena Ferrante, História do Novo Nome
Elena Ferrante, História de Quem Vai e de Quem Fica
Elena Ferrante, História da Menina Perdida
Fiódor Dostoiévski, O Jogador
Harper Lee, To Kill a Mockingbird
May Sarton, Prepara-te para a morte e segue-me
Ernesto Sampaio, Fernanda
Stefan Zweig, Carta de Uma Desconhecida
André Gorz, Carta a D.: História de um Amor 
Marco Mendes, Tutti Frutti

Peter Mendelsund, O Que Vemos Quando Lemos
Mark Fisher, Realismo Capitalista: Não Haverá Alternativa?
O. Henry, A Teoria e o Cão – Os Caminhos que Tomamos 
Italo Svevo, Senilidade
Bruno Borges, A abolição do trabalho 
Alejandro Jodorowsky e Moebius, A Louca do Sacré-Coeur 
Jacques Tardi, Foi Assim a Guerra das Trincheiras 

27.3.21

-

12.3.21

2021 em malhinhas #3

Mais uma malha de 2021, agora pela Kim Gordon, contra quem a ruína nada pode, num vídeo protagonizado pela Coco Gordon Moore, filha da Kim e do Thurston, e realizado pela Clara Balzary, filha do Flea. 

Ariadne

Depois de alguns anos a enviar mensagens telepáticas à deusa Mariana Castro, ela lá encontrou o caminho até mim

(Diz que é uma espécie de Ariadne.)

10.3.21

Bom dia, sodomia!