27.2.07

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Exposição de fotografia da meninazul no bazaar, no Porto. De 4 de março a 1 de abril.

Sonhar com Xangai

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Em exibição no Cineclube de Aveiro/Cinema Oita de 1 a 5 de Março.
design: menina limão.

25.2.07

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Composição: Menina Limão.

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(…)
Reflexo de sobrevivência ou não, tive medo que o fosse fazer algures, por isso aceitei ser mãe, mas negociei. Preveni que só queria uma.
(…)
Fizeram-me um exame e foi daí que se deram conta de que eu esperava gémeas. Perguntei logo se não eram siamesas. A ideia de ter duas crianças unidas pelo ombro, pelo pé ou pela passarinha repugnava-me.
(…)
Aos três anos, foi preciso levá-las à escola pela primeira vez. Até aí, tínhamo-nos desenrascado com a carrinha do meu marido, mas ele tinha escolhido a dedo aquele dia para estar fora, juro-vos. (…) Tive de a levar ao colo, eu que sofro das costas. E aí, por culpa da lei dos números, não cabiam no meu mini-Smart. Tentei meter uma delas na bagageira, mas estava cheia com as cadeirinhas. Sentei-as finalmente uma em cima da outra no lugar do morto, mas gritavam em altos berros, não conseguia ouvir nada do rádio. A manhã começava bem. Abri a porta e atirei a de cima para a estrada. E confesso não estar muito contente com o meu gesto, porque atirei a que se portava melhor.
Têm de compreender, eu tinha avisado o meu marido, não apanhei ninguém à traição, eu tinha dito que sim, de acordo, mas tinha dito uma.

Claire Castillon, O Insecto e Outras Histórias de Mães e Filhas, Oceanos

24.2.07

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22.2.07

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Sei muito bem o que estás a pensar: então agora já não basta ouvi-la, é preciso, ainda por cima, olhar para ela? (Pausa. Idem.) Eu compreendo-te. (Pausa. Idem.) Compreendo-te perfeitamente. (Pausa. Idem.) Uma pessoa parece não estar a pedir muito, há mesmo alturas em que seria quase impossível (Voz entrecortada.) pedir menos – a um semelhante – é o menos que se pode dizer – enquanto que na verdade quando se pensa bem – profundamente – afinal de contas o outro precisa tanto de paz – tanto que o deixem em paz – que foi talvez a lua todo este tempo – estivemos talvez a pedir a lua.

Samuel Beckett, Dias Felizes, Editorial Estampa

Lulu On The Bridge

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Em exibição no Cineclube de Aveiro/Cinema Oita - Semanas de Culto #2.
design: menina limão.

20.2.07

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© meninazul

19.2.07

Atention please: you are about to melt down



the lights go on
the lights go off
when things don't feel right
i lie down like a tired dog
licking his wounds in the shade

when i feel alive
i try to immagine a careless life
a scenic world where the sunsets are all
breathtaking

18.2.07

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amanhã, no Clandestino.


design: menina limão.
(com a ajuda dos super-heróis manuel e lebre, fornecedores da matéria-prima)

17.2.07

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Morres-me todos os dias à hora marcada.

16.2.07

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14.2.07

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Juventude em Marcha

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em exibição no Cineclube de Aveiro/Cinema Oita de 15 a 19 de Fevereiro.
design: menina limão.

13.2.07

Pessoas do meu sitemeter, i

Vi pelo sitemeter que duas pessoas vieram parar ao meu blog porque escreveram no Google:

1. "videos casadas a foder"
2. "mamilos de meninas fotos"

This is the place buddies!

12.2.07

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A Ciência dos Sonhos

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em exibição no Cineclube de Aveiro até hoje.
design: menina limão.

9.2.07

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© Moumine 

(…)
As casas espiam os homens
Que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
Não houvesse tantos desejos.
(…)

Carlos Drummond de Andrade, Poema de Sete Faces

7.2.07

Contaminações, I



Big George: What's a philistine? 
Sally: Well, it's just a real dirty person. 

Dead Man, Jim Jarmusch

 

Bernard Berkman: Ivan is fine but he's not a serious guy, he's a philistine. 
Frank Berkman: What's a philistine? 
Bernard Berkman: It's a guy who doesn't care about books and interesting films and things. Your mother's brother Ned is also a philistine. 
Frank Berkman: Then I'm a philistine. 
Bernard Berkman: No, you're interested in books and things. 
Frank Berkman: I'm a philistine. 

The Squid And The Whale, Noah Baumbach

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GALÃ (...) Isto é o que uma pessoa tem de mais precioso, aqui o cálice entre o braço e o antebraço. Beija-a.

Rainer Werner Fassbinder, Sangue no Pescoço do Gato, Edições Cotovia

3.2.07

Alice

Necoz Alenky (Alguna Cosa D’Alicia) – Jan Svankmajer, 1988, 86’
Museu d’Art Contemporani de Barcelona – MACBA, 11 de Fevereiro de 2006

Vi este filme fabuloso em Barcelona, numa sala repleta de criancinhas barulhentas. Não conheço caso de história infantil tão completa e unanimemente amada pelos adultos como a da Alice no País das Maravilhas. Aqui fica uma parte da informação fornecida pelo museu acerca do surrealista checo.

“O cinema de Svankmajer não se limita a um exercício estritamente cinematográfico, pelo que está contaminado pelas suas práticas no campo das artes visuais e da literatura. (…) Svankmajer, que pertenceu ao grupo surrealista checo, combina desde 1960 a realização de filmes com a criação de gravuras, desenhos e objectos e com a escrita de textos criativos ou ensaísticos. Animista, mais do que animador, fez “despertar” os objectos da sua letargia ao propor planos e sequências em que seres humanos e objectos convivem fantasticamente. Depois de uma reconhecida trajectória como autor de uma vintena de curtas-metragens, com títulos como Dimensions del diàleg, Jabberwocky e La caiguda de la Casa Usher (The Fall Of The House Of Usher), Svankmajer inicia-se no formato da longa-metragem com Necoz Alenky (Alguna Cosa d’Alicia), à qual se seguiram mais vinte curtas-metragens – de entre as quais se destacam La mort de l’estalinisme a Bohèmia, Foscor, llum, foscor e El manjar – para retomar o formato da longa-metragem com Lliçó Faust, Els Conspiradors del plaer, El Petit Otik e o recente Bogeria. A Alice de Svankmajer (…) cativa as crianças por meio de um mundo pleno de fantasia que os menos pequenos podem entender e querer também tocar. (…)”

Títulos em catalão e espanhol + tradução da limão-que-arranha-o-catalão.
Para dar cabo do senhor STRESS, fazer o favor de entrar aqui.
(embora se revele contraproducente)

2.2.07

Arquivo Pornográfico

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© David LaChapelle [porm.]


Obscena é esta exposição de carne vazia de outra carne.

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notas para não esquecer

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rever os modos de me aproximar à morte
deixar-me mais tempo nos teus braços
ser a ferida que se oferece ao teu corpo
congelar-me nos teus olhos e esperar que ardas


Gato Legível

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Muito cedo na minha vida foi tarde demais. 

Marguerite Duras, O Amante.

1.2.07

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© David LaChapelle 

GALÃ (…) Gostas que eu te toque? Tenho a certeza que gostas. As mulheres casadas são discretas. Ficas a saber que a idade para mim não é um problema. Tive uma amante por exemplo que tinha para aí sessenta anos. Mas – é que é precisamente a carne cansada que responde com maior calor ao toque sapiente do amante. Amo-te. Gosto da tua cara, da raiz dos teus cabelos. És preciosa. Tens o brilho débil de um lírio. Vou-te fazer feliz, linda. Vou explorar todas as partes do teu corpo. Vais reconhecer a tua pele com os meus dedos. Nunca mais vais esquecer nada. 

Rainer Werner Fassbinder, Sangue no Pescoço do Gato, Edições Cotovia