contos da derrapagem #2 - ou como ela se viu com dinheiro e foi às compras

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Cadernos,
Nijinski,
Assírio e Alvim



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Trouble
Every
Day,
Claire
Denis



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Sicília!,
de Danièle
Huillet &
Jean-Marie
Straub


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Boy
Meets
Girl
[Paixões
Cruzadas],
Leos Carax



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Elogio
do Amor,
Jean-Luc
Godard




e terminadas as
compras, ficou a
sonhar com o
que está para vir...

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Roubei um post à lebre. Teve de ser. Mas é que teve mesmo de ser. Roubei-o para mo auto-dedicar. Duas pessoas perceberão especialmente bem este roubo. E são essas mesmas pessoas a quem também o dedico, sem as nomear.
*
*
*
*
*
*

Mudemos de casa; porque é preciso
arrumar as dores de outra maneira,
certificarmo-nos da existência do corpo
em novos lençóis, voltar a ter ilusões,
lugar propício para a curiosidade
de alguns que nos fazem acreditar
que a vida é um amplo anfiteatro
para as mãos.




jorge gomes miranda


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Querida Wendy

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Em exibição no Cineclube de Aveiro/Cinema Oita de 29 de Novembro a 3 de Dezembro.


design: menina limão.
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tão poderosa que vais desejar ter a quem dedicá-la

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© boobookittyfu




There's a look on your face I would like to knock out
See the sin in your grin and the shape of your mouth
All I want is to see you in terrible pain
Though we won’t ever meet I remember your name


Can't believe you were once just like anyone else
then you grew and became like the devil himself
Pray to God I think of a nice thing to say
But I don't think I can so fuck you anyway



You're a scum, you're a scum and I hope that you know
That the cracks in your smile are beginning to show
Now the world needs to see that it's time you should go
There's no light in your eyes and your brain is too slow



Can't believe you were once just like anyone else
then you grew and became like the devil himself
Pray to God I can think of a nice thing to say
But I don't think I can so fuck you anyway


Bet you sleep like a child with your thumb in your mouth
I could creep up beside put a gun in your mouth
makes me sick when I hear all the shit that you say
so much crap coming out it must take you all day


There's a space kept in hell with your name on the seat
With a spike in the chair just to make it complete
When you look at yourself do you see what I see
If you do why the fuck are you looking at me



There’s a time for us all and I think yours has been
Can you please hurry up cos I find you obscene
We can’t wait for the day that you’re never around
When that face isn’t here and you rot underground



Can’t believe you were once just like anyone else
Then you grew and became like the devil himself

Pray to god I can think of a nice thing to say
But I don’t think I can so fuck you anyway
So fuck you anyway

Archive - Fuck You


de volta à carga

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Por um extraordinário desígnio do demo, esta abensonhada* exposição volta a estar, impudicamente, aos olhos do povo. Consta que o Mercado Negro não se fartou. Consta que gosta de torturar o povo com coisas bonitas (a poesia, a poesia). Por conseguinte, foi então acordado que a tal, a da blogosfera portuguesa, teria mais tempo de antena, saindo de cena, definitivamente, daqui a duas semanas.


Exposição Poesia Quase Anónima – a poesia da blogosfera portuguesa




Selecção dos poemas
Mercado Negro


Design e ilustrações
Menina Limão


descrição, morada e autoria dos poemas: aqui.


*Mia Couto
Noites há em que uma pessoa quer abanar o corpinho até ao nascer do sol e ninguém atende o raio do telefone.


etiqueta: este blog curte rock no degredo do Tendinha e há que manter a tradição.

little peter, little peter, you're a BIG boy now!

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ain't that right?








rápi bersdéi honey! shall we dance?





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(you were the one who said you reeeeeally wanted to come in)

O Capacete Dourado

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Em exibição no Cineclube de Aveiro/Cinema Oita de 22 a 26 de Novembro.


design: menina limão.

confirma-se: eu tenho uma história.

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(ouvi dizer que esta será a minha prenda de Natal da tóxica)

era mais ou menos assim

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argh! o qué isso, pá?

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Afinal, não foi o Tiago que me mostrou a pilinha lá no ginásio da escola. Foi o Pedro. Chegou às meninas e disse: taram, cá estou para vos mostrar o que é bom.


Passo a explicar: o Pedro aceitou ser o gaijo da semana, isto é, aceitou participar numa orgia com as meninas. Para quem andava distraído, agora é assim: somos as meninas e moças, cachopas e gaijas... e às vezes ele, o que significa que concedemos o privilégio divino a sujeitos do sexo masculino a postar no nosso espaço selecto por períodos de uma semana de labuta intensa.
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menina limão por António Carvalho, versão censurada


Shyznogud. Ela realmente não augura nada de bom. Quer saber com que me entretinha eu na época da grande inocência, quando ainda era bem visto mostrar as cuecas. Com que brincadeiras me ocupava em criança? Hum.


Já não pertenço àquele tempo em que se brincava na rua e se empurrava os putos pela ribanceira abaixo. Nasci na cidade, o infantário ficava no segundo andar e o ATL estava à proximidade de uma rua perpendicular. A escola primária, essa, ficava pouco mais longe. Mas não havendo pátios em caminho para jogar ao berlinde, nem grandes áreas verdejantes para correr e fazer o pino, o pessoal contentava-se com as paredes domésticas e as das escolas onde era obrigada a passear as fatiotas.


Ora bem. Do que eu gostava era de ser tirana. Gostava do poder e do exercício do mesmo. E, como tirana, eu safava-me bem. Garante a minha mãe, que ao contrário de mim nunca mente, que eu alinhava todas as minhas 20 bonecas no sofá da sala e desatava à bofetada. Trra-ta-ta-ta-ta-ta-ta-tau! Aquilo era distribuir bordoadas irmãmente. E barafustava, tinha verdadeiros motivos para lhes puxar os cabelos e esmagar-lhes as cabeças. Ainda hoje do que eu mais gosto é de descarregar a minha raiva nos outros. Mudei de método, claro. Desatar à tareia era capaz de trazer algumas consequências menos agradáveis para o meu lado. Para exercer a minha tirania, também me disfarçava de professora. Fazia ditados às minhas amigas, que eu sabia que escreviam mal, para ter o prazer de corrigir no fim. Também mandava fazer desenhos, porque eu tinha a mania que eu é que era a artista.


Na escola, tinha três brincadeiras preferidas: matar minhocas, adaptar músicas da moda, reescrevendo-as a começar com “saí de casa, blá blá blá…” (o sonho continua) e fazia o pino na parede. Tentava ir sempre que possível de saia, para mostrar as cuecas. Para pinar mostram-se as cuecas, não é? Bom. Lembro-me de certo dia estar eu e uma amiga nesses preparos, que é como quem diz uma ao lado da outra de pernas para o ar e cuequinha à mostra, e passar uma professora e exclamar “que pouca vergonha!”. Com toda a razão.


Contudo, aquilo que eu mais gostava de fazer era beijar miúdas. Todos os pretextos eram bons. Brincar aos médicos, por exemplo. Se eu fosse a médica, podia salvar a minha amiga do afogamento e tinha direito a exercer a preciosa respiração boca-a-boca. Se eu estivesse em apuros…bem, não preciso de continuar. Eu gostava de estar em apuros. Entrava no consultório e dizia “ó doutora, tenho uma dorzinha aqui…não, aí, não, aqui, aqui…”. Sabidolas. Desde pequena a torcer o pepino. Bom. Eu sorrio comprometedoramente sempre que alguém me pergunta quando dei o meu primeiro beijo. Agora já sabem porquê. Lembro-me que fiquei muito desapontada quando a minha principal companheira das beijocas se armou em adulta ou lá o que era e me disse “não, temos de parar com isto, já não somos crianças”, ao que eu respondi “não, eu acho que é ao contrário! Agora que somos crescidas é que devíamos fazer isto mais vezes!”. Eu é que tinha juízo. Alguém me imagina quietinha no meu lugar, santinha aos olhos de Deus? Não desisti da catequese para ficar de mãos atadas. Oops. A verdade é que fiquei muito deprimida quando, já adulta e em conversa com as minhas colegas, percebi que nem todas as miúdas eram assim. Mummy, there’s something wrong with me!


Resumindo, as minhas ocupações passavam por ser tirana, dar tabefes, mostrar as cuecas e beijar miúdas. Graças a Deus, os putos hoje têm Playstations.


1.Considero-me oficialmente deserdada.
2. A foto é o melhor retrato que alguma vez fizeram da minha pessoa, o que por um lado é triste.
3. Quero muito saber com que se ocupavam determinadas pessoas na infância. Tenho cá um pressentimento de que a Rita, a Saturnine e a Menina-Alice eram naughty q.b. e, por isso, serão obrigadas a contar.
E quero muito saber o que fazia o Tiago Galvão. Uma dúvida me persegue desde que soube que somos da mesma faixa etária. Diz-me, Tiago, foste tu quem me mostrou a pilinha no ginásio da escola, quando o professor te disse para me acompanhares lá fora porque eu me sentia mal? Tu sabias como animar uma miúda.
Eu: Como pode ela achar que não vou com a cara dela?!
Ele: Tu não tens noção da cara carrancuda que fazes às pessoas...
Poema escrito por Genesis P. Orridge, da banda Throbbing Gristle, que Ian Curtis sabia de cor, sendo uma das suas músicas favoritas, e que cantou ao telefone a Genesis na noite em que se matou.


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Weeping


I want to make you happy just a little
I want to find you something which is certain
I found nothing lying, weeping, bleeding
You never saw me weeping on the floor


It’s impossible to advise anybody
Be courageous, take it easy, just show trust
Be reasonable, be an old ghost weeping
You didn’t see me weeping on the floor
You didn’t see me weeping on the floor


My arm is torn open like a wound
My universe is coming from my mouth
I spent a year or two, listening to you
Descrediting myself for you
You didn’t see me on the floor weeping
You didn’t see me lying by the door
You didn’t see me swallowing my tablets
You can’t look inside my eyes no more


Weeping weeping weeping


We created cars to fight for space to be in
We created work to waste our time
We created love, so one can be the victim
We all need as a result, we all need love
But don’t know what to do with it
What’s the sense of a situation we can’t fight
It’s alright when you both want to fight
But when one of them doesn’t want to fight
It’s the end of love.



Just looking at the first degree burns
I’m weeping (I can’t sing a song like this)
Weeping
You didn’t see me weeping on the floor
You didn’t see me lying on the floor
You didn’t see me weeping on the floor
Alone on the floor


I’m basically nothing like this
We’re all on the floor
I don’t want to carry on
Except I can’t even cease to exist
And that’s the worst


Mojo, Fevereiro 2007

à flor da pele

countdown: 43 minutos para ver aquele que será, de certeza, o meu filme do ano.


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Death to everyone is gonna come.

As pessoas aborrecem-me. Junto da minha metade esquerda, exibem-se três espécimes de testosterona em estado vegetativo-animalesco. Competem entre si invocando altas doses da mais refinada treta. Quanta virilidade. Engrossam a voz. Aclaram-na. Ardem por impressionar-me. Entre mim e o espécime do lado, existe um banco vazio. Nele pouso a minha mala e os meus livros, o que leva o espécime da frente a aconchegar os seus pertences para junto de si, como se interferissem com os meus e ele quisesse assegurar o meu absoluto bem-estar. Nitidamente, deseja foder-me. Todos eles. No seu Carnaval de costumes, cada um enverga a fantasia à medida das suas hormonas.


Eu visto saia. Visto meias transparentes e rendilhadas. Vou descruzando a perna sob a tutela de olhos enviesados. O meu livro laranja combina com os meus sapatos e isto para eles é um fashion statement. Eu digo ser um intelectual statement e eles julgam que concedo pinocada desbragada com direito a rompimento selvagem de meias. Eu digo ‘sou eu e os meus cacos’ e eles distribuem entre si palmadinhas excitadas e risadinhas histéricas: ‘isto promete’. O gajo do lado dá o polegar ao da frente para este chupar e vai sussurrando ‘bebé’. O bebé masturba-se tempo suficiente para dar cabo do dedo do outro que não dá pelo seu polegar ensanguentado e esburacado porque tem outro gajo a chupá-lo verticalmente abaixo. Olham-me intrigados, procurando a minha aprovação. Com a ponta da caneta faço um furo nas meias a 7cm da virilha. Guincham que nem macacos domesticados. Furo-lhes os olhos. ‘Agora, fodam-se cegamente’, ordenei. Aninhei-me na cadeira, retomei o meu livro. As pessoas aborrecem-me.



Bonnie 'Prince' Billy - Another Day Full Of Dread
Anda uma pessoa a achar que colapsa por não saber a quem emprestou o precioso Mulholland Dr quando dá pela falta do (oh não.) Amantes Regulares.


(ultimato suicida: ou mo devolvem imediatamente ou compro outro)

cenários muito nossos.

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Tinha o contorno dos lábios esborratado como um desejo que alastra.
O trabalho foi aquilo que o homem achou de melhor para nada fazer da sua vida.
Manifesto Contra O Trabalho, Grupo Krisis


Como eu quis comprar este livro, hoje. Lê-lo como uma manifestação efectiva contra o trabalho. Mas não tenho dinheiro. Porque não trabalho.


Me and you

I better laugh in 20 years from now

with some perspective and dedication

I will find somebody new

It better be someone special

He Better be coming very soon

It better be for real this time

Oh I know, it always was with you

You or no one

I hope I'm wrong before I die of boredom

I want more than

days and nights when I amuse

myself alone

He better be someone special

He better be devoted just like you

It better be for real this time

Oh I know, it always was with you

Friends forever, oh no

another girl will change your mind

in less than half the summer

So before you fall in love, I wonder

when you asked for

something that I couldn't give you

more of

Me and you

I talk as if it's now but nothing is new

She better be someone special

She better be more in love than me

And if I was your brightest hour

she is now, as far as I can see

Anna Terheim - Better Be


elas andam aí, nas casas, nas ruas, nos montes [novembro]

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Agenda cultural do Mercado Negro - design: menina limão.


Fora de Aveiro:


Porto
*Piolho
*Passos Manuel
*Maus Hábitos
*Maria Vai Com As Outras
*Gato Vadio
*Contagiarte


Coimbra
*Tropical
*Feito Conceito
*Quebra-Costas
*Mau Feitio
*XM


(quem me disse que podia levá-la para Lisboa que se acuse, que eu tenho memória de peixinho)

Lady Chatterley

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Em exibição no cineclube de aveiro/cinema oita de 15 a 19 de novembro.
design: menina limão.
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Queridas. As maminhas das mulheres que comemos são sempre assim. É impossível ver nelas qualquer maldade.


O Amor É Fodido, Miguel Esteves Cardoso, Assírio e Alvim



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Foto-prenda da a. (le temps des cerises)

A perfeição no cinema é conseguir mostrar os rostos a respirar para dentro, num cenário que, instintivamente, os obriga a respirar para fora.

(disse em tempos a sempre sábia) Rita

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Persona, Ingmar Bergman

auto-ironia precoce

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insónia com Lágrimas e Suspiros

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O pêndulo do relógio imóvel é uma visão olhos dentro na hora da morte. O cérebro é um botão off das tormentas de um corpo turbulento e ela sabe que o descanso derradeiro é iminente como um dedo próximo do interruptor. Eu sei desta história porque o meu cérebro só activa a função on. Tento distraí-lo, com narrativas impressas em papel, do coração que teima em electrocutar. Astuto, infere as doses certas apenas em medida suficiente para que pareça prestes a ser esmagado por um tijolo de nervos repuxantes em sucção moderada.


Encontro-me em casa estranha, remetida à segunda divisão do corredor, sem direito ao átrio comunitário. Invejo demoradamente os motores alheios em descanso. Entendo: o meu persiste em trabalhar por falha no travão de mão.


Na minha própria narrativa, o pêndulo é substituído por três portas que vedam o acesso ao parque de estacionamento cardíaco. Do ofício de permanecer desperta a desoras, sempre se impõem as bifurcações: ou o monstro de almofadas enganadoras, onde insistimos no melhor lado para esmagar o coração*, ou a luz morta do candeeiro sobre Lágrimas e Suspiros de um Bergman incansável perante um pêndulo imóvel.



*ideia reformulada a partir de Carlos de Oliveira

dia de glória com convite para o Inferno

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Três dias ausente do mundo virtual, a conviver intensamente com Bergman, regresso fazendo uma incursão ao mail que aberto prega: Myspace Friend Request - Mário Cesariny would like to be added as one of your friends! Hesito: se aceitar tenho de ir já jogar xadrez com o gajo ou posso esperar até honrar a minha calculada esperança de vida?


E o convite...faz de mim um anjo caído?
[bochechas rosadas]Em tempos esteve ali abaixo publicada uma coisa muito muito muito feia.[/bochechas rosadas]
Tenho um segredo que nem ao postsecret me atreveria a contar.
a visão distorcida


love is easy
if you try
love and be happy
do no cry
life depends on love
[Bert Jansch]


a visão torcida


Love’s an excuse to get hurt
and to hurt
do you like to hurt?
I do, i do
Then hurt me
[Bright Eyes]

Página do livro das sentenças?

Hoje sonhei com o Jack Bauer. What the fuck is going on?!
Acorrentada na minha outra casa, respondi com a 5ª frase completa da página 161 do livro mais à mão e acorrentei a única pessoa que fazia sentido acorrentar.


Pelos vistos há uma qualquer apanha do limão e como gosto das duas meninas que se dedicaram à causa e como o livro mais à mão de momento é o que ando a ler, faço novo post em casa própria.


Ele detém-na. Diz e rediz o seu nome.



(Dependência)
Ingmar Bergman, Lágrimas e Suspiros/Persona/Dependência, Assírio e Alvim


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Dependência, Ingmar Bergman, 1971


Posso fazer batota? Eis o que aparece mais abaixo:

Perdoa-me, diz ele. Perdoa-me, perdoa-me, Karin. Agora somos um do outro. Neste momento, agora. Karin diz: sim, sim, agora, somos um do outro. E por breves momentos, é verdade.

Ingmar Bergman, Lágrimas e Suspiros/Persona/Dependência, Assírio e Alvim

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Fängelse [Prison], Ingmar Bergman, 1949

ALTO! PÁRA O BAILE! O CINECLUBE DE AVEIRO/CINEMA OITA REABRE NA QUINTA.


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fotografia e design: menina limão.

Conto com vocês, meus caros visitantes aveirenses (que pomposo), para passarem a palavra e, essencialmente, para estarem presentes num dos habituais cinco dias de exibição. Reabrimos em grande, com o Mysterious Skin, um dos filmes do ano.

partir

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Arrumar nas artérias os monstros que não cabem nos bolsos.


(para a Liliana Garcia)

P.S.

O meu blog não é um diário de dor. Aliás. O meu blog não é um diário.

nha nha nha nha nha

A caminho do restaurante fast-food, passo pela Bertrand e compro o Traições, do Philip Roth. Por 2,61€. 69 cêntimos mais barato que o meu jantar de plástico. Acho que lhes passei a perna com estilo. Aquele preço só pode ser um tremendo engano.

BAÚ - um ano de colaboração com o Mercado Negro

logotipo da associação cultural Mercado Negro.


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Organização de um ciclo de cinema (filmes adaptados de grandes obras literárias) e design do cartaz.

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Design da agenda cultural mensal. Esta foi a primeira (ver mais imagens aqui) e a preguicite aguda tem-me impedido de publicar as seguintes. Publicarei a de novembro em breve.


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Exposição Poesia Quase Anónima - a poesia na blogosfera portuguesa. Selecção dos poemas pelo Mercado Negro. Design e ilustrações por mim (sim, não me esqueci da promessa de publicar as ilustrações, para além do cartaz).


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O meu modelo fotográfico não parece mas é grande.

epígrafe

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