a urgência da fuga e os pés colados ao chão.

I get that leaving feeling
this time it's here to stay
I've been weighing up the pulling
and pushing me away.
the past is so heavy
but it's something I can't leave

and this future is so certain
it just pushes me to my knees.
(...)
the people that you love
they change when you leave them behind.
(...)
we all have dreams of leaving
we all want to make a new start,
go and pack a little suitcase
with the pieces of our hearts.

Stuart A. Staples - That Leaving Feeling (ft. Lhasa)


[roubado à ana, sem misericórdia. sei que este é um roubo violento, mas teve de ser]

VENDE-SE

Blog.


Na. Isso queriam eles. O que se vende são dois bilhetes para o concerto da Diamanda Galás na Casa da Música a 8 de Maio por (e aqui está a parte irrecusável) 20€ cada, ou seja, 5€ mais barato que o preço praticado pela Casa da Música actualmente.


Querem que repita? Não é necessário? Ok. Só mais uma coisita: pede-se encarecidamente a alguém da Máfia, também conhecida por Fórum Sons, que divulgue esta oferta do camandro. Alguém que lance um tópico por mim, sim? Obrigadinha.

Os Fragmentos de Tracy [Três Tempos fora de tempo]

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Por motivos alheios ao Cineclube de Aveiro, o filme desta semana não será o Caramel, mas Os Fragmentos de Tracy, que estará em exibição no cineclube de aveiro/cinema oita de 1 a 5 de Maio.
O Três Tempos esteve em exibição, mas eu esqueci-me de colocar aqui o cartaz.
design: menina limão.

WE'RE IN THE DIRTY BUSINESS (and you come asking for our services)

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Cravos, não sei, mas cravarem-nos músicas é na boa. Amanhã, dia 25 de Abril, a revolução faz-se não na Praça, mas no Clandestino, o que, convenhamos, é cool. Eu e o Pedro é que mandamos, mas daremos a ilusão ao Povo de que este é que rula. (Não é sempre assim?) Das 22h às 3h, let's get dirty (e depois podem continuar o serviço em casa).


O design do cartaz é do Pedro, as usual.
Sempre me surpreendeu e continuará a surpreender-me saber que ganhei leitores depois do polémico post sobre o Made In DeCA '07. Escusado será dizer que a surpresa é sempre boa.
Respondendo publicamente às perguntas que me foram feitas por mail, sabendo que há outras pessoas interessadas na resposta:


1. Sim, fui ao Made In DeCA.
2. End of story.


P.S. Pelos vistos houve um aluno que gritou "Cineclube" por mim, mas desta vez baixinho, na hora da atribuição dos prémios. Ninguém deve ter ouvido, mas a intenção teve pinta.

BEST OF dos e-mails recebidos [so far so good]:

Descobri pelo teu blog que és uma taradona. Se quero prosseguir?


(do Daniel M, claro está.)
Esperem lá. Isto quer dizer que eu agora já posso pôr pornografia à vontade?

E tu? Já me censuraste hoje?

Como já terão reparado, o meu blog agora pede-vos licença para abrir a porta. E vocês, senhores do vosso nariz, podem não deixar. Se deixaram foi porque certamente estão tão boquiabertos e discordantes quanto eu relativamente às novas condições de acesso, vulgo palhaçada.


Acontece que alguém com as "melhores intenções", denunciou o meu blog como tendo conteúdos reprováveis e, pelos vistos, a Blogger, contrariando os seus próprios Termos de Serviço (que podem consultar mais abaixo), censurou o menina limão sem verificar o fundamento da(s) denúncia(s) anónima(s), aparecendo agora uma página de aviso antes de permitir aos leitores optarem por entrar ou não no blog.


É inadmissível que qualquer idiota ressabiado possa denunciar um blog só porque sim e que a Blogger reaja automaticamente, mesmo que haja fundamento nas acusações. Este é o novo paraíso dos anónimos parasitas: colocar bandeirinhas nos blogs que os irritam.


Convido-vos a lerem parte dos Termos de Serviço:


"AFTER CAREFUL REVIEW, Blogger may remove content or place a content
warning page before viewing content deemed offensive, harmful, or
dangerous, such as:


Hate against a protected group
Adult or pornographic images
Promotion of dangerous and illegal activity
Content facilitating phishing or account hijacking
Impersonated user identity


We strongly believe in freedom of expression, even if a blog contains
unappealing or distasteful content or presents unpopular viewpoints.


Here are some examples of content we will not remove unless provided
with a court order:
Personal attacks or alleged defamation
Parody or satire of individuals
Distasteful imagery or language
Political or social commentary"



É possível ajudarem-me. Caso estejam interessados em fazê-lo, peço-vos que me enviem um mail para meninalimao @gmail.com, que eu explico. Muito, muito obrigada.

The Greatest

Não sei se perceberam, caros aveirenses, que o filme que estamos a exibir no Cineclube de Aveiro/Cinema Oita, o Garage, de Leonard Abrahamson, considerado pela crítica como o melhor filme irlandês dos últimos tempos, chegou a Aveiro antes do Porto. Pronto, era só para deixar isso bem claro. Ah. Termina hoje.

Catastrophe Keeps Us Together

O que têm em comum Sócrates, Ferreira Leite, Francisco Louçã e o sobrinho do Pina Moura, que foi meu colega na escola secundária? Resposta: estavam todos no meu sonho, ontem à noite. E a melhor parte foi que nos divertimos a valer no Parlamento e, à saída, o Louçã riu-se das minhas piadas, como se quisesse ser meu amigo. Ainda bem que tudo não passava de um sonho, não gosto de fazer desfeitas a ninguém.


(Experimentem passar cinco horas seguidas a aprender passos complicados de Jazz e de Lindy Hop - são capazes de conseguir alucinações do género.)

OH MY GOD! Será possível tamanho auto-retrato?!


Find a cure

find a cure for my life

Put a price

put a price on my soul

Oh my god

oh you think I´m in control

Oh my god

oh you think it´s all for fun

Find a cure

find a cure for her life

Put a price

put a price on her soul

Oh my god

oh you think I´m in control

Oh my god

oh you think it´s all for fun

Find a cure

find a cure for my life

Put a price

put a price on my soul

Build a wall

Build a fortress around my heart

Oh my god

oh you think I´m in control

Oh my god

oh you think it´s all for fun

Is this fun for you?

[Ida Maria, "Oh My God"]

Eu sei que apreciarás tanto quanto eu esta auto-ironia, por isso vamos lá marcar uma próxima sessão de DJing para nos rirmos de mim própria em condições.

I’m Not There
I’m Not Here
I’m Not Her


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I’m Not There é Cinema, assim mesmo, com cê maiúsculo. Anda por aí gente enganada, à espera de ver uma biografia, quando uma biografia não é compatível com Cinema. Ah, não se compreende tudo? Ah…E o que é que isso interessa? Nada. Querem outra palavra maiúscula? Genial.



P.S. raisparta a Cate Blanchett.

luto

A desgraça confirma-se. Está agendado para dia 31 de Maio o fecho dos Cinemas Cidade do Porto, o que equivale a dizer que a partir desse dia o marasmo cinematográfico será quase total, não vivêssemos nós já marasmo suficiente. Recentemente, foi a parceria Rui Rio/La Féria a levar-nos a dança contemporânea (alguém se mexa, porra!), agora é a impossibilidade da Medeia Filmes e da gestão do Shopping Cidade do Porto chegarem a acordo. Resta-nos depositar esperanças na rapidez de actuação do Teatro do Campo Alegre e do Cinema Passos Manuel em definir os seus papéis. O cenário podia ser mais negro se não coincidisse o fecho com os meses de habitual deserto geral, mas ainda assim só à custa de muitos palavrões e outras inflamações do discurso, vos poderia exprimir a frustração e a desolação que me consome. Não nos tirem o cinema alternativo, já chega de massacre. Comigo, pelo menos, é morte certa.

os Corações foram feitos para serem partidos

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Pressinto que Coeurs é um bom filme. Rectifico: eu sei que Coeurs é um bom filme. Talvez me arrependa da minha sentença, mas não posso fingir que não aconteceu: Coeurs irritou-me. Irritaram-me as minudências da língua francesa, algo inédito para quem costuma decretá-la a língua mais bonita de todas. Irritaram-me sobretudo os estereótipos, algo de que este filme não terá particularmente culpa, porque é o que fazem, regra geral, todos os realizadores nos seus retratos dos parisienses. Este é apenas mais um. No fundo, irritaram-me os franceses. Eles e os seus modos sempre muito educados, as suas vestimentas sempre imaculadamente fashion, a sua alta intelectualidade e cultura, ainda que os seus empregos e comportamentos o não previssem. Até a mulher que procura companhia masculina através dos anúncios dos jornais é linda, aparentemente bem sucedida e, voilà, lê um livro enquanto espera pelo fulano no qual deposita esperanças. Convenhamos. Os franceses, os parisienses pelo menos, não podem ser sempre este modelo irrepreensível de bons costumes, boa educação, boas fatiotas, eloquência q.b., manifesto cosmopolitismo.


Nesta altura do meu texto já me terei distanciado do filme, porque não poderei pintá-lo com esta linearidade que não tem: é claro que é mais intrigante que desinteressante que seja uma mulher linda e não o patinho feio a procurar companhia através de anúncios de jornal. É claro que a devassa religiosa nos diverte e ainda mais nos intriga. É claro que o argumento é interessante. É claro que os jogos de realização entre o interior e o exterior são muito bons: a câmara que sobrevoa e que trespassa os espaços, a neve omnipresente até nos lugares mais inusitados e todo o simbolismo subjacente.


Um filme que começa por sondar histórias em processo de ruptura e outras que se adivinham poder chegar a bom porto mas que, surpreendentemente, acaba na desolação total, sem um único finalzinho sorridente, dar-me-ia motivos para abraçá-lo. Um filme em que tudo se desmancha lentamente, em que os corações, todos eles solitários, vão submergindo ora gelados ora congelados, debaixo da neve que atravessa implacavelmente os cenários, até os interiores, teria tudo para eu adorá-lo. Mas não, apenas gostei medianamente, tendo chegado mesmo a irritar-me. Talvez eu estivesse num dia mau. Ou talvez não estivesse num dia suficientemente mau. Falamos em 2009.



Agrada-me este acaso: dois posts consecutivos totalmente independentes com fotogramas de filmes do Alain Resnais.

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O teu corpo tem a exacta medida dos meus braços.


Ímpetos homicidas e ressacas emocionais de domingo à tarde

Saio de casa à procura de ar (não percebo onde se esconde) e visto a minha cara mais triste (a verdade é que estou realmente triste). Ontem vi The Kills e a minha noite, entre o intenso e o surreal, acabou às oito horas da manhã. Algo se desmorona quando o domingo, já por si insuportável, começa às cinco horas da tarde. O tempo que resta para a chegada de um novo dia igual ao anterior custa ainda mais a passar. Não há o raio de um café aberto neste ascoroso domingo (demasiado) à tarde. Ao fim de quinze minutos a caminhar sob a luz branca acinzentada de um Porto adormecido, (a vida esconde-se no interior dos seus órgãos, como um pudor ou como um crime) e depois de ter sido exposta à história mais mirabolante e detalhada, com vista ao chamamento da minha comiseração (desculpa pá, mas tenho uma faca enterrada nos pulmões e os trocos que me chocalham nos bolsos são para pagar a minha última transfusão de cafeína antes de sucumbir à morte que espreita), encontro um café aberto. Merda, uma cara familiar. Se entrar, tenho de fingir que estou interessada em saber como foi a vida em Paris e eu estou absolutamente a borrifar-me para a vida em Paris, aliás eu estou absolutamente a borrifar-me para a vida dos outros. Muito me agradaria que o sentimento fosse recíproco e me deixassem em paz. Portanto, ainda não é desta que me sento a fingir que leio o Pastoral Americana, quando a verdade é que penso na miséria emocional onde me esmigalho e na possibilidade tão tentadora de destruir por completo a vida de alguém cuja existência me é insultuosa. Quando penso nela, sobe-me à boca um sabor a vomitado, com travo a coração tragado vorazmente e mal mastigado que se revolve no estômago. Tenho o poder de arruinar uma vida e não o faço. Ter princípios é uma chatice. Uma pessoa tem de se armar em adulta de absoluta rectidão e reprimir os ímpetos homicidas em nome dos valores e do respeito por nós próprios. Não deixa de ser uma ironia: o que me parece auto-desrespeitoso é enterrar estes segredos comigo depois de passar a vida enterrada neles e entretanto fingir a mais tranquila normalidade. Entrei na Fnac, claro, como se tivesse outra opção. Está uma velha a tossir imparavelmente, na mesa atrás da minha. Acalmo a minha vontade de lhe curar a tosse a murro. Antes de me sentar à mesa do café, passeio a tristeza entre os livros e os meus olhos imobilizam-se sobre o nome Filipa Leal. O Problema de Ser Norte. Leio alguns poemas, são bons. Abro a página inicial e deparo-me com um selo de um cêntimo nela colado. Vou imediatamente verificar se os outros exemplares também o têm. Não têm. Alguém se deu ao trabalho de colar um selo com cola (porque não era adesivo) num livro à espera de ser vendido. Não podia deixá-lo na banca - impensável ignorar a possibilidade de uma tentativa de comunicação abandonada à sua sorte. Os motivos que terão levado alguém a fazê-lo terão sido os mesmos que me levaram um dia a escrever um poema para depois deixá-lo na mesa de um café. Gosto de pensar que foi posto no lixo com os pacotes de açúcar e os guardanapos, tanto quanto gosto de pensar que alguém o recolheu e guardou. Apagaram as luzes do café da Fnac. Estou a ser expulsa. Já não bastava esforçar-me por não expulsar a doença pelos olhos. Vejo-me então obrigada a arrastá-la entre os recortes dos prédios, à cadência dos empurrões do vento. Vim de tão longe para ler e não li nada. Não é possível ler em casa. Aliás, não é possível fazer nada em casa. O reduto de muitos é o sufoco de outros.

forget about less is more, just bless me whore

Quanto mais bato no blog, mais o blog gosta de mim.

The Devil's Work

Atentem: no dia em que eu excluo do meu blogue a imagem que ultimamente me trazia centenas de visitas diárias, os números das minhas audiências baixam para 666.

How strange, innocence.

Admiro tanto quanto desprezo a inocência dos que nunca amaram. Acreditam compreender a importância do passado para o outro, mas é precisamente aí que falham: não é passado, é presente. Sempre.


Night is falling and i'm falling too

like plans falling through

Summoned up the spirits

some I wish hadn't come

Now night has fallen

But love is not a ghost, it's alive, alive-oh

Love is not a ghost it's alive, alive oh-oh

Love is a ghost, words on your lips

But the lie your eyes betray

The sun is rising, I'm rising too

Rising to meet you all

The night I wear is your only clue

To my next fall

She walks streets broad and narrow

And I walk with her

Singing love is not a ghost it's alive-alive oh

The Sound, Love Is Not A Ghost

Também te amo.

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© Jessica Dimmock


Go to hell
Fuck you
I love you
I love you too

[Lisa Germano, Red Thread]

Zona de Guerra

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Em exibição no cineclube de aveiro/cinema oita de 10 a 14 de abril.
design: menina limão.

É assim que pretendem boicotar os Jogos Olímpicos? A fazer corridinhas ao meu blog?

Dizia eu, antes de interromper a emissão da limonada, que ando com umas audiências malucas desde sexta-feira: chegaram a ser quinhentos os brasileiros a vir aqui diariamente sempre por causa da mesma imagem, o cartaz original d'O Sabor da Melancia. Fiquei muito aborrecida, uma chatice. Tratei de eliminar o poster e escusam de fazer beicinho, na minha casa ainda mando eu. Parece-me ofensivo que alguém venha à casa da Limão procurar pelo sabor da melancia e, além do mais, estou muito zangada com os brasileiros por causa do acordo ortográfico. Xô.

Dreams are of the body

Há dias sonhei que tinha voltado a fumar, mas não da mesma forma. Não voltara ao estádio anterior: fumava como nunca fumei, comendo cigarros uns atrás dos outros. Há anos que não me lembro dos meus sonhos com regularidade e dos poucos que a minha memória mantém ao acordar, sai-me este. Acordei angustiada.

you've got to go straight ahead

Todos as noites passeio os meus fantasmas regulares na intermitência luminosa dos candeeiros. Furo o silêncio das calçadas com o compasso das minhas dezenas de respirações em uníssono. Não há solidão maior do que a que se faz acompanhar de fantasmas. Estranho, isto. Quanto mais povoado é o homem, maior a sua solidão.

[Today I will step out of your past]

O post do fim-de-semana está do outro lado da linha, não deste.

de nadinha [in a peculiar way]

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Marianne Faithfull em Made in USA, de Jean-Luc Godard


[classificação: post deliberadamente ininteligível, excepto a uma meia-dúzia de sortudos e/ou perspicazes. a emissão é retomada dentro de momentos.]

e ainda me acusam de ser radical

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Criação do (imperdível) Baggio Geodésico.

Abençoado sejas Nosso Senhor Cineclube [somos os maiores lá da terra]

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Em exibição no cineclube de aveiro/cinema oita de 3 a 7 de abril.
design: menina limão.

Do I know you, Lady?

Quem foram as meninas que interpelaram o Guedes no Fest-i-Ball, no fim-de-semana passado, em Lisboa, dizendo que o viram no "blogue da menina limão"? Hum? Não me digam que eu acabei de contribuir para a vida sexual do gajo. E eu, e eu?