e assim chegou a Poesia da Blogosfera ao PORTO! - inaugura amanhã, 1 Fev

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A exposição Poesia Quase Anónima - A Poesia na Blogosfera Portuguesa viajou de Aveiro até ao Porto (e consta que não se ficará por aqui). Com as devidas alterações feitas ao cartaz e ao restante material de divulgação, deixo-vos toda a informação detalhada.
A inauguração da exposição é amanhã, Sexta-Feira, dia 1 de Fevereiro, na Maria Vai Com As Outras, um dos meus espaços de eleição no Porto, coincidindo com uma das noites de poesia (leitura e partilha de poemas), que ali se organizam todos os meses. São as chamadas Noites Malditas.

*Patente na loja/espaço cultural Maria Vai Com As Outras, até 1 de Março.
de segunda a sábado: 12h00-20h00/22h30-24h00
domingos e feriados: 15h00-20h00
R. do Almada, 443, Porto
tel.220167379

*Iniciativa e selecção dos poemas
Mercado Negro (Aveiro)

*Design e ilustrações
Menina Limão


*Nota: as ilustrações não pretendem ser representativas ou interpretativas dos poemas. Nasceram de ideias relacionadas com a poesia, com a sua natureza e com algumas das suas temáticas.


*Textos de:
*c-asa (carolina rodrigues) em A Casa Imaginada
*a.m. em A Imitação dos Dias
*margarete em Acknowledge (Or Whatever) Thyself
*nocturnidade (cláudia ferreira) em Agulha
*marta em Do Avesso
*martinha. (marta poiares) em Entre Linhas
*r. (rute mota) em Esta Distância Que Nos Une
*eyes shut em Eyes Shut
*gato legível em Gato Legível
*saturnine (raquel costa) em Little Black Spot
*pedro. em Loose Lips Sink Ships
*happy and bleeding em Morrer de Improviso
*mb em Musas Esqueléticas
*aida monteiro em O Perfil das Casas, O Canto das Cigarras
*hugo em Solvstäg
*o peixe que queria ser um tira linhas (rita alberto) em Tampadecaneta
*ana (ana filipa gonçalves) em Tarte de Rabanete
*clAud (cláudia caetano) em Tempo Dual
*lebre do arrozal (maria sousa) em There’s Only 1 Alice
*tratado de botânica (joana serrado) em Tratado de Botânica
*papel químico (sónia oliveira) em Triplicado

a kiss could have killed me. (oh but i think it did)

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Vou responder-te. Chega-te aqui.

12:08 A Este de Bucareste.

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Não concordo. O filme mais hilariante do ano é o Death Proof, do Tarantino. Mas dizer que 12:08 A Este de Bucareste está em segundo lugar é um grande elogio. Inteligência e mordacidade são outras duas palavras que lhe assentam bem. Vi-o no Porto, numa sala cheia, o que é de admirar. Espero que a nossa sala do Oita seja brindada da mesma forma.
Em exibição no cineclube de aveiro/cinema oita de 31 de Janeiro a 4 de Fevereiro.
design: menina limão.
Está inaugurada a semana do primeiro aniversário deste blogue. Vamos todos fingir que não sabemos que isto é uma maneira de resolver o facto de não ter conseguido fazer o que queria em tempo útil. Eu eu eu eu, vocês sabem lá.

one year old - i can walk!


Vashti Bunyan - Diamond Day


You said i must eat so many lemons
‘cos i am so bitter


Kate Nash - Foundations


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Tartx



O meu perfil engana. 2005 foi o ano em que criei o endereço do blogue, mas este só arrancaria em 2007, faz hoje um ano. Pensava fazer dele um meio de comunicação enquanto estivesse no estrangeiro, mas a inércia provou-me precisar de motivos mais fortes. As noites difíceis são produtivas cá por casa e uma delas assaltou-me com a urgência da escrita. Eu não escrevia há três anos. Pintei o espaço de cor-de-rosa, não fosse eu um lugar habitável de ambiguidades. Não me chamasse eu menina + limão. Este lugar é violento. Nasceu em condições adversas. E cresceu imenso, um monstro bonito. E eu com ele.



Nascido a 28 de Janeiro, é mais marcador temporal que o dia 1 de Janeiro, mas, por tudo aquilo que é e que nele aconteceu, é também um marcador de sobrevivência. Viu-se tingido de preto duas vezes e esteve para ser apagado outras tantas. Sem pudor, é assim mesmo: este foi o pior e o melhor ano da minha vida. Os bastidores são um palco privado. Mas ainda que o não transparecesse, este lugar absorveu tudo. E foi-se transformando.





Isto de ter um blog e aprender a lidar com as inseguranças num dia e com o excesso de confiança noutro, isto de termos de assentar os pés na terra, isto de recebermos críticas que nos divertem e outras que nos ferem, isto de não saber lidar com a gradual perda do anonimato, isto de ter conhecido pessoas que se tornaram muito importantes na minha vida, isto de ser mal interpretada a toda a hora, isto de ser abusivamente interpretada a toda a hora, isto de também escrever ficção e tanta gente não desconfiar, isto de ter a minha família a ler-me, isto de ter recebido o reconhecimento de certos bloggers que admiro, isto de gerar o quanto quero expor-me, isto de resistir a enviar recados com capacidades demolidoras, isto de ter discursado em público, isto de eu ter ido parar ao jornal, isto de ter suscitado tantos ódiozinhos, isto de ser assediada, isto dos blogues serem tudo isto, muito menos do que isto e muito mais do que isto, tudo isto merece ser celebrado, não fosse tudo isto resumir-se à puta da loucura.





No entanto, o mais importante que este balanço me revela é a consciência de que nunca eu havia escrito, por mais que o tenha feito desde a infância. Acima de tudo, este lugar de (in)disciplina trouxe-me a descoberta da escrita.



Chegou então a hora de fazer certas revelações.





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1. Se me chamo Menina Limão, devo-o ao meu irmão, um puto inspirado e, ao que parece, muito certeiro. Reza a história que, aos 8 anos, me provocou mais ou menos assim:


– então, Miss Lemon?
– Miss Lemon? Porquê Miss Lemon?
– Porque és azeda que nem um limão.




Reclamei, mas achei piada. E adoptei o nome, que se foi colando à pele. Portanto, não sou nenhuma freak da limonada. Aliás, raramente bebo. Sou antes uma criatura difícil.



2. Quando quis registar-me no gmail com o endereço misslemon[at]gmail.com, fui avisada de que já existia. Perguntei aos céus “quem é a puta?” e depois agradeci a sua existência, porque Menina Limão serve muito melhor as minhas ambiguidades.



3. Agora, o blogue. Eu nunca teria um blogue hoje, se não tivesse conhecido o Pedro e ele depois me tivesse mostrado o seu Loose Lips Sink Ships, que deitaria por terra os meus enormes preconceitos em relação à blogosfera. Rendi-me à evidência de que havia material bom no meio de tanto lixo e fui domando os meus extremismos. Durante muito tempo só o li a ele. Depois, descobri o lugar mais bonito de todos (e aqui a maior beleza é a intangível) e sou obrigada a reconhecer que eu nunca teria criado o blogue neste formato se não tivesse descoberto uma estética tão forte à custa de imagens tão poderosas. Hoje, uso muito menos a imagem do que no início, mas as raízes são estas.




Resumindo, o Menina Limão não existiria ou não existiria neste formato sem o meu irmão, o Pedro e a Lebre.




The rest is (fucked up) history.

[munakazi, com dedicatória]

ÚNICOS E RAROS


Pela manhã, um pássaro te pousara nos olhos.
Grandes e declinados.
Clandestinos.
E eu sabia o que teria de pagar pela sua alegria
grave.
Iria, pois, usá-los.
Usar o teu olhar – “não se escolhe ser triste” –: melhor
o teu Lugar; aquele de onde te havias exilado, para escrever
o mais nobre e rigoroso Poema
dentre os já acontecidos.
Tal como sabia que éramos ambos
únicos e raros
frágeis quais insectos que duram um só dia.
Triste.
Um só dia, meu amor – um só dia!
Um orgasmo em noite
desabado.
Triste. Muito triste, tão vil o medo de não rasgar o véu
da mediocridade, protegida
sempre
pela sua essência: Goethe dialogando
contigo.
Tu: Um amor só o é se for despojado de si. E ele: Não merece o
nome
de poeta aquele que apenas exprime os seus próprios
sentimentos
Tinha, pois, de forma violenta, idêntica à crueldade
das crianças e da natureza,
nua,
enxuta,
de reflectir sobre o que não mais exige
consolo: o pesadelo de ser (e de estar) de passagem
pela vossa escrita
sem poder evadir-me




tal como as árvores e a perda das suas folhas
no outono.
O que faz a ruína pelo pó – sacro – de duas palavras.
O que faz um poeta
até chegar à ordem e cuidado da luz
divina.
Quem pode entender que a paixão se torna majestade
só após se terem vivido nela (e com ela) os silenciosos momentos
da alegria que antecipa o Poema
evadido
mas que regressa
tal como o filho pródigo
à graça acolhedora
da família.
Quem pudera entender na viva carne de um só dia
a arte
que recupera a pálida paciência
do metal adormecido
do rio
e o fundo marinho das vozes do Tejo
e de uma Lisboa em cinzas – após uma sensação
“de doçura para toda a vida.”
Toda a vida.
Como a que me confessaste experimentar
e desejar manter
comigo.
Só que bastou um movimento de ar penetrando a fractura
das pupilas
para demolir-lhe o leito e as colinas; um zumbido
para virar o grito das aves
e navios
que um nada pode matar-me – haviam-me confessado
os teus versos.




Um nada.
A monstruosidade: a proliferação celular e irreversível do tumor
no rosto de um homem
sem olhos, nariz,
boca – sentado num degrau – este último, sim, sozinho.
A clarividência de sermos dementes,
iguais,
dialogantes e desacertados,
únicos
e raros,
porque a Poesia dispara
no que une o corpo do insecto à asa
e o céu
à mansa melancolia de uma verdade com sabor
amargo: a que se apercebe
de que a tua errância pede terra firme
e de que tenho de levar até às últimas consequências
e apenas por duas palavras,
por duas palavras,
a tua serenidade e a minha
anarquia.
Inquietos, no coração um do outro, por caminhos diferentes
nos dissemos
num princípio de tarde
cada vez que perco invisto – uma bomba prestes a rebentar
no metro da cidade,
um correr de mãos dadas; mas porque se diz,
pergunto, só uma parte da verdade; e, nela, uma parte da parte:
coisas
tão infectadas de mentira,
de horror e de maldade, se o destino da primeira,
a única,
a interminável,




é a que expressa o susto de se perder
o que nunca possuiu?
Mas sente agora a minha crueldade
sem defesa,
porque tu confesso e confesso em verdade
e com verdade: se de alguma coisa tive medo
foi do teu riso trémulo
e poroso como um
desmaio,
do recorte dos ombros,
da tua camisola verde – de um poema
de Byron.
E, sobretudo, sim, da tua grande, da tua imensa,
tristeza.
E só por isso
me doeu o deserto que te (e me) arrastava; tantas as mágoas,
as afinidades,
as cumplicidades.
Porque nós somos únicos
e raros.
Juro.
Mas também juro”pela maldição dura que em minha alma
habita”, que encontrarás uma lâmpada acesa
na força juvenil
da escrita.




Eduarda Chiote, O Meu Lugar à Mesa, Edições Quasi

Envio-te

mensagens telepáticas que repito sete vezes seguidas.

Há palavras gastas que não escrevo nem digo há tanto tempo,

como: Amo-te muito. Meu amor, que saudades, vem depressa.

E outras ainda mais gastas que digo todos os dias,

como : Foda-se esta merda (somos do norte e não somos

castos nem cautos na linguagem)

Inês Lourenço

poema roubado ao lugar mais bonito do mundo.

fuck yeah.

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Sexta esfolo saudades clandestinas em Aveiro. Com ele, claro.
A autoria do cartaz é 100% do
Sr Hartley/Pedro.

seios seios seios seios seios seios seios seios seios seios seios seios. ou...limões limões limões limões limões limões limões limões limões limões limões limões.

Descobri-me (a mim e ao meu post das queridas maminhas ácidas) num poema de Alexandre O' Neill. Embrulhem.

(...)

Raparigas dos limões a oferecerem

Fruta mais atrevida: inesperados seios...

(...)

no Gato Vadio.

Sento-me a um canto e penso se venço o constrangimento de tirar o computador para fora, numa terça-feira à noite, num café cheio de gente pouco solitária. Minto, há um solitário. É atraente, não percebo o que faz sozinho, mas talvez esteja na fase transitória que desencadeia em companhia. Escolho trabalhar. Peço um café, vejo um maço de tabaco vazio em cima da mesa e, num gesto automático afinal não esquecido, dos tempos longínquos de fumadora, começo a recortá-lo, a extrair-lhe pedacinhos, até formar uma caixa pequena. John Player Special agora diz apenas “seu filho”. Entretanto, o solitário deixou de o ser, era previsível. Agora sou apenas eu, e eu estou nisto, às voltas com as minhas dúvidas (encosto-me?, apoio a perna na cadeira?, tiro o casaco?, peço café ou chá?, ligo o computador?), quando começa, implacável, muito pouco ao acaso, bem em cheio no peito, a música que mais e pior me persegue por estes dias para que não me falhe nunca a lucidez das horas impossíveis: This Is Hardcore, Pulp.

O corpo dela era todo errado.*

Uma mulher senta-se no escuro de uma sala de cinema e pensa: não estou morta. O escuro de uma sala de cinema adensa as massas corpóreas, atribui-lhes uma espessura irrefutável. Sento-me no cinema com a minha solidão ao lado. A fatalidade da escuridão é esta: não esconde, antes exibe a solidão, e esta é pegajosa e espessa e dura e está colada à pele. E eu, eu estou sentada em cima da minha solidão, a asfixiá-la no escuro, às escondidas. Mas estou imóvel. No meu corpo só os meus fluidos se movem. Fazem movimentos circulares de mim para fora, saem de mim os meus fluidos. Ninguém quer estar dentro do meu corpo. Eu compreendo isso. Um homem não tem fluidos autónomos, é ele quem os expulsa. São governáveis como todas as coisas dos homens. Uma mulher que tem a libido de um homem é uma mulher perigosa: quando come a carne alheia consome-se a si própria em proporções idênticas. Às vezes uma mulher vem-se e chora. O corpo explode duas vezes. O corpo de uma mulher está sempre pronto a estalar e a rachar de uma vez e uma mulher às vezes vem-se e não aguenta e chora e não percebe porque chora, ela não queria chorar, queria rir e dizer palavrões. Às vezes uma mulher vem-se com tanta intensidade que no fim não fica nada. E então uma mulher está sentada com a sua solidão e os seus fluidos e o seu corpo impraticável e não está morta, mas está sentada no escuro com um corpo que expele como quem expulsa e lembra: estás sentada no escuro com a tua solidão irrespirável e quando saíres vai continuar escuro lá fora.


*

Chuva de Pedras

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Em exibição no Cineclube de Aveiro/Cinema Oita de 24 a 28 de Janeiro.
design: menina limão.

ó cristo, holy shit, mamma mia, let's do it.

1. BALANESCU QUARTET (!) no Theatro Circo, 8 Fevereiro, sexta, 22.00, 15 euros.


2. THE RAVEONETTES (!) no Theatro Circo, 19 de Fevereiro, terça, 22.00, 15 euros.


3. É claro que há o Richard Hawley no Festival Para Gente Sentada, já sabíamos disso. Sendo Lady's Bridge o meu segundo ou terceiro álbum do ano, não preciso de ser mais expansiva e explicativa que isto para ilustrar a minha emoção.


4. Há também Ebony Bones (no Theatro Circo, a 2 de Fevereiro), que eu conheço mal, mas que imagino ser do camandro.
Os bilhetes para ver o concerto dos The Go! Team na Casa da Música amanhã estão...esgotados. Socorro. Se alguém souber de alguém que conhece alguém que tenha, muito por acaso, um ou outro bilhete a mais, ou se alguém souber de alguém que me queira levar no bolso, ou se tu fores esse alguém, sabes onde encontrar-me.


(na ala dos deprimidos-após-notícia-de-bilhetes-esgotados do Magalhães Lemos)

(reposição/update)

ESTE É O ANÓNIMO QUE NÃO ACABOU OS ESTUDOS.

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Lady Sovereign - Love Me Or Hate Me


Se és anónimo e tens demasiado tempo livre, se te sentes oprimido e tens um dói-dói no coração porque uma menina má te corrigiu um erro ortográfico, não desanimes. Os Anónimos Anónimos (AA) estão aí para te ajudar, numa caixa de comentários perto de ti. Não te acanhes, desabafa. Vais ver que te sentes melhor. E não te esqueças: o primeiro passo é admitires que tens um problema.

sedução bestial

Traço uma diagonal que choca com o verde do casaco de um homem. Arrisco uma perpendicular e encontramo-nos, os nossos olhos todos dentro. O livro que prendo entre os dedos é um semáforo que o intriga. Os olhos da besta saltitam entre os meus e os meus pertences. Rendo-me a olhos saltimbancos, não existo senão para ser matéria de ensaio. Gostamos um do outro. Ele saliva pela minha eloquência, quer saber se resiste à filosofia da cama. Eu gosto dele porque ele gosta de mim. A vida é isto, uma balança de desequilíbrios precários. O apeadeiro chegou à porta e o homem sai. Não tenho tempo de lhe lançar a lenga-lenga dos estranhos em viagem e ele nem desconfia do meu absoluto desinteresse em admirar-lhe as costas. Sai um, entra outro. Velho, mirrado, sujo, balões vermelhos nos olhos, unhas preto-fashion. No banco ao lado, um origami. Rio-me. Um origami. Estas bestas. Entretanto, percebo o olhar de outro homem mais atrás, atento, persistente. Devolvo-lhe o olhar. A nossa capacidade de nos entretermos é imperturbável.
E ele disse: os teus joelhos. Vou fodê-los todos. Com certeza mo disse enquanto dormia, porque me deitei impecável e acordei com o joelho direito torto, ou melhor, sempre direito, quer dizer, não dobra, ou antes, dobra mas dói. Cabrão.

elas andam aí, essas malucas

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Já se encontra disponível nos sítios fixes de Aveiro, Porto e Coimbra, a agenda cultural de Janeiro do Mercado Negro. Ainda não a fotografei. Por enquanto, deixo-vos a capa.


Design da agenda [ilustração da capa, na imagem]: Menina Limão.

nice and easy

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Mike Nichols faz-nos acreditar que foi tudo tão fácil, tão fácil, que o que choca são os olhos molhados de Charlie Wilson (Tom Hanks) a assaltar (a medo, mas por duas vezes) o ecrã. Não podia haver (não houve de facto) espaço para drama, só uma fina ironia, umas quantas risadas, acabou-se, vamos para casa.

venham mais cinco

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Próximos filmes em exibição no cineclube de aveiro/cinema oita.
Design: menina limão.

destruindo memórias ao redor do corpo

Vídeo: Menina Limão. (experiência para trabalho académico, encontrada no baú)

modelo: Bárbara. (é jeitosa, é)

o cinema mudo segundo David Lynch.

Aqui a estranheza assume duas formas: a primeira é a que nos suscita o universo Lynch, estranheza à qual nos habituámos e à qual se segue, precisamente por isso, o reconhecimento; a segunda estranheza é muito própria deste filme e vem-nos da viscosidade, corpo estranho em Lynch.


(Na meia-hora de passeio que se seguiu ao visionamento do filme, fui acometida por uma necessidade incontrolável de cantar pela rua "in heaven everything is fine", como um boneco hipnotizado e autista.)



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Em exibição no cineclube de aveiro/cinema oita de 17 a 21 de Janeiro.

Cinanima 2007

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Os filmes premiados do Cinanima 2007 em exibição no Mercado Negro.
Uma iniciativa do Cineclube de Aveiro e do Cinanima.


design: Menina Limão.
Um fruto que se abre desiste ou desabrocha?

se eu fosse um vídeo #3

The Maccabees - Toothpaste Kisses

(não percebo porque é que não me convidaram a participar)

foi na rua, era noite:

- Olha, sabes onde é a Rua do Amor?
- Nunca lá chegarás.

o exame de condução, segundo a soldadinha de chumbo:

A prioridade foi sempre minha, claro. Tenho a mania, é o que é.

e ele disse: os teus joelhos.

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© Menina Limão


(e num só verso: Herberto Helder/ Joana Serrado/ os meus joelhos)

(sim, dormi mal)

no McDonalds:


- Queria um menu Big Mac.
- Bebida?
- Coca-Cola, sem álcool.

quarta-feira falamos.

A minha instrutora de condução concorda comigo: seria óptimo se eu passasse no exame. Pensamos o mesmo, mas por razões diferentes. Calculo que seja exasperante dar aulas a quem ela própria apelidou de Trapalhona e para quem não existe travão, só acelerador. Já eu acho exasperante não poder atropelar ninguém e sair impune. Graças a Deus não estamos na Índia e as vacas cornudas não são sagradas.
– Gosto dessa parte do teu corpo.
– De qual?
– Daqui até aqui – diz, levando a mão desde o meu ombro até a meio da minha perna.
– Isso é porque ainda não viste os meus joelhos.

Dias Felizes.

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© Aino Kannisto


Que dia feliz tem sido este! Mais um! (Pausa.) Apesar de tudo. (Fim da expressão de felicidade.) Por enquanto.


Dias Felizes, Samuel Beckett, Editorial Estampa

a vantagem é que eles pagam o café.

Pela primeira vez, conheci um blogger homem. Até agora era só mulheres, mulheres, mulheres. Começava a ficar preocupada.

2008 (nem sabes o que te espera):

i wanna fuck you like an animal.