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Por aqui, não sei se a brisa me incomoda ou convém. No calor das quatro paredes, os corpos alheios ocupam-se e não pensam.
Da distância que me separa do muro que rodeia a casa, há sobretudo flores. Podia falar delas, mas não me emocionam.


Lá dentro não se respira bem. Também não se respira melhor cá fora. Algures noutro canto do mundo, o meu amor embala as suas tormentas no regaço de outra mulher. É tão fácil enredarmo-nos nas mentiras que tecemos, um sorriso logo ali tão fácil de colher. Olha, amor, o calor de outra mulher. Faz-nos tão bem. Creio que já nem o frio nos discerne como dois – somos uma só tristeza a apagar-se no escuro.


(escrevo com a faca junto ao peito, se inspiro demasiado expiro demasiado e espeta-me, devo escrever de um fôlego)


Eu não estou capaz. Não estou capaz de emprestar-me. Sei como parecem reconfortantes os empréstimos à falta de entregas. Quando te deitas, quantas pessoas levas para a cama?


Deves distrair-te do nosso amor doentio. A doença consome-me devagarinho e nunca me mata totalmente. Uma pessoa tem que ficar por aqui a sobreviver aos caídos. A minha ocupação diária: sobreviver.


Cheira a podre. O nosso amor cheira a podre. Amor, vês o meu braço? Já não tem carne, o tempo comeu-a. Esse monstro escrito continuamente a cinzas.


Amar-te é uma ocupação mortífera. Mataste-me. Agora que estou morta, escrevo.


As mortes dão frutos.
Lamento desiludir-te, Rita, mas não consigo eleger cinco filmes preferidos. Creio que os únicos tops que alguma vez conseguirei fazer, seja qual for a área visada, são os tops do ano.
Posso, contudo, afirmar duas certezas: nesse top constariam filme(s) do deus Wong Kar-Wai e o Eternal Sunshine Of The Spotless Mind, do Michel Gondry.


adenda - reiterando a total incapacidade de escolher apenas 5 filmes preferidos, sei de outros 3 que estão no top "qualquer coisa numérica":


Amateur, do Hal Hartley
Aurora, do F.W.Murnau
Fahrenheit 451, do François Truffaut

baile dos Fol&Ar, na ESMAE (Porto)

Caracol da Graça (Mazurca)






O vídeo chegou-me aos olhos via mail, por parte do Hugo, dos Fol&Ar, a quem muito agradeço. Eu que queria tanto ter um vídeo em que estivesse a dançar uma mazurka, tenho agora um vídeo que me oferece muito mais do que isso: nele danço uma mazurka com aquela que é uma das pessoas com quem mais gosto de dançar mazurkas e ao som de uma das mais belas mazurkas de sempre, a Caracol da Graça, dos Fol&Ar. É fácil perceber quem sou: eu e o meu par somos um autêntico semáforo entre a multidão, ele de vermelho, eu de verde (com uma exemplar sabrinazinha branca) e somos quem inaugura a pista, quando o vídeo ainda não se manchou de cor.
Das coisas que me faltam, poder tomar cafés rápidos é uma delas. Desde que regressei ao Porto, acabou-se o ritual do telefonema seguido de encontro passados cinco minutos, com retorno a casa meia hora depois. Esses cafés rápidos são essenciais para a minha saúde mental, existem para me aliviar, por um bocadinho que seja, do trabalho ou de um qualquer outro naufrágio em período de pouco tempo livre. Agora, todos os encontros são devidamente planeados com antecedência, marcados o dia, a hora, o local, para se que se possa pôr alguma da conversa em dia. Restam-me os cafés rápidos comigo mesma.

e não é que sou mesmo?

crónicas da publicidade infeliz: o povo assegura ao rapazito que este renderá sempre no colchão.

coisas que nos assaltam quando regressamos à velha casa e nos vemos obrigados a remexer nos cantos votados ao pó:

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12 anos de correspondências.


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Bilhetinhos traficados nas salas de aula. Sentenciados ao lixo.

a acidez da limão segundo a toxicidade

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A biologia sem design da menina tóxica.

shit

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o meu herói

Adoro ver um gajo fazer apreciações estéticas acerca do físico de outros gajos. Nesta casa, isso é ser-se macho.

Se eu fosse um vídeo #2

Beirut - o dilúvio nos olhos ao minuto -3:11

***

agora outra história: certo dia, cai na minha caixa de correio electrónica uma prenda do José Bártolo: um post não oficialmente dedicado a mim. Não sei como é que esse senhor sabia que eu deliraria, mas tinha de sabê-lo porque foi demasiado certeiro. Esse vídeo, Nantes, emociona-me ainda mais que o Neon Bible versão elevador dos Arcade Fire e isso era, no mínimo, muito improvável.

(parece que a rendição é generalizada, de repente há meia blogosfera a postá-lo.)


Nantes, versão escadas


amanhã, sexta

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http://www.myspace.com/seanrileymusic


Os Sean Riley & The Slowriders são muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, bons. E são portugueses.


Diria mais: são, a par dos Les Baton Rouge, do melhor que se faz por cá, estando ambas as bandas ao nível do que se faz lá fora. Não há dia que passe em que não ouça a Harry Rivers (3ª música do myspace) - é absolutamente linda.

hoje, quinta

indo eu, indo eu a passar pelo liceu, atravessa-se-me um gajo à frente e oferece-me um presente:
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Era um rabo com um denso tufo de pêlos a toda a extensão do rego. Obrigada, mas não. prefiro refeições menos indigestas.

Joseph Gordon-Levitt

Flor selvagem.
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ou o progressivo polimento de uma pedra preciosa.
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Aulas de condução em Aveiro

Ter de apanhar o comboio para poder andar de carro.

aviso

Estava há tantos meses a planear escrever sobre o Louis Garrel, que curei a barriga de misérias à grande e à francesa com um enjoo de posts sobre o rapazito. Acho que a fronha laroca combina bem com o meu fundo rosa.
[Christophe Honoré sobre Louis Garrel, a propósito do seu anterior filme Em Paris, em entrevista ao Y, a 3 de Nov’06]


Y - Escolheu Romain Duris e Louis Garrel por serem diferentes, porque queria investir o par de irmãos dessa diferença? Já afirmou que Garrel pertence ao cinema da Nouvelle Vague, que é um actor de outro tempo, ao passo que Duris é um actor contemporâneo.
H - São dois actores com os quais já tinha trabalhado. Louis tem qualquer coisa que pertence a outro cinema. É um rapaz dos dias de hoje, muito sedutor, etc., mas tem-se a impressão de que escapou de um filme de [Jean] Eustache. O seu lirismo, a forma como consegue ser bastante aéreo é qualquer coisa que é bastante inesperada, hoje. (...)


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Domicílio Conjugal, de François Truffaut, 1970, com Jean-Pierre Léaud


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Em Paris, de Christophe Honoré, 2006, com Louis Garrel


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Jean-Pierre Léaud, em Domicílio Conjugal, de François Truffaut, 1970


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Louis Garrel, em Os Amantes Regulares, de Phillippe Garrel, 2005


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Jean-Pierre Léaud, em Domicílio Conjugal, de François Truffaut, 1970


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Louis Garrel, em Canções de Amor, de Christophe Honoré, 2007


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Jean-Pierre Léaud, em Domicílio Conjugal, de François Truffaut, 1970


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Louis Garrel, em Canções de Amor, de Christophe Honoré, 2007

para efeitos de enjoo, ainda não escrevi o suficiente sobre o assunto (eu avisei)

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Christophe Honoré tem uma fixação por Garrel. Ninguém o desmente e ninguém afasta dos meus pensamentos a ideia de ser uma certa rendição homossexual. Honoré põe e dispõe, usa e abusa do corpo de Garrel, não resistindo nunca a mostrar grandes planos do seu rabo ou do seu Garrelzinho (cutchi cutchi, eu sei). Este é o primeiro filme em que tal não acontece. Como que a proteger-nos e a proteger-se: um pudor inédito em equilíbrio com uma tremendamente cena homossexual de inédita beleza.

o inédito na (in)Estética homossexual masculina

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Onde Chansons d’Amour se destaca é onde vence esmagadoramente: quando marca o Cinema com a única cena homossexual bonita (leia-se esteticamente agradável) entre dois homens. Méritos de realização? Alguns. Mas o contributo-mestre é de Garrel, com o seu rosto estranho e original, enigmático e intrigante, algo efeminado, algo aluado, algo ambíguo e verdadeiramente apaixonante. Um rosto de ficar vidrada até ao vício incontrolável. Um actor começa por ser um corpo – há quem precise de trabalhá-lo e há a quem baste respirar para desenhar poesia no espaço.


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Louis Garrel, o amor, o amor

Chansons d'Amour não é o desastre que eu temia, nem é a boa surpresa pela qual torcia. É um musical que viveria melhor sem as músicas, o que significa que falha o seu objectivo principal. Desenvolve, no entanto, uma história bem oleada à custa de um rol delicioso de bons actores (uma mistura de Os Amantes Regulares e de Em Paris, tendo Garrel como charneira), mas essencialmente à custa daquele que é hoje o actor mais excitante e intrigante de uma certa geração, o Louis Garrel, pois. E porque eu queria há muito tempo falar desta minha total devoção por ele, aviso que engendrei uma série enjoativa q.b. em homenagem ao menino mais sexy deste enfadonho mundo de rostos monótonos.

Fornicar ao som dos Fol&Ar*

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Surripiado da minha segunda casa.


*é preciso imaginar que a música ainda se ouve, claro. problemas técnicos! (vá-se lá perceber porquê...)

Matt Berninger, o Half Nelson da música

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1. A realidade é feia e estranha e estúpida e às vezes está-se bêbedo e dizem-se coisas imbecis e magoa-a pessoas. E tem de se pôr isso nas canções – e depois dar-lhes um abraço.


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2. (…) só posso adorar um homem que mostra como as pessoas têm desejos e inseguranças e se comportam como anormais.


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3. O Alligator tinha muito disso, estava cheio de versos embaraçosos, de alguém que está posto num posição muito absurda. (…) O Alligator era mais desesperado. Boxer é mais fechar as persianas e as portas, ligar a TV e não pensar. É acerca de evitar e escapar e olhar para o lado e fingir que está tudo bem. O que é patético, mas tem de se fazer.


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4. Acho que tem de se fazer isso para sobreviver, não é? Um tipo tem um acidente de carro e pega no automóvel a seguir e diz: Está tudo bem, não tenho medo. Merda do pior acontece todos os dias. Mesmo que não seja lógico, um tipo diz: Está fixe, vou ficar bem. Mentir funciona. É assim que as pessoas ultrapassam as suas coisas. Mentir funciona.


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Eu só poderia adorar o Matt Berninger por dizê-lo e só poderia adorar Half Nelson por retratá-lo.


(Matt Berninger, in Y, Público)
o meu post preferido sobre o Half Nelson é este.
Descobri que só sei ser limão sanguíneo em fundo rosa.

acaba hoje a exposição de poesia. obrigada a todos os que a honraram com uma visita.

link permanente para a exposição Poesia Quase Anónima - a poesia na blogosfera portuguesa, patente no Mercado Negro, em Aveiro, até dia 19 de Outubro.

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design e ilustrações
Menina Limão

da pele texturada de electricidade extática

Fol&Ar Fol&Ar - Valsa do João Sem Medo


O contrabaixo soa discreto e o violino rasga o ar na mesma desmedida da água que rasga o papel. No segundo que ecoa, os corpos abandonam-se nas artérias paralisadas. Depois, os mesmos lançam-se em desalinho organizado.




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O indivíduo desconfia sempre: se o mundo à minha volta roda, estarei eu parado? Se não estou parado e também eu rodo, parará o mundo de rodar assim que eu também parar? Devo rodopiar indefinidamente rodopiar ar?



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O par sabe que vai dançar uma valsa e prepara-se e começa. A mulher é sempre conduzida pelo homem e a mulher confia na mão forte que ampara as suas costas em peso morto, sabendo que se a mão falha o corpo cai. Os pés alinham-se juntinhos, sincronizados. O objectivo: rodopiar de olhos fixamente enlevados nos olhos imediatamente próximos.



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O que acontece com esta valsa é aquele preliminar de iniciação de marcha, levemente enganador, aparentemente tranquilo. Não sabemos que seremos arrasados ao segundo dezoito. E quando somos, somos cheios. Da segunda vez que ouvimos esta valsa já estamos de sobreaviso: é preciso ter cuidado com o arraso. A prevenção não impede o crime: somos arrasados, ponto parágrafo. E à terceira, aprendemos a lição como uma droga – nada nos resta senão permanecer à mercê do compasso, indefinidamente.



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Fol&Ar, banda mais-que-tudo do tradfolk português, autora de crimes passionais. Crimes, plural, que não é só valsa que brilha no repertório. Tudo começou com uma mazurka. Tudo, esta paixão assolapada que me fez percorrer as tendas do Andanças em busca dos seus concertos. E ainda que prefiram sempre os concertos com baile, os Fol&Ar são dignos de ser apenas vistos/ouvidos por quem dispensa a dança.



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E porque são os Fol&Ar imperdíveis, eu, naturalmente, persegui-los-ei. Hoje o comboio conduzir-me-á a Aveiro, onde tocarão no Clube dos Galitos, pelas 22h, e amanhã devolver-me-á ao Porto, onde repetirei o deleite, na ESMAE, pelas 22h30 (com workshop uma hora antes).




Fol&Ar, mestres das composições taquicardíacas.
Limão, espectadora, procurando despenhar-se sempre.
Parece que o Hal Hartley começou finalmente a ser editado por cá em dvd, uma oportunidade para que mais gente se aperceba da preciosidade que ainda não tem em mãos.


Eu sei que o homem é grande desde a adolescência, quando vi à socapa dos meus pais aquele que seria durante anos o meu filme preferido, Amateur.


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Thomas: How can you be a nymphomaniac and never had sex?
Isabelle: I'm choosy.
Agora já posso cantarolar a Cry Me A River, do Justin Timberlake, sem me olharem de lado. E se olharem, depressa desfaço mitos. Tudo graças a uma tal de Lisa Li-lund que transformou a dita cuja numa linda música folk.


toda a verdade aqui:
http://www.myspace.com/lisalilund
(segunda faixa: "Crychris")


créditos nos descobrimentos: menina tóxica.
QUEM TIVER O MEU MULHOLLAND DRIVE QUE SE ACUSE.


(estou a controlar-me IMENSO para não praguejar.)

a busca do sentido da vida

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© Menina Limão


Quero ver o Dalai Lama a fazer frente a isto.
*EM OBRAS*

empreitada abandonada pela Câmara Municipal da Blogosfera Nortenha.

negociações com vista ao reaproveitamento do espaço.
promessas a Fátima serão cumpridas
consoante resolução satisfatória para as partes envolvidas.

(obrigada a todos pela fé e por eventuais donativos.

a ausência de título, de epígrafe, de links e de bom senso
são da total irresponsabilidade da autora.)

eu que chumbei a TODOS os testes de preparação para o código

Quase fiquei desiludida por ter passado o exame. Dois dias a estudar e a errar foram dois dias a convencer-me do falhanço, de tal forma que já tinha arquitectado mentalmente um sarcástico post-maravilha. Bem melhor que este, por sinal.

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First my fate was to be lied to,

'Cause I liked it, and I lied too.

Then my fate was on it's Round Two.

Out of two rounds, it stopped--

said, "Here I am. Here I am."

Come embrace me, I'm your long lost.

I'm your comeback,

I'm your: "Here I am."

Don't waste me, 'cause I won't last long,

and I won't come back,

I'm your: "Here I am."

I'm your, "Here I am."

Slowly it comes around again.

Second time, still it's not sure.

First time I lied, said,

"I'm not ready yet,"

and it slammed the door.

After suffering all the scabs of falling off,

I can lie no more.

Now one last try--

and it's so close by.

In the star light,

in the street light,

in the headlight,

in the house light,

in the half-light,

in the no light,

even then, it's so bright.

You can't help but hear, "Here I am."

Embrace me, I'm your long lost,

I'm your comeback,

I'm your: "Here I am."

Don't waste me, 'cause I won't last long,

and I won't come back,

I won't come back,

I'm your: "Here I am."

I'm your, "Here I am."

warning

When there's nothing left to burn, you have to set yourself on fire.


(Menina Limão tem por hábito morrer a horas marcadas e incendiar-se.)


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© sophie thouvenin


"Better Version Of Me"
The nickel dropped
When I was on
My way beyond
The Rubicon
What did I do
And of the games that I can handle
None are ones worth the candle
What can I do
I'm a frightened, fickle person
Fighting, cryin', kickin', cursin'
What should I do
Oooh, after all the folderol,
And hauling over coals stops
What will I do
Can't take a good day without a bad one
Don't feel just to smile until I've had one
Where did I learn
I make a fuss about a little thing
The rhyme is losing to the riddling
Where's the turn
I don't want a home, I'd ruin that
Home is where my habits have a habitat
Why give it a turn
Oh, after all the folderol
And hauling over coals stops
What did I learn
I am likely to miss the main event
If I stop to cry or complain again
So I will keep a deliberate pace
Let the damned breeze dry my face
Oh, mister, wait until you see
What I'm gonna be
I've got a plan, a demand and it just began
And if you're right, you'll agree
Here's coming a better version of me
Here it comes a better version of me
Here it comes a better version of me
Fiona Apple
cenário: concerto das Amiina/Casa da Música.
data: 4 de Outubro.
personagens: eu e ele. (ele: o irmão de 12 anos)


eu: podes orgulhar-te de ser o único miúdo na plateia. estás entre adultos. qual é a sensação?
ele: já não é a primeira vez.
Crónicas do teleplágio tal como ele é #1
some spooky shit ou quando a (súbita) saudade aperta - em uníssono




we loves you, Chan






o teleplágio é uma coisa tão séria e funciona tão impecavelmente que agora não chega sequer a decorrer com lag inter-post. ao vivo e em directo, great minds thinking alike:



clique e faça pudins


Once I wanted to be the greatest
No wind of waterfall could stall me
And then came the rush of the flood
Stars of night turned deep to dust

pus a alma a lavar e encolheu

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© seansean



Dias de chuva são ruas de sentido único, com dois sinais de sentido proibido na bifurcação.



(em dias de chuva os solitários de alma encolhida sofrem a amargura das escolhas impossíveis: sair de casa é molhar-se, ficar em casa é afogar-se.)
os teus desejos são ordens:


"Paul Auster vai estar cá. E vai à Livraria Bulhosa de Entrecampos dar autógrafos. 4 de Outubro às 12h"


Os portuenses que se animem, estão bem servidos nesse dia: Amiina, na Casa da Música.

ouch

A Feist, candidata a detentora da voz-mais-bonita-de-todas, actuou no Late Show With David Letterman, com um coro assim a descambar para o herético, que é como quem diz, com The National, Broken Social Scene, Grizzly Bear, Mates Of States, The New Pornographers e Nicole Atkins, entre outros.


(isso ou faz dela a supermulher ou a supergroupie)

it's the good sadness. yeah, like I needed it.

Posso ter dado a entender que as Electrelane proporcionaram o momento mais amargo de Paredes de Coura, mas não é verdade. O momento mais triste foi este, quando eu, que planeara vê-los, não aguentei e fui embora. Com distanciamento temporal suficiente, saberei dizer qual o verdadeiro hino desta edição para rasurar do meu currículo. Mas algo me diz, pela mossa que faz de cada vez que a ouço, que será precisamente esta música.