Deus abençoe os casais que na sexta-feira fizeram jus ao nosso cartaz. Ámen.

ao telefone

– Cinemas Cidade do Porto, boa noite.
– Boa noite. Eu estive aí há pouco a ver o filme Antes que o Diabo Saiba que Morreste e deixei ficar o meu anel na sala. Sentei-me no conjunto de bancos do centro, na quarta ou quinta fila a contar da porta.
– Só um momento.
(...)
– O anel é cheio de cores?
– É, sim.
– Ok.
– O meu nome é Cláudia, não sei se quer anotar.
– Eu sei quem a menina é.
– Sabe?
– Sim. Não tem cabelos escuros, pelos ombros?
– Sim.
– Não costuma vir aos nossos cinemas?
– Sim.
– Então eu sei quem é. Fica guardado.
– Obrigada, boa noite.
– Boa noite.

2008 feitos num 8

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My Blueberry Nights (2007), de Wong Kar-Wai, meu realizador mais-que-tudo, visto em 2008.


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Trust (1990), de Hal Hartley, meu segundo realizador mais-que-tudo, visto em 2008.


Photobucket Paul Newman (com Joanne Woodward), feito invisível em 2008.

recomendação da casa

O Fast Forward Portugal – Film Festival é um festival de curtas metragens em que os concorrentes são convidados a realizar um filme em menos de 24 horas.


Com edições em Chicago (onde foi criado), e em Dublin, o festival Fast Forward é organizado em Portugal pela
Velha-a-Branca, estaleiro cultural sedeado no centro histórico de Braga. Decorre de 17 a 18 de Outubro, com a exibição dos filmes vencedores a ter lugar no último dia, no Theatro Circo.
Todas as informações sobre inscrições, workshop de realização, apresentações públicas do festival nas Fnac’s do norte do país, e sobre o evento principal estão disponíveis no
site oficial.
Novo template. Colecção Outono/Inverno.
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You Will Need Ice

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Sexta é dia de fogo de artifício e quem não percebe a que é que me refiro que vá ver o Garganta Funda. Não pode é ser entre as 22h e as 4h, porque esse período será suado por mim e pelo Pedro, a bem da comunidade faminta de Aveiro e demais lugares nobres.


Indie Pop Rock Whatever, Menina Limão & Sr Kerouac, Sexta, dia 26, no bar universal-aveirense Clandestino.


O design do cartaz é do provocador (também serve porcalhão) do Pedro, as usual. Digo-te, até fico nervosinha quando olho para ele, if you know what i mean.

Declaração de princípio. Nunca me ouvirão dizer bué.

Limonada Sherlock

Ia jurar, a pés juntos no ar, que no meu passeio solitário por Lisboa, me cruzei com essa janela. Fica junto à Inspecção-Geral do Ambiente e Ordenamento do Território e perto de uma escola de dança, numa rua do Bairro Alto que une a Bica ao Príncipe Real. Confirmas? E juras de joelhos? Então agora reza.
Vou agora para Lisboa, em trabalho, e quando lá estiver vou dizer à Lena: olha ali um elefante e ela vai olhar porque é crente em mim, Sua Senhora, e é mais crente ainda em elefantes, depois de galinhas, e aí roubo-lhe o computador e faço um post a convocar-vos para uma reunião no sábado à tarde em Massamá, num espaço novo que abriu com o design da menina limão (quem é essa, afinal?), ao mesmo tempo que aperto a mão aos meus clientes.


adenda: convocação para uma tarde de Sábado/convite para todo o sempre.
Origami Café
Rua Direita de Massamá, 128 A




colheita de setembro

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© Menina Limão


Hoje é dia de matar saudades dos grandes concertos no Mercado Negro, depois do jejum do Verão. E com um conjunto de harpa, guitarra, dulcimer, harmonium indiano ou bouzouki, a Nancy Elizabeth, por quem estou completamente apaixonada, vem comprovar-nos que aquilo que a crítica internacional vem dizendo por aí confirma-se (e testa-se de pertinho). Desafio-vos ao embalo da concertina, naquele que é um dos meus vícios do momento:





Nancy Elizabeth - Coriander

Quinta, dia 18, no Mercado Negro, em Aveiro, pelas 22h30 e por 5€.


A imagem é a capa (quando ainda estava na fase de desenho) da agenda cultural de Setembro do Mercado Negro. Design da menina limão (quem é essa?).

Welcome (back) To Elsinore

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© Menina Limão, Barcelona, 2005



Às seis da manhã, quando a insónia me sabe prestes a tentar o sono, deito-me e aguardo os gritos das gaivotas. Sei que não tardarão. Vêm alimentar-nos as almas noctívagas com a sua loucura, num voo desenfreado a rasar o limite respirável do ar. Desconheço se abraças o lado mau da sua ciência quando lhes chamas tuas – mas não há gostar que não seja inquieto. As madrugadas têm sido assim – e sempre é reconfortante pensar que aqueles maluquinhos objectos do ar são teus. Num modo algo desajeitado de dizer welcome back to elsinore, dou-te agora as minhas gaivotas, cosmopolitas gentes de Barcelona. Vê só como parecem inofensivas.

Assim de repente, parece-me o vídeo mais comovente de sempre, a seguir ao Hurt do Johnny Cash (choro sempre).
vim-me – primeira pessoa, reflexiva, singular.
Donde vem o itálico? Será da torre de Pisa?


Lamento desiludir-te, mas a única coisa que o itálico e a torre de Pisa têm em comum é uma certa inclinação para a inclinação. As minhas fontes de informação apontam a origem do itálico para dois séculos distintos: o XV e o XVI, mas creio que a (suposta) indecisão se deve ao facto dos primeiros passos (escritos) se terem dado na transição de um século para o outro. A primeira fonte itálica foi decalcada da escrita manual, muito bonita e legível, de um humanista italiano, o senhor Poggio Bracciolini, e foi produzida em 1501. Contudo, esta explicação não nos impede de continuar a especular sobre esta queda italiana para o perpetuar do abismo. Algo que, de resto, me é bem familiar.

músicas que são a nossa cara (e não só)





The Capricorns - The New Sound

Eu também fico assim quando ouço esta música. Assim, principalmente ao minuto 1'16'' do vídeo. E geralmente o pessoal também aplaude e vibra.

sms

Ainda és viva, Cláudia? Não sei nada de ti desde que me deixaste pendurado nos Aliados à tua espera. Caso já não tenhas o número, sou o ****. Um beijo.
Reparo na desadequação da [legenda alternativa] .O Verão apanha-me na roda (viva?) – a verdade é que só sei fazer o pino contra a parede. Caindo, não se cai, antes se escorrega (en)costas abaixo – menos mal, que só o coração se parte, mantendo-se o pescocinho intacto.
Escala de Goffman, iv. Quantas mentiras são suportáveis por alguém? Tantas quantas podem ser encenadas ou coreografadas para os outros e aceites por eles. Segismundo.

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© Menina Limão


repito diariamente um
exemplar exercício de ausência
sou corpo massa de nevoeiro
ao engano do espelho


que nada devolve.

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© Eugenio Ruenco


Estive hospitalizada. Diagnosticaram-me um segredo monstruoso e um golpe na inocência.
O Código D' Arwin. Os tigres e os leopardos não são os únicos animais que pelam as presas antes de as comerem.
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wulffmorgenthaler.com


(com dedicatória)

Quantos camelos vale a sua mulher?

Se em Marrocos os camelos são moeda de troca valiosa, inclusive na compra de uma mulher, eu quero saber quanto valeria a Menina Limão, minha mulher para toda a vida, sendo posta à mercê do dito interessantíssimo mercado. Vai daí, fiz o teste.


Então parece que a Menina Limão valeria 55 camelos, 3 Cabras e 9 Ovelhas.


Fico sem saber se isso é bom ou mau no contexto do mercado visado, mas parece-me altamente elogioso que eu valha por três cabras juntas.

oração para uma directa de trabalho

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