fragmentos de um discurso amoroso

Um olho clínico será sempre um olho cínico.

eu sei que sim

2 years old - i can talk!


Stephin Merritt - What A Fucking Lovely Day


what a fucking lovely day
everything has gone my way
all my flags are unfurled
i'm the king of the world
and, to think it's only may


it's my favorite time of year
for a spree of crime and fear
it's a joy just to breathe
and to scheme, and to seethe
what a fucking lovely day


la la la la la la lala la la la la la la
ah, the smell of despair
is that blood in my hair?
I don't care, I don't care
what a fucking lovely day


Photobucket Menina Limãozinho


Menina Limão faz hoje dois anos. Como em todos os meus aniversários, sinto uma certa angústia (e o quanto me irrita senti-la). Repetindo as palavras do primeiro aniversário do blogue: dia 28 de Janeiro é mais marcador temporal que dia 1 e de certa forma a renovação da data obriga-me sempre a uma viagem, recorda-me as condições em que nasceu esta página e todo o caminho percorrido (ou não) até aqui. Seja qual for a aparência e a condição deste “aqui”, importa-me estar “aqui”. Sem fogo de artifício, porque artifício não combina com a nudez da data (e de todos os dias) e porque hoje chove muitíssimo. Está mesmo nevoeiro cerrado, mas talvez não interesse mesmo ver mais do que um palmo à frente do nariz.


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A urgência não é mais que a urgência de se ser, todos os dias, como se entende, como se pode, e também como nos obrigam. Sabotar-nos também faz parte do épico que escrevemos, mas ninguém disse que um fruto aberto está condenado ao desastre. É preciso abri-lo para celebrá-lo.


E por falar em celebrar, que não é para outra coisa que aqui estamos, agradeço de coração apertado a toda a gente que por aqui passa, almoça, monta a tenda, dorme, se enerva, resmunga, dispara, fode, sorri e espairece. A todos vocês, um grande beijo na boca*.


*ou isso ou um murro nas ventas - é à escolha.

Os Três Macacos

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Em exibição no Cineclube de Aveiro/Cinema Oita de 29 de Janeiro a 2 de Fevereiro.


design: menina limão.

I rather not [B-Bartleby]

O Cavalheiro, por mais cavalheiro que seja, não consegue resistir quando eu escrevo termos como "molhadinha". Tudo bem, eu compreendo. Eu própria não consigo resistir-me quando o escrevo.


Agora, aquilo a que não acho piada nenhuma, é ser-me lembrado o espírito Bartleby da Soko e perceber, caramba, que eu é que sou Bartleby. Valem-me as coisas que ainda mal consenti e já dou por mim a fazê-las.

já dizia o outro

O design é como a política: nestes, aquilo que parece é.

isto é grave

Não me lembro do nome do meu primeiro namorado.


Terei entrado em processo de negação sem me aperceber? A verdade é que o meu pai nos apanhou aos amassos (vá, abraços), em Cedofeita e, fazendo um olhar insistente até nos sentirmos policiados, com um só relance fez-me perceber que o caminho era para casa e não para a boca alheia. E eu, traçando o meu percurso e sentindo a alma impura, só rezava para que a moral da história, imposta pela espada, se resumisse à inestética do gajo. Coisa que, de resto, ainda hoje confirmaria, não parecesse mal desqualificar um rosto sem nome.

Vicky Cristina Barcelona já não sai da minha lista de 2009

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Para muitos, Vicky Cristina Barcelona será um filme rocambolesco, improvável e engraçado. Para outros, a quem a vida ensinou o que nem o cinema ousa, este filme terá um realismo, uma profundidade, e uma acutilância insuspeitos.


Por motivos muito pessoais, muito íntimos e muito pouco partilháveis, Vicky Cristina Barcelona será sempre um filme de extrema importância para mim. Julguei que explodia.

not sokute: as notícias da sua morte esperam-se exageradas

Soube hoje que a Soko decretou a sua própria morte sem adiantar explicações. No seu myspace pode ler-se "Soko is Dead" e "i quit". Soube-o antes de publicar o post anterior, mas não seria a notícia do seu afastamento a demover-me de fazê-lo. Mesmo que ela se fique por aqui, já terá valido a pena conhecê-la - no entanto, eu acredito que ela voltará. É novinha (20/21 anos), pelo beicinho frequente vê-se que amua e este mundo é cão - mas isso passa-lhe. Enquanto ela não ressuscita, deliciem-se com este My Wet Dreams ao vivo, numa versão rouca e a espaços desafinada. Ousem discordar de que ela é adorável.



Javarda – levem-na à letra e em braços.

Há (oito) meses que tenciono falar nesta cachopa, mas como vou sendo atropelada pela preguiça, acabei por incluí-la na minha participação como editora no E Deus Criou A Mulher sem sequer ter escrito sobre ela. (para minha surpresa e alegria, na semana passada foi mencionada no Ípsilon como uma das promessas musicais para 2009, o que é inteiramente justo)


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Gosto de miúdas parvinhas que nunca deixam de ser encantadoras. Miúdas que passam dois minutos a dizer "acho que estou grávida, acho que estou grávida, tenho uma enorme barriga", para depois concluir que se deve apenas a um grande peido aprisionado. Isto é idiota. Mas isto também é genuíno. Ela canta muitas outras coisas como se pulasse num trampolim, sem medo e sem rede, e cabe-nos a nós sentenciar se se espatifa ou não. Por exemplo, Soko grita ao mundo que adora a pila do namorado e que fica molhadinha quando pensa nele. Poucos têm coragem de subir a um palco diante de feras anónimas e dizer-lhes: esta sou eu, genuinamente, sem artifícios. Mesmo quando desafina, nós adoramo-la – vem tudo no pacote.


O fascício reside aqui: ao mesmo tempo que parece não pensar nos riscos da imagem que transmite, parece também saber exactamente qual o efeito da mesma nos outros. Há uma ingenuidade a par com uma grande coragem de se ser livremente. É admirável.


Soko acaba de lançar um EP, o primeiro, com o título certeiro: Not Sokute. No entanto, o dito não inclui a minha música preferida, My Wet Dreams, que vos dou agora a ouvir (e a ler). A música mais javarda de sempre (pelo menos, que eu me lembre, a mais javarda cantada por uma mulher). Atenção à letra – é um miminho de prosa carnal.


joy of funemployment

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© Natalie Dee


Whatever, dude.

só para dizer que

comprámos uma máquina de fazer pão e eu não consigo parar de comer.

contributos para uma reflexão

[proud to present] Quatro Noites Com Anna

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Claro que proud to present estamos sempre, mas este é um dos meus filmes do ano. Daqueles que ou se sai da sala rendido ou se acaba rendido quanto mais nele se pensa e não há opção contrária possível. Em exibição no Cineclube de Aveiro/Cinema Oita de 22 a 26 de Janeiro.
design: menina limão.
não sei se viva se morra
e enquanto me decido
vivo incertamente
mas trago a memória sentida
e é muito sentimento
e levo a morte comigo
vivendo convictamente


Bénédicte Houart, Reconhecimento, Angelus Novus – Cotovia


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© Ryan Mcginley

with all due respect, sir

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Um dia vemo-los acompanhados por quem sempre remeteram ao silêncio, como uma pronúncia interdita. Vão de mão dada. E nós, que os apreciamos com uma certa provocação melancólica, no fundo não queremos saber se há uma metade que escreve um romance. Fere-nos a imaginação e a fantasia. Mas essa informação chega-nos por interposta mediação ou por azar das circunstâncias e então pomo-nos a lamentar – podemos até fazer beicinho depois de arcar ligeiramente as sobrancelhas – e, com um sentido de justiça de quem suspira pela desordem do mundo, ficamos a depreciar os contornos da matéria revelada.

foi atracção fatal ao primeiro vislumbre e paixão assolapada à primeira linha:

1
O PAPÁ ERA UM PORCO

A mamã diz que o papá tinha corpo e alma de porco, que era um porco enorme e porcalhão que a emporcalhou à força, e que depois se afastou a trote pelos campos fora quando compreendeu o que se estava a tramar.


Pigtopia, de Kitty Fitzgerald, Publicações Dom Quixote
Nos próximos dias não estarei por aqui. Estarei em Brasa.

Ensaio sobre o Timing

Andei anos e anos a adiar a leitura do Ensaio Sobre a Cegueira. Agora que vi o filme já resolvi o problema: não vou lê-lo.

don't forget to smile

Quando vou a uma casa de banho pública imagino sempre, mas sempre, que há uma câmara escondida.


Chiça penico, eu também. E não me fico pela imaginação: desconfio mesmo da casa-de-banho do Piolho.

prendinhas

Estão a caminho do Brasil certos exemplares da minha agenda, a pedido de uma alma simpática que me acompanha do outro lado do Atlântico - o que me deixa muito contente.

As restantes agendas seguiram o seu curso pelo nosso país fora e por esta altura deverão ter chegado aos seus destinos. Agradeço que me confirmem a chegada do mal às vossas casas.


Ainda não esgotei o stock, portanto se estiverem interessados em receber doces, leiam aqui o regulamento.

das leituras que dão vontade de fazer coisas

Tenho muito pouca paciência para certa investigação, mas compenso-o com muito gosto por sexo, (lido, só lido), por isso, por favor, pelas nossas alminhas e palpitações, tratem de me descobrir que blogue é aquele, aijasus, ámen, que a mim não me chega ler Memórias de uma Beatnik.

dos trolhas fartos de ser trolhas

Há dias fui gozada por dois trolhas. Os trolhas não costumam gozar as mulheres. Toda a gente sabe que o que eles fazem é assediar, assobiar, piropiar porcamente. Mas eu desta vez fui gozada por dois trolhas e – preparem-se – gostei. Ouvi-os na sua risota e depois ri-me. Ter sido alvo de troça acabou por funcionar como uma lufada de ar fresco no meio da previsibilidade chata que os costuma caracterizar.
A piada? Reza já de seguida. Eu subia os Clérigos com um cachecol gigante várias vezes enrolado no pescoço, levava um gorro na cabeça e umas luvas calçadas. Saí de casa mais agasalhada do que o que a manhã o exigia, porque me fiei no grizo dos dias anteriores. E quando passei por eles, disse um dos trolhas para o outro:


– Eh eh!, olha só!, vai para a Serra da Estrela…

o homem mais belo do mundo

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A verdade é que, dos homens platónicos, daqueles que apenas conhecemos do grande e do pequeno ecrã e das revistas, e que admiramos ao longe, só consigo nomear mais uns três ou quatro que me atraem realmente, para além do Louis Garrel. O Johnny Depp, o Martin Donovan…e pouco mais. Não consigo perceber esta incapacidade para o deslumbramento fácil por homens impalpáveis.
Já dos homens palpáveis, dos que conheço de perto, são muitos mais os que me atraem. Por coisas que vão muito além de um rosto bonito. Muitas vezes nem sequer têm um rosto bonito.
Pensando bem, está tudo ligado.

La Frontière de l'Aube

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A Fronteira do Amanhecer é um tiro no pé. Um filme que podia ser muito bom e não é. E quanto mais descamba, mais irrita. Porque tinha os ingredientes todos: uma história que começa bem, uma fotografia incrível, três protagonistas talentosos e lindíssimos, tudo orquestrado pelas mãos de quem já deu provas inequívocas do seu talento. Isto dito por quem elegeu Os Amantes Regulares o seu filme de 2005, só pode significar uma tremenda desilusão.

Get The Guns Out, parte II

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i and Thou, de Oprah Shemesh, 2004-2007 (surripiada ao Lutz, n' As Playmates do Quase em Português)


Qualquer semelhança com a realidade, é pura coincidência. Ou obra do Diabo.

2008 (isto não é um top)

. O meu blogue preferido continua a ser o Albergue dos Danados.
. A minha revelação do ano é a Helena Miranda. Podia escrever 10 páginas que eu lia. Não faria isto por muita gente.


(mas a minha lista de blogues é extensa e vai sofrendo alterações, com links a aparecer, a desaparecer e a reaparecer conforme a maré. Gosto muito de muitos blogues.)

hummm.

"Será a menina limão?", pergunta o Manuel.


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Eu não sei não, Manel, mas há uns anos fui apanhada numa pose semelhante...


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Menina Limão, o terror da cozinha?, i wonder.

da subversão

Então não é que eu pus um gajo a falar de livros num blog de gajas boas? Beat that.

e Deus criou a Coolness

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O Miguel Marujo convidou-me para ser a editora do seu blog de poucas-vergonhas por um dia. Pode parecer tempo suficiente para tão pouca vergonha, mas garanto-vos que é ao contrário: quanto menor a vergonha, mais tempo de antena reclama. Não consegui escolher apenas 10 mulheres e excedi-me, mas quem é que não compreende a inevitabilidade do excesso quando se invoca a perdição?
Eu aceitei o desafio, sabendo que só conseguiria fazer algo um pouco diferente. Não vos dou tangas, talvez só um pouco de tanga, se estiverem à espera de descascadas só porque tenho nome de fruto. You know me. A mim deu-me gozo e estou-me nas tintas (recorri ao photoshop) para o vosso hipotético desgosto. Um dia comecei neste blogue uma rubrica chamada "as minhas mulheres". Só teve uma edição e comecei com uma das mais feias de sempre, a Patti Smith. Assim, considerem esta minha participação no E Deus como uma continuação dessa rubrica, versão somente mulheres bonitas.


As minhas mulheres eleitas são todas mulheres da música. Não têm muita voz naquele blogue e eu, que acho muitas coisas, também acho isso mal. Ficaram imensas de fora, claro, mas o Miguel ofereceu-se para publicá-las mais tarde, com tempo. Devo dizer que o Miguel teve uma paciência de santo para aturar os meus caprichos, uma paciência que eu não teria. Obrigada.


A edição é feita ao longo do dia. No final do dia de hoje, estará completa.

A cena de Brooklyn e a nossa cena

Acho bem que aches fixe, mas a questão que se impõe é esta: continuas a defender que os MGMT têm "talvez o melhor disco de 2008" ou os Yeasayer destronaram-nos com todo o mérito? Isto é tudo muito simples: os Yeasayer estarão no meu top 10, embora longe do primeiro lugar, e os MGMT provavelmente nem isso, apesar de gostar muito deles e de ter comprado o original. E eu, que tenho o maior gosto em escandalizar-me com o mundo, continuarei a fazê-lo enquanto vir listas que incluem os MGMT e que excluem os Yeasayer.


A minha primeira resolução do ano novo é esta: ou mudas de opinião ou podes devolver-me a garrafa de vinho que te levei no outro dia. Espero que não a tenhas bebido. Ou andaste a ouvir o Tom Waits?


Agora.


Daniel, escrevo neste momento na tua sala. Eu gosto da tua sala porque é quentinha e tu deixas-me andar descalça sem te queixares. Também me deixas escolher a música, o que é uma decisão sensata por parte de qualquer pessoa que me receba e que queira manter a porcelana intacta e os sofás sem rasgos. Não vou alongar-me sobre o assunto da tua sala porque era bem capaz de adormecer no sofá e eu tenho muito que fazer, como escrever esta merda e olhar para ti quando me estendes o chá e dizer-te “sem açúcar”. Daniel, enquanto tu fazias o cházinho na cozinha, eu quase acabei com as castanhas de caju. Mas tu não te importas, porque não sabes que eu estou a divertir-me às custas da tua electricidade e nas tuas próprias barbas (coisa que não aconteceria se as tivesses feito hoje).


Toda a gente acha que percebe a referência ao Nanni Moretti no teu post, mas eu sei que foi só para me chatear. Ai é, ai é? Então, tenho uma resolução de ano novo para ti: decorares a letra da 2080 tal como eu a decorei para poder cantá-la com o entusiasmo que ela merece. Quero isso tudo sabidinho depressinha. Encontramo-nos amanhã no Piolho à tarde, que lá até os maluquinhos passam por sãos e ninguém estranha.


Bom.


Essa música foi um dos meus vícios do ano, mas eu prefiro esta versão aqui abaixo. Primeiro: reúne uma data de gente num apartamento e, basicamente, podia ser a nossa passagem de ano; segundo: tem os dois ingredientes essenciais a uma música pop que se quer perfeita – coros e palminhas; terceiro: ouvir aqueles “yeah yeah” de peito aberto e em uníssono é muito libertador; quarto: a percussão é obtida com umas chaves aos encontrões a uma garrafa; quinto: vê-se um poster na parede que diz "tout va bien", o que é um irónico pano de fundo para esta letra; sexto: depois da 2080, cantam um outro tema, lindíssimo e inédito, de nome Tightrope; sétimo: o vídeo acaba com a vizinha a bater-lhes à porta, ou melhor, a tocar-lhes à campainha de dedo em riste e sem pudor, e a lembrar-lhes que a rambóia dos outros só interessa às pessoas que trabalham no dia seguinte no sentido de a quererem aniquilar.


Reparem bem nestes versos. Esta música não poderia ser mais adequada à minha geração (olá PL!) – mais coisa menos coisa, estamos todos fodidos (olá PL!). [A música começa ao minuto e 28.]



#87.2 - YEASAYER - 2080
by lablogotheque



I can’t sleep when I think about the times we’re living in,/ I can’t sleep when I think about the future I was born into,/ Outsiders dressed up like Sunday morning,/ But with no Berlin wall what the hell are you gonna do?
It’s a New Year/ I’m glad to be here/ It’s a fresh spring/ So let’s sing./ In 2080 I’ll surely be dead/ So don’t look ahead/ Never look ahead.


agora todos:


Yeah Yeah we can all grab at the chance to be handsome farmers,/ Yeah you can have twenty one sons and be blood when they marry my daughters,/ And the pain that we left at the station will stay in a jar behind us./ We can pickle the pain into blue ribbon winners at county contests.


Agora vou-me embora. Tenho de mandar fotografias de mulheres péladas ao marinheiro, que lá no alto mar não há com que se entreter. O chá estava bom, Daniel, tenho de cá voltar. Lá em casa não teria tanta piada: depois eu é que tinha de arrumar a louça no fim.

Eu Quero Ver (e quero mesmo)

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Em exibição de 8 a 12 de Janeiro no Cineclube de Aveiro/Cinema Oita.
design: menina limão.

uma cena contemporânea

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A Mulher na Lua, Fritz Lang, 1929

Como lidar com um homem cristão:

Jesus loves you, but you're still coming home with me tonight.*


*Des Ark

vamos lá ver se nos entendemos

No post anterior, não pretendi comparar o meu sentido de humor ao do Bruno Aleixo. Não pretendi incorrer num auto-elogio, mas numa auto-ironia. Sobre os meus episódios ocasionais de nonsense, não sobre o meu suposto talento para o humor. Era uma piada e uma piada, como é sabido, vale o que vale.

percebo que ando na lua quando fico a saber pelo jornal que:

1) abriu um espaço da moda na minha rua e eu nem aí - nem lá.
2) conheço (de raspão) um dos meninos criadores do Bruno Aleixo, aquele grandessíssimo cão, precisamente o senhor que lhe dá voz em vez de banho. Nenhum dos amigos que temos em comum me disse que ele era um cão nas horas pagas e eu acho mal, acho muito mal, porque lhe acho muitíssimo bem e desperdicei assim uma oportunidade para pôr à prova a sua capacidade de discussão nonsense, já que a minha é - dizem - insuperável. Já viram O Programa do Aleixo, não? É tão hilariante, aquilo é a minha cara. (A minha cara é hilariante?)