pequeno-almoço Psicopata.
Espécie rara de masoquismo, gostar de acidez. (ou de amargura)

© Blackpixie
"há na minha casa alentejana um Limoeiro. Eu cresci sob a sua sombra, intermitentemente. Sobre as suas flores, o seu perfume e, talvez o mais importante, cresci na medida dos seus limões.
(…)
Desde pequenito habituei-me a descascá-los com o canivete, que o meu avô me oferecera, e gomo a gomo degustá-los. Adorava o sabor ácido e amargo.
(…)
Gosto de todas as metáforas que ele [limoeiro] me fez descobrir no mundo."
o texto, lido com um grande sorriso, é do Francisco Bairrão, aqui.

© guidincluj
Bonnie 'Prince' Billy - Another Day Full Of Dread
O meu iTunes diz que esta é uma das músicas que mais ouço. Certamente em virtude da minha directa de quinta-feira, noite dentro a trabalhar, sobrevivência em transe.
(ainda agora continua, em loop, a dizer-me deste torpor que não sei se limpa se obscurece)
Today was another day full of dread
But I never said I was afraid
Dread and fear should not be confused
By dread I'm inspired, by fear I'm amused
And I say : nip ! nap ! it's all a trap
Bo ! bis ! and so was this
Whoa ! whoa ! to haiti go
And watch it all come down
Ding ! dong ! a silly song
Sure do say something's wrong
Smile awhile, forget the bile
And watch it all come down
Overwork too many times.

© Restless Daydream
Non-stop. Tic-tac. Zzzzzzzz. Pôr palitos nos olhos. Passar água na cara. Tomar café. Como-manter-se-acordado-a-trabalhar quando a cama ali ao lado nos promete curar o stress. 10 percalços por minuto/10 neurónios frustrados por segundo. Oh não, mais uma discussão. Tic-tac. Non-stop.
41 horas sem dormir. Non-stop. Tic-tac. Ena, já está, projecto concluído, projecto apresentado, sucesso confirmado.
Esqueci-me da modéstia em casa. Hoje não me apetece, ora.
Censura no photobucket.com
Post, upload, email, or otherwise transmit, via the Site or Services, any Content that is unlawful, obscene, harmful, threatening, harassing, defamatory, or hateful, or that contains objects or symbols of hate, invades the privacy of any third party, contains nudity or pornography (including without limitation any child pornography or child erotica), is deceptive, threatening, abusive, inciting to unlawful action, defamatory, libelous, vulgar or violent, or constitutes hate speech, or is otherwise objectionable in the opinion of Photobucket;
É por este motivo que a certa altura deixaram de ver a ilustração da Miss Van, no post abaixo.
Parece não haver limites na censura. Até uma obra de arte é censurada. Mais exactamente: uma obra de uma ilustradora aclamada internacionalmente, obra essa que começámos por ver nas ruas (das cidades por onde passa) e que agora facilmente encontramos na net, nas revistas (há uns meses foi capa da revista Umbigo), em galerias de arte, em espaços interiores.
Se eu puser uma imagem do Egon Schiele a masturbar-se…irão censurá-la?
Não vale a pena tentar, porque como o próprio site avisa: Photobucket does not control the Content in Registered Users' accounts and does not have any obligation to monitor such Content for any purpose. However, on both free and PRO accounts, and regardless of whether the Content is public or private, Photobucket may choose to monitor such Content at any time, in its sole discretion.
O upload da ilustração é feito directamente do blog – para vê-la em tamanho XL é só clicar na imagem (post abaixo).
Life's too short to dance with ugly men.
Mas eu superei o trauma: ontem dancei com um inglês dos seus 70 e picos.
Pôs-me a cabeça à roda. Mas literalmente. Achei que era desta que ele ia bater a bota, o pobre. Qual quê! Quem teve de se recompor fui eu.
A propósito de andar à roda: amanhã, Quinta, há baile. É no Salão Nobre do Teatro Aveirense. Não custa nada, não custa mesmo nada e no hay banda. Só cds e boa disposição.
e agora...
Eis porque é que eu digo que a mazurka é a dança do amor:
(um dia quero dançar assim com alguém, em perfeita simbiose)
(é pena que não se vejam os pés e que assim não percebam a verdadeira subtileza da dança)
Três semanas.
E agora vou dançar. Hoje apetece-me uma tovercirkel ao som dos Naragonia. Ou uma daquelas danças lindíssimas israelitas.
Stay tunned. The fucking revolution's coming.
Songs For The Young At Heart
Robert Forster (The Go-Betweens)
Stuart Murdoch (Belle & Sebastian)
Cerys Matthews (Catatonia)
Jarvis Cocker (a narrar uma história)
kurt Wagner (Lambchop)
Suzanne Osborne
Martin Wallace (narra outra história)
Bonnie 'Prince' Billy and Red
Stuart Staples
Chama-se Songs For The Young At Heart e é uma delícia.
O site é muito bonito, permite ouvir todas as músicas e ver os vídeos das narrações. A Theme For The Young At Heart (do S. Staples e do D. Boulter) é lindíssima. Mas se tiver mesmo que escolher, tropeçando pelo caminho na da Cerys Matthews, escolho a do Bonnie ‘Prince’ Billy.
(via Complicadíssima Teia)
(...)
(...)
‘cause what is simple in the moonlight in the morning never is.

© icewhirl
DEALER Não é vergonha nenhuma esquecer à noite aquilo que iremos recordar de manhã; a noite é o momento do esquecimento, da confusão, do desejo tão aquecido que se transforma em vapor. No entanto a manhã recolhe-o como uma grande nuvem sobre a cama, e seria idiota não prever à noite a chuva da manhã.
Na Solidão dos Campos de Algodão, Bernard-Marie Koltès, Moura Editor
SOMEBODY STOP THEM!!!

Senhor polícia, eles dizem que eu os faço pensar!

Obrigada hugo, no solvstag.
Obrigada abbie, no com a luz acesa.
ESTE É O ANÓNIMO QUE NÃO ACABOU OS ESTUDOS.

Lady Sovereign - Love Me Or Hate Me
Se és anónimo e tens demasiado tempo livre, se te sentes oprimido e tens um dói-dói no coração porque uma menina má te criticou o videozinho, não desanimes. Os Anónimos Anónimos (AA) estão aí para te ajudar, numa caixa de comentários perto de ti. Não te acanhes, desabafa. Vais ver que te sentes melhor. E não te esqueças: o primeiro passo é admitires que tens um problema.
i love you truly or i love no one
© Menina Limão
Teria sido difícil conter as lágrimas se me tivesse prestado ao esforço. Mas não. Sabendo da ausência da Only Skin no alinhamento do concerto em Lisboa, desfaleci perante a certeza do cenário a repetir-se. Não podia ir para casa sem essa pequena morte, correndo o risco de morrer mesmo. Queixando-se ela do nosso silêncio, reacções se foram dando da nossa parte, inclusive um pedido de casamento ao qual ela respondeu “I love Portugal. You guys have the best jokes.” (uma comédia, o concerto, segunda a própria. confirmar neste video)
"We can't see you but we trust you exist" (Joanna)
Mas se o repertório já contava com a perdição mais recente de seu nome Colleen (que podem ouvir aqui), e com três das cinco obras-primas que compõem o Ys, o alinhamento falhava a tal. E se a menina Joanna a cantou foi porque aqui a limão lhe pediu.
“Only Skin!Pleeeease!!”
“No… that’s too long, we don’t have time for that”
“Yes we do! We have all the time in the world!”
E ela tocou. Braga em dívida para comigo e eu sem saber como coser aquele riso e aquele choro em simultâneo assalto.
Se não trouxe a caligrafia divina no cd foi porque nem cd levei comigo, tal a descrença num possivel encontro. Mas deveria ter acreditado, porque, sem planear a espera, acabámos por ser três os sortudos que a vimos reaparecer com um lenço na cabeça e com um pack de cervejas na mão. E claro, com uma das caras mais lindas do mundo e com sorrisos prontos a ser capturados. Ninguém nunca, jamais, encarnou tão perfeitamente a palavra encantadora.
Aqui estão dois videos que ousei fazer da Only Skin. Escusado será ficar de olho pregado na imagem que as luzes que aparecem no início são tudo o que irão ver. Não tive coragem para arriscar a Joanna no visor. E bolas, o segundo vídeo acaba quando começa a parte perfeita-mais-que-perfeita-eu-diria-de-outro-mundo. Oh.
ESCLARECIMENTO.
2. Ao ler a maioria dos comentários, fiquei com a ideia de que poucos leram com atenção o meu texto. O texto fala quase exclusivamente da curta vencedora, sobre a qual poderia ter usado outro tom mas não outro conteúdo, que mantenho. É totalmente abusivo encontrar no meu texto qualquer insinuação de que o Made in DeCA não seja uma iniciativa com mérito, que as pessoas envolvidas não mereçam o reconhecimento do seu esforço ou – e neste ponto muitos discursos tornam-se surreais – que o próprio DeCA não tenha qualidade. E lamento que, mais do que à forma como critiquei, as pessoas pareçam reagir essencialmente ao simples facto de ter criticado.
3. A minha principal crítica às outras curtas, permanece intacta. Exactamente por acreditar na qualidade dos nossos cursos, fico surpreendida com a pouca criatividade. Nunca critiquei o que resulta de falta de experiência ou de meios (no texto está escrito precisamente o contrário) mas o que resulta da ausência de ideias. Não falo de falta de capacidade, mas de falta de procura. Alguém acredita honestamente que não se poderia, e deveria, fazer muito melhor nesse campo?
4. Não é preciso participar numa curta para se poder criticá-la capazmente (o que seria da quase totalidade dos críticos deste mundo?), mas nem sequer sabem se já participei numa, não é verdade?
5. Os esclarecimentos estão feitos. Devia-os a quem me criticou civilizadamente, participando numa discussão digna desse nome. Os argumentos primários e os insultos adolescentes classificam quem os usou e são-me indiferentes. Esta é a minha única resposta. Da minha parte, o assunto está encerrado.




















