Vestia sempre o domingo do avesso, por cima do pijama, e nunca se lembrava de o despir, todo engelhado, antes de se deitar para a segunda-feira.
Picar o ponto. O Eduardo. O Marquês. A Ana.

(e fazer horas extra no post da Ana.)
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© Ryan Mcginley


como uma oração de todos os dias. if you give a little love, you can get a little love of your own, don't break his heart.*


*noah and the whale

que caralho, manel, sempre a mesma coisa...

Frustração no trabalho?

Well, I'm gonna get a job 'cause I need the bread
But somehow I know it's gonna affect my head



A melancolia não é uma besta quadrada. É obtusa. Abre-se em farpas e vai escolhendo os lugares do corpo onde perfurar. Tenho melancolia nos dedos, vejo-a no amolecer do papel. Tenho melancolia na boca, que a comprime e horroriza. Da boca às mãos, um trajecto fúnebre – o caminho que os mortos fazem até chegar a mim.
(A minha melancolia alimenta-se dos meus mortos.)
Passou um comboio pelo meu fazendo-o sobressaltar-se e eu com ele. A máquina levou-me o coração junto – isso e alguns vermes – aumentando-me o rasgo no peito. A Dona Tê pensa que eu nasci sem coração, mas eu sinto que ela nasceu sem cérebro. Nasceu com uma cabeça de nada, o que já é muito.

A reciclagem matou os corações de plástico.

Os meus primeiros saltos altos

A calçada portuguesa e o paralelo fazem qualquer profissional das vertigens parecer uma amadora. E ai de quem me contradiga. Não se desmotiva assim uma principiante.
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© Menina Limão


Sou um produto nacional e estou a tentar singrar na vida. Por favor atribuam-me uma etiqueta.

e eu acordei com uma cachola que nem imaginas

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Li o teu post certa noite e no dia seguinte acordei adoentada. Foste portanto o meu primeiro pensamento do dia, mas não sorrias, não foi pensamento lá muito simpático. Fosse eu perversa como tu, que espalhas a doença como se espalha a (má) fé, e agora perguntava-te se já sentes uma dorzinha aguda no ouvido, uma cabecita latejante, um narizito algo entupido, e se me respondesses que não restar-me-ia lamentar.
Ainda assim, só te desejei mal durante uns breves minutos, porque depois lembrei-me do teu retrato simpsoniano e fiquei bem-disposta. Resolvi também
simpsonizar-me, para ver se saía bem desta história, mas não estou tão certa de ter conseguido. Está o mais fiel possível, sendo os pontos altos os pontos vermelhos (e de facto altos) do meu pescoço. Não comento o objecto que tenho na mão (um guizo? um microfone?). Salvam-se os leggings, a cor do vestido, o colar que apaguei por ser feio que dói, o cabelo à leoa e a mão na cinta. De resto, sou amarela por natureza, nem sã estaria salva da icterícia. Ou será antes da anemia? A minha amiga enfermeira diz que dois meses depois de ter iniciado a medicação, continuo com a mesma cor de doentinha enfezada.
Já posso dizer que toquei com a Tara Jane O’Neil.
Ron, o baterista dos Swell, distribuiu instrumentos pelo público e a mim calhou-me a pandeireta, que toquei durante música e meia, no concerto do passado dia 20, no Mercado Negro.
De todos os concertos que perdi este ano, há dois de que me arrependo profundamente: David Thomas Broughton no Mercado Negro (por tê-lo subestimado) e Hola A Todo El Mundo, no Passos Manuel (por não ter arranjado bilhete a tempo).
Pacote de Outono: Nancy Elizabeth (mercado negro). Josephine Foster (mercedes). Paul Metzger (mercado negro). dEUS (teatro sá da bandeira). Jonquil (mercado negro). Ladytron (casa da música). Dopo + James Blackshaw (mercado negro). Six Organs Of Admittance + James Blackshaw + Sic Alps + Wooden Shjips (passos manuel + maus hábitos). Jana Hunter + Beach House (passos manuel). Noiserv + Swell + Tara Jane O’Neil (mercado negro).


Ouch: a esperada rendição aos Jonquil (ver
vídeo), a surpresa que foi a grande rocalhada dos Sic Alps, a comoção com os Beach House, e a inesperada rendição a Tara Jane O’Neil, de quem não esperava um concerto tão perfeito.


Lista de espera: Tiago Guillul (mercado negro). Jack Rose (mercado negro). Super Bock em Stock (quem me dera, mas não me parece). Nalle (mercado negro). The Dodos (salão brasil). High Places (passos manuel).
That's all folks. A fuga a um dia opressor com vista a um lugar paradisíaco pode dar-se num vermelho russo, com um rio a meio.



Há muito tempo que não avalhacava este blog: boa semana para todos!

Rápi Bersdéi!

Rápi Bersdéi tu-iu!
Rápi Bersdéi tu-iu!
Rápi Bersdéi diâr beibi, Rápi Bersdéi tu-iuuuuuuuu!






Thirty-one today
What a thing to say
Drinking Guinness in the afternoon
Taking shelter in the black cocoon
I thought my life would be different somehow
I thought my life would be better by now
I thought my life would be different somehow
I thought my life would be better by now
But it's not, and I don't know where to turn
Called some guy I knew
Had a drink or two
And we fumbled as the day grew dark
I pretended that I felt a spark
(...)
Easter comes and goes
Maybe Jesus knows
So you roll on with the best you can
Getting loaded, watching CNN
I thought my life would be different somehow
I thought my life would be better by now
I thought my life would be different somehow
I thought my life would be better by now
But it's not, and I don't know where to turn
No, it's not, and I don't know where to turn
No, it's not, and I don't know where to turn
No, it's not, and I don't know







I don't wanna get over you
I guess I could take a sleeping pill
And sleep at will,
and not have to go through what I go through
I guess I should take Prozac, right
And just smile all night at somebody new
Somebody not too bright
But sweet and kind
Who would try to get you off my mind
I could leave this agony behind
Which is just what I'd do, if I wanted to
But I don't wanna get over you
Cause I don't wanna get over love
I could listen to my therapist
Pretend you don't exist
And not have to dream of what I dream of
I could listen to all my friends
And go out again, and pretend it's enough
Or I could make a career of being blue
I could dress in black and read Camus
Smoke clove cigarettes and drink vermouth
Like I was 17, that would be a scream
But I don't wanna get over you


Eis as minhas prendas. Se parecerem estranhas, é mesmo suposto. Adequam-se.
Parabenizo-te grandemente e dou-te um abracinho e, como postal de aniversário, um apalpão no rabinho.

Triple guess. Tara perdida no Mercado Negro.


(uma grande careta a quem achou que, das três leituras possíveis, uma se referia àquela banda merdosa chamada, precisamente, tara perdida. credo.)

Grande-Grande-Grande-Noite

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1.

Tara Jane O'Neil - The Louder
http://www.myspace.com/tjoistarajaneoneil



2.

Swell - Down
http://www.myspace.com/swelltheoriginalone


3.

Noiserv - Perkaholic
http://www.myspace.com/noiserv


Esta Quinta, 20 de Novembro, triplo concerto imperdível no Mercado Negro (Aveiro), às 22h.

Continuo desaparecida. Mas agora sabem onde.


Beach House - Heart Of Chambers

Jana Hunter - There's No Home


*


Caethua. Não sei como se pronuncia, mas seja qual for a forma correcta de dizê-lo soará sempre a bosques orvalhados no limite de cidades permanentemente enevoadas, onde uma voz se insinua como a luz dos candeeiros no nevoeiro, a pontilhar o céu e a desenhar as estradas.
e-e-evasão vs i-i-invasão. No Piolho, antes extraterrestre que ultraterrestre, que é como me sinto quando me esqueço dos headphones. Ou quando me entornam uma cerveja em cima do casaco.
Sinto-me uma ET por estar sozinha à noite com o computador numa mesa do Piolho. Na verdade, sinto-me sempre uma ET quando estou sozinha no meio desta barafunda de piolhosos devotos. Mas já me senti estranhamente protagonista de uma muito comum cena de cinema, quando um dia o empregado me fez chegar às mãos um tango, oferecido por dois estranhos que não quis denunciar e que nunca se apresentaram. Ainda hoje quando lá volto penso se não estarão algures por ali, cúmplices no seu sorriso silencioso. Sempre admirarei o gesto que tiveram de não pedir nada em troca.
Morreu Miriam Makeba, a responsável por uma das músicas mais marcantes da minha infância, Pata Pata, até agora sem nome.

o melhor momento deste blog


Mi limón mi limonero (sim, amorzinho?)
Entero me gusta mas
(não és nada burro!)
Un inglés dijo yeh yeh
(comprovo!)
Y un francés dijo la lá (também comprovo!)


Me siento malo morena (tadito...)
Cabeza hinchada morena
(vai um cházinho de limão?)
Que no le paro morena
(fazes tu muito bem)
Voy voy voy
(sim sim sim)


Mi limón mi limonero señor
(toda tua)
Entero me gusta más
(nunca é demais lembrar!)
Un inglés dijo yeh yeh
Y un francés dijo lá lá


Ayayay (um gajo sofre)
Limones para vender
(para quiê?!)
Ayayay
(uma dorzinha aguda)
Limones para chupar (ah, bom!)


(nunca é demais repetir)


Mi limón mi limonero
Entero me gusta mas
Un inglés dijo yeh yeh
Y un francés dijo la lá
(...)


Henry Stephen 'Limón Limonero' - hit de Verão em Espanha, em 1968

a Cláudia Limão agradece

Dizia eu que o nome Cláudia tem sido muito mal tratado - ou muito bem ignorado - pela história da arte e da literatura. Cláudia não rima com nada, o que em pequena sempre me frustrou tanto quanto me aliviou, e Cláudia dificilmente figurará num poema por uma questão de musicalidade.
Face à minha queixa, a Cláudia Blues quis provar-me que o nosso nome não foi assim tão esquecido pelo cinema e elegeu algumas das (pelos vistos) muitas Cláudias-personagens-do-grande-ecrã. Comprovem.

Ladyfolk

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fotografia de Alexandre Brito, trabalhada por Menina Limão


Menina do folk que é menina do folk procura o equilíbrio rodopiando e, por obra e graça do DJ, termina o baile com uma chapeloise ao som de Timbaland.

Menina-Limão-Design-Mix

A convite do professor Mário Vairinhos, amanhã farei uma apresentação do meu trabalho a uma turma de NTC e a quem mais quiser aparecer, na Universidade de Aveiro. [Quarta-feira dia 5, na sala multimédia do DeCA, às 14h30.]
Loose Hips Sink Tips, versão hardcore de.
Em dia de eleições americanas, o meu voto.
Hey, hey, guess they couldn't tame the motherfucker, huh?

Ladyrock

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Gaja do rock que é gaja do rock tem cabelo comprido e à solta e vai sozinha abanar as ancas ao som de Ladytron na Casa da Música.
Photobucket wulffmorgenthaler.com/


De cada vez que alguém começar subitamente a cantar, vou achar que lhe aconteceu o mesmo.
"(...)
Acreditar é a grande lição, disse-me um dia o meu amor. Repito as suas palavras na casa vazia e comovo-me. Não são tantas as horas para o seu regresso, enquanto espero, repito-o.
(...)
Confirmo as lições a cada vez que digo: gosto de ti. É assim que mudo de vida."


margarete (saudades, amiga)

se não gostas comes

A menina da TV Cabo telefonou lá para casa. O meu pai atendeu enfastiado. Ela queria saber quais os canais mais vistos pela família. Depois queria saber se ele não pensava adquirir outros e se não estaria interessado no canal Playboy. O senhor meu pai respondeu que não. Mas a incansável menina da TV Cabo não ia desistir tão facilmente. Ela tinha um último trunfo – o melhor, o mais forte, o mais irresistível na pirâmide da argumentação. Certamente confiante do carácter irrecusável da proposta, remata: e a sua mulher não estará interessada? Olhe que tem culinária erótica.

Grandes títulos

Photobucket para livros de grandes blog(ger)s.