[legenda alternativa]

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© Menina Limão


No pino do Verão, pinar pinar.

ao cuidado da minha cliente, cuja tese estou a paginar:

Minha cara, a tua tese não tem feito nada pela minha eloquência. Só tenho aperfeiçoado os palavrões.

Are you coming down this weekend?

Especialidade da Casa

Férias s. f. sucessão de actos falhados. Interrompemos a depressão para nos espalharmos ao comprido.

A contr'Agosto, um silêncio de Inverno.
silêncio
silêncio
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silêncio
silêncio

private joke. apanharam?

Post a puxar à lágrima. Tenho saudades do sentido estético da minha dentista. Por isso, mandei o meu irmão pôr aparelho.

Vénus de Mil(h)o

Até que ponto somos uma construção do outro? Eis a prova. A Blue viu-me assim. A Helena...assim:


Photobucket © Helena Miranda


Sem bracinhos, não fosse eu tentar abraçá-la. Ou estrangulá-la.

bicho máscara clandestino beijo

Hoje, um conforto apenas. Baton nos lábios de uma menina - uma máscara, disse-lhe ele. E assim espraiadas as palavras ao sol da Ericeira, um beijo escapou-se entre mãos, vindo de longe.

12º Mandamento

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© Menina Limão & Pedro Jordão
(à conversa)
– Quantos anos tem?
– Vinte e três. Não tem tido sorte com o amor. Esteve noiva duas vezes...e teve muitos casos.
– Isso incomoda-te?
– Sim, incomoda...A franqueza dela é desagradável. Ela insiste em dar-me os detalhes do seu passado erótico. Sofro de ciúme retrospectivo. Ela não tem ilusões...E não tem grandes esperanças para nós os dois. Ela sabe que eu voltarei para ti. Parece um melodrama vulgar.
– Dão-se bem na cama?
– Sim, damos. Ao princípio estava tudo mal. Eu não estava habituado. Quer dizer, a estar com outra mulher. Estragámo-nos um ao outro, tu e eu. Vivíamos numa bolha só nossa. Tudo aconteceu sem falhas. A falta de oxigénio abafou-nos.
– E a Paula vai ressuscitar-te?


Cenas da Vida Conjugal, Ingmar Bergman, 1973

Mister!, mister!, I have a tiny tiny bruise, right here. It really hurts! Can you see it?

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Um dia voei – sem metáforas e sem eloquência. Se o voo se deu por impulso de uma bicicleta em pino, tal é um pormenor (será?). Qualquer voo que se preze acaba em aterragem, diz a lei da gravidade – e foi, de facto, grave. A minha deu-se no alcatrão, e em grande. Tudo pela animação da pasmaceira das terras alentejanas, que é como quem diz Arraiolos, porque me tinham alertado de que lá não se passava nada. De facto, era verdade, que o pessoal médico (ah. ah.) do Centro de Saúde da terriola até franziu o sobrolho à obrigação de levantar o rabo do cadeirão, ao mesmo tempo que interrogava: já chegaram os aliens? É agora, santíssima? Mas estou a adiantar-me. Como boa moça de educação católica que sou, dei a minha face (esquerda) ao embate, e entenda-se por face toda a metade esquerda do corpo. O que significa ter poupado a metade direita e ter decidido estuporar a esquerda não sei, e gostaria de pensar não ter sofrido uma queda freudiana de motivações políticas, até porque eu ia jurar que teria preferido estuporar o outro lado. Querem que eu passe à frente e relate de uma vez por todas as mazelas, não é? Azarinho, não o farei. Serve esta história para homenagear o meu sentido de humor, o verdadeiro resistente à desgraça. Eu, que sou alarmista e paranóica, fui dando provas várias ao longo da vida (houve acidente muito pior aos oito anos) da minha faceta contraditória, ao conseguir manter a calma ou até a conseguir brincar em situações de (auto)desgraça. No caso, valeu-me estar com amigos, que imediatamente se acercaram, deparando-se com um corpo imóvel no meio da estrada, pontuado por um rosto sorridente que perguntava: acham que parti a bacia? Serve esta história também para pintar (ou tirar a pinta a)o povo alentejano: é mesmo verdade que não há nada que os abale. Não se passa nada? Olhe, acabou de aterrar um meteorito, compadre. Eh pá, já lá vamos (amanhã ou assim). Passavam carros e nenhum parava. Eu acenava-lhes e ria-me, voltem sempre, que amanhã, por este (não) andar, ainda cá estará a aberração para mostra. O pior foi depois, quando me levantaram e optaram pelo baixar do véu sobre a anca, que revelaria a origem da minha dor. Aí, não houve sentido de humor que resistisse. No fundo, serve mas é esta história para falar do quão ridículos conseguimos ser: com dores e estatelada no chão, estava-se mesmo bem. Ao vislumbre da ferida, funda e feia, ia desmaiando.

conspirações sobre constipações

Isto foi voltar de férias e ficar imediatamente doente. Do mesmo se queixaram outras três cabeças, que comigo partilharam as férias. Parece-me de uma tremenda javardice que todos se tenham curado menos eu, que depois da garganta inflamada me mudei para a fase dos lencinhos de papel, e dessa para a da tosse dolorosa (por lá andamos). Algo me diz que o prolongamento da maleita, ou seja, a sua gravidade, se deve ao facto de ter conhecido a Helena Miranda logo no dia do regresso à terra. Digamos que uma mulher daquelas tem de fazer-nos algum mal, em boa verdade do folheto informativo do fármaco que pedimos. Mas cá para mim ela trouxe-me, como agravante, aquele vírus. E não amansa, nem quando é santo.
Sou o perfeito governo socialista. Voltei a permitir feeds.

i'm so psycho. won't you love me?

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Revelação em praça pública: considero este o retrato perfeito de uma criança (pois, eu sei o que isso diz de mim). É da autoria da grande Sara Martins.

*****

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wulffmorgenthaler.com

contribuir para a biblioteca pessoal com a capa mais feia de todas

O livro Geração X, do Douglas Coupland foi reposto (?) nas prateleiras da FNAC. Há quatro anos que o procurava sem êxito - e não estou a exagerar. Uma vez vi-o nas prateleiras da Bertrand em tão mau estado que não o levei. Começava a achar que tinha cometido um erro. Hoje só havia dois, em Sta Catarina, mas julgo que, a ter aparecido de novo em cena, a sua aparente escassez não mais será problema.

ai que o meu mundo está de pernas para o ar.

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© Menina Limão

se eu fosse um vídeo #5


I am waiting for my man.


A mulher aprende facilmente o jogo. Aceita-o. Confia-lhe a cinta às mãos. De cada vez, ensaia a pose e espera. Há tanta manipulação da parte dela como da dele. Ela sabe que ele virá. Até ao dia em que não vem.

O Homem vs a Nação. Seria óptimo se os portugueses trouxessem umas medalhas para casa, mas ficaria ainda mais radiante se o Michael Phelps arrecadasse as oito medalhas de ouro.

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Ironias.


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E brilhantismos.

gente sádica

- Onde estás?
- No quarto.
- Que fazes?
- Estou a trabalhar.
- Vai dar o House.

Enfermeiras amigas no Andanças

- Posso fazer-te uma pergunta indiscreta?
- Força.
- Tens anemia?
- ?!...Tenho.
- Pois.
- Como sabes?
- É a tua cor.
- Estou ainda mais branca?
- É um branco diferente.
- Que fashion.
- Mostra-me os olhos.
(mostro-lhe os olhos)
- Confirma-se.
- Tudo para que te mostrasse os olhos.
- Claro.
- Sabes aqueles anúncios de Verão não abandone os seus animais nas férias?
- Sim.
- Levaste demasiado à letra aquel'outro não abandone a realidade nas férias. Eu estava a sair-me bem.

em busca do (des)equilíbrio

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Tref - Dorothée (valsa)



(En)laços lentos/ Lume brando/ (An)danças.



(afinal, afinal...sempre terei férias. dia 10 volto para contar os suspiros - os meus e os dos outros peitos ao meu encostados)

fantasmas

Segundo o Johnny Silk, sou nocturna e noctívaga - acumulo cúmulos. Habito as horas dos sonos alheios, as desoras do adormecimento geral; e escuto silêncios que amplificam absolutamente tudo. Animal da noite, animal solitário, animal do avesso. Predador? Não é verdade que nada capturo. Ontem, capturei-te. Vi-te Ronin, errante e renegado. Pior, guardei-te Ronin no meu disco rígido (o romance do século XXI). De mim, da minha rigidez, já não escapas. Ironicamente, és agora um Ronin capturado [pelo espelho (1), pela objectiva (2), pelo meu disco rígido(3)] - aniquilei a tua condição de fantasma (inédito, isto de destruir fantasmas). Mais do que noctâmbula, sinto-me a Big Sista.

Correntes

A todas as pessoas que me incluíram em correntes às quais não respondi: não levem a peito. A minha não adesão nada tem que ver com a proveniência do desafio, mas com o desafio em si. Se der muito trabalho, não alinho. Se não me entusiasmar imediatamente, idem. Mas gosto sinceramente de ser incluída em correntes. As minhas desculpas, sim? Sem drama, isto não tem piada nenhuma.

Finalmente bem acorrentada

- Se, durante vinte e quatro horas em férias, pudesses assistir aos seguintes eventos, qual a ordem cronológica que escolherias para fazê-lo - dança/bailado; peça de teatro; exposição; cinema?
1. dança/bailado (morro de saudades)
2. cinema (tenho perdido filmes por indisponibilidade. onde já se viu?!)
3. exposição (tenho falhado Serralves)
4. peça de teatro (vi há pouco tempo Platónov, no TNSJ)


- Um filme visto ou revisto recentemente e um filme que queres ver ou rever?
1.
Margot At The Wedding (não compreendo como é que este grande filme não passou pelas salas de cinema).
2. Rever? Tantos.


- Um livro lido recentemente e um livro que queres ler ou reler?
1. A Mesa Limão, Julian Barnes (lido)
2. Liebe als Passion (O amor como paixão: para a codificação da intimidade), de Niklas Luhmann (quero ler muitos livros, como devem imaginar, mas este foi o meu ímpeto mais recente).
3. O Velho e o Mar, Ernest Hemingway (para reler).



Obrigada pelo interrogatório. Passo a corrente? Passo, pois. À Helena, ao Pedro (volta! vais responder, não vais?), à Sara, ao Daniel, à A., ao Luís, ao rf, ao Pedro, à ana c. (volta!), ao Pedro (o último livro que leste foi o Menina Limão, não foi?), ao João, ao luís, ao Paulo, à Miss Allen, à Ana, ao Pedro (eu nem me importo que não me respondas, desde que me leves contigo pela estrada fora. combinado? caibo na bagageira e sou tão agradável e fotogénica quanto uma das tuas fotográficas naturezas-mortas), à Wasted Blues (volta!), ao meu bicho do mato (volta!) e ao João, se o Simplício deixar.


(ia quebrar a corrente. mas depois, só para chatear, decidi atacar em força. isto do pessoal ter metido ou ir meter férias mete um 'cadito de nojo. toca a trabalhar!)

BABY, CAN YOU HANDLE THIS?
I DON'T THINK YOU CAN HANDLE THIS.



(está mesmo muito calor)

uma pequena contribuiçãozinha para a procrastinação, se faz favor

Porque é que está toda a gente de férias? Porque é que ninguém me vem bater à porta? Porque é que ninguém me envia mails? Porque é que ninguém me deixa comentários? Logo agora que eu tenho tanto que fazer!


coquetterie

- E das minhas mãos, gostas?
- Não, não gosto. Mas não duvido que consigas fazer-me mudar de ideias.