28.11.10
Rivolição in yer face
Eu ria-me, se não estivesse a chorar. Ou não fosse eu uma devota do in-yer-face-theatre:
Quatro anos volvidos, Filipe La Féria prepara-se para abandonar o Rivoli, deixando atrás de si um rasto de dívidas, "apesar de ter beneficiado de um subsídio municipal de setecentos mil euros anuais", diz o vereador do PCP na Câmara do Porto, Rui Sá, que ainda não conseguiu que a Câmara do Porto apresentasse as contas relativas ao contrato com a Todos ao Palco.
(...)
"A câmara perdeu a oportunidade de ter uma política cultural. Agora fico à espera para ver. A única coisa decente que Rui Rio podia fazer era reactivar a Culturporto [entidade que geria o Rivoli antes de La Féria e cuja extinção foi considerada ilegal pelos tribunais], mas a câmara pode, pelo menos, fazer alguma coisa pela cultura, que não se limite ao entretenimento bacoco e à mera ocupação de tempos livres, e que forme públicos", considerou Ricardo Alves.
Saída de La Féria do Rivoli pode vir a ser uma segunda oportunidade para a cultura, Público
Quatro anos volvidos, Filipe La Féria prepara-se para abandonar o Rivoli, deixando atrás de si um rasto de dívidas, "apesar de ter beneficiado de um subsídio municipal de setecentos mil euros anuais", diz o vereador do PCP na Câmara do Porto, Rui Sá, que ainda não conseguiu que a Câmara do Porto apresentasse as contas relativas ao contrato com a Todos ao Palco.
(...)
"A câmara perdeu a oportunidade de ter uma política cultural. Agora fico à espera para ver. A única coisa decente que Rui Rio podia fazer era reactivar a Culturporto [entidade que geria o Rivoli antes de La Féria e cuja extinção foi considerada ilegal pelos tribunais], mas a câmara pode, pelo menos, fazer alguma coisa pela cultura, que não se limite ao entretenimento bacoco e à mera ocupação de tempos livres, e que forme públicos", considerou Ricardo Alves.
Saída de La Féria do Rivoli pode vir a ser uma segunda oportunidade para a cultura, Público
26.11.10
What if it is?
Nathaniel Fisher (deceased): You aren’t even grateful, are you?
David Fisher: Grateful? For the worst fucking experience of my life?
Nathaniel Fisher: You hang on to your pain like it means something, like it's worth something. Well let me tell you, it's not worth shit. Let it go. Infinite possibilities and all he can do is whine.
David Fisher: Well, what am I supposed to do?
Nathaniel Fisher: What do you think? You can do anything, you lucky bastard, you're alive! What's a little pain compared to that?
David Fisher: It can't be so simple.
Nathaniel Fisher: What if it is?
Sete Palmos de Terra (ou como eu esbarrei neste diálogo por duas vezes no mesmo mês)
David Fisher: Grateful? For the worst fucking experience of my life?
Nathaniel Fisher: You hang on to your pain like it means something, like it's worth something. Well let me tell you, it's not worth shit. Let it go. Infinite possibilities and all he can do is whine.
David Fisher: Well, what am I supposed to do?
Nathaniel Fisher: What do you think? You can do anything, you lucky bastard, you're alive! What's a little pain compared to that?
David Fisher: It can't be so simple.
Nathaniel Fisher: What if it is?
Sete Palmos de Terra (ou como eu esbarrei neste diálogo por duas vezes no mesmo mês)
24.11.10
It takes courage to be
True friendship demands risk: giving someone something which they could humiliate you with. Writing as friendship. Alain de Botton
22.11.10
Golpe do Estado na Cultura
Pena que textos não cortem pescoços. E que tampouco os salvem. Mas a nossa obrigação de os ler é a mesma: Golpe do Estado na Cultura, por Tiago Bartolomeu Costa no Público.
Não consigo parar de espumar da boca

[agradecimentos solenes ao Aurea The Man]
Dedicado, com todo o amor do mundo, ao Pita Jordana.
(Ó só pa nós, ali, tão realistas, tão bonitões.)
21.11.10
19.11.10
17.11.10
11.11.10
Panelona p'aqui, panelona p'ali
– Nós já tirámos arroz para nós...
– Sim, eu estou a tirar arroz para mim.
– [risos] Ah, pensei que estavas a tirar arroz para todos.
Vês como eu como que nem um boizinho,?
– Sim, eu estou a tirar arroz para mim.
– [risos] Ah, pensei que estavas a tirar arroz para todos.
Vês como eu como que nem um boizinho,?
Antologia Virtual dos Nomes Extraordinários
1# Florindo Esperancinha | Presidente da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia
2# Perfecto Cuadrado | professor de Filologia Galega e Portuguesa na Universidade das Ilhas Baleares e tradutor de diversas obras portuguesas para castelhano
2# Perfecto Cuadrado | professor de Filologia Galega e Portuguesa na Universidade das Ilhas Baleares e tradutor de diversas obras portuguesas para castelhano
Não há Lions
As coincidências, pelo menos certas coincidências, não deixam de me surpreender, ao ponto de me pôr de quatro – não, espera – de me pôr a equacionar uma qualquer ordem cósmica a seu favor. Não estou maluquinha, não mais do que o que estava, o mundo é que, por vezes, extraordinariamente, consegue ser mais bonito do que eu. Esta semana, for no reason whatsoever, voltei a pegar nos álbuns dos Jonquil, aquela banda maravilhosa que compôs o tema mais próximo de Beirut que alguma vez ouvi, apesar de não ter nada a ver, e que, por se socorrer do meu preferido acordeão, vai directamente para a prateleira dos Dark Dark Dark, do já nomeado Beirut, das Power und Beauty, de todo o espectro tradfolk e de muitas outras belezas que de momento me escapam, mas que eu hei-de apanhar. Eu hei-de apanhar. A coincidência chega já de seguida: na mesma semana em que os retomo após prolongado jejum, é lançado no espaço ilegal o novíssimo meteorito, de seu nome «Pito». Minto, chama-se «One Hundred Suns». Ou mesmo «EP». Mas não me perguntem pela lindeza, que eu cometi a safadeza de não o ouvir na imediateza. Fui antes a correr repetir a Lions, a tal. E se tu, depois de a ouvires, não te encontrares estatelado no chão, então terás escapado ileso à beleza da queda. Não te invejarei a sorte.
(Lembram-se? Quantos de vocês ainda estarão por cá, pergunto-me.)
10.11.10
Encenação
Recolhi-me ante o pano, renunciando ao espectáculo com um estrondoso silêncio. Basta. Um palco partilha-se enquanto profissional, nunca enquanto amador – tu sabes, aquele que ama. Enxuto com um gesto brusco a luz refractada por prismas, que ora não se demora na minha pele para perseguir a dela, ora me abandona à ribalta – luz quebrada quebra, corrói, esmigalha, empedirno, rio-me, ah carnificina. Votando a incidência da luz à indefinição, o incompetente mestre de obra obriga as suas actrizes a perseguir-lhe a sombra com a voracidade da sobrevivência. Sem perceber que, lá atrás, o público observa, estupefacto, incapaz de compreender.
Empinei tanto o nariz que me saiu um pirete
«a má qualidade numa mulher é sinal positivo e aumenta a possibilidade de ela ser saborosa como a fruta bichada» - Concerto dos Flamengos, Agustina Bessa-Luís
[correctíssima afirmação surripiada às paredes da rulote]
9.11.10
PechaKucherAvecMoi? Oh sí!, responderam vocês com o corpinho (estiveram 550cabeças, um recorde; muito obrigada pela parte que me tocou [no rabiosque])


[fotografias surripiadas aos PechaKuchis, nenhuma das quais durante a minha apresentação]
A noite terminou com duas angariações: um novo cliente e um enorme bicho horrendo a que simpaticamente chamam «borbulha». Aguardo que outra pessoa me acene com trabalho depressinha, caso contrário não vou conseguir desequilibrar a balança para o lado que convém. O que, evidentemente, resultará na minha espectacular pessoa a cortar os pulsos com um espremedor de laranjas.
6.11.10
4.11.10
Afinal a Menina Limão existe
Mas não sabe o que está a fazer ali no meio. O que não constitui problema, uma vez que ela só quer, só pensa em PechaKuchar, ainda que em onda choc.
Darling PechaKucha Porto já vai na 5ª edição (em Lisboa vai na 9ª e estrear-se-á em Coimbra este ano) e consiste num evento de apresentação de trabalho criativo em que cada autor dispõe de uns cronometrados 6 minutos e 40 segundos para dizer as suas baboseiras. São 20 imagens, 20 segundos cada. É uma forma de não termos tempo para nos espalharmos completamente e de vocês não adormecerem (as if, com este vestido transparente).
No meio de toda esta gente bacana, está o Bruno Aleixo (o João Moreira) e eu nem vou ter de pagar. Não é lindo? É pois.
Ora portantos: este sábado, dia 6, Menina Limão & companhia no PechaKucha Night Porto 2010, no OPO'Lab (Bolhão), às 21h, por 5€. Está prometido que todos os outros autores serão supa upa.










