é gira mas é minha

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e foi a Tanjas que fez.
serviço público: é favor cair em peso ali, para ouvir Alina Simone. depois, cair em peso ali, para ouvir Alina Simone. e, depois, que a Alina Simone caia em peso no meu e-mail, se faz favor.

do sentido estético da minha dentista (ou de como o sabotei) - parte III

Elásticos com ou sem cor?, pergunta-me. Que cores tem?, e já adivinhando a resposta ouço azuis e cor-de-rosa. Azuis, escolho. Como que esperando uma resposta reticente, insiste, desiludida com o meu entusiasmo: azuis?. Sim, respondo, tomei-lhe o gosto. No fim, dá-me um espelho para a mão e espera pelo meu sorriso rasgado. Diz-me: fica tão giro! combina com a roupa! Eu sabia.
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Comprar esta revista foi como entrar no café, disse-me. Subscrevo. Comprei-a por causa dele, mas ao desfilar os olhos pelos créditos, reconheci uma data de nomes. Como o da Sara Martins, fotógrafa nos meus Favoritos.

A todos aqueles que têm o azar de ler os posts que apago:

Os meus mais sinceros pêsames.
A lição pelos vistos ainda não suficientemente assimilada é esta: não escrever posts às 5 da manhã. É certo e sabido que a primeira coisa que farei ao acordar é arrepender-me. Parece que estou condenada a de vez em quando despertar em sobressalto e pensar: mas onde raio tinhas tu a cabeça?.


Awkward

O que nos serve de bálsamo às 2h30 da manhã numa noite de silêncio instalado na casa? Por exemplo, um texto interessante. Melhor ainda se for um texto tão interessante que dê vontade de assinar por baixo. E se esse texto for de um blog que planeamos linkar há séculos, ficamos a pensar...porque raio é que eu não linkei isto mais cedo?


"Eu sou aquele que usa uma máscara social no dia-a-dia real ou aquele que usa uma máscara literária no dia-a-dia do blogue?"
Sérgio Lavos, no Auto-retrato
A indiscutivelmente arte superior de saber comer pudins ou o Ricardo Araújo Pereira a proporcionar-me o bom momento do dia. aqui.

festa pijama PRIVADA

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Para a minha gisa, tudo!


(sexy bitch)

i've got mail #2

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Há uns tempos participei num concurso de fotografia lançado pelo valter hugo mãe, na sua casa de osso. Não estavam inicialmente previstos prémios de participação, mas no fim do concurso o vhm decidiu que enviaria a cada um dos participantes um livro seu.


O meu chegou hoje.


Obrigada valter.
[da próxima vez que estiver sentada na mesa do lado no Mercado Negro, apresento-me. (hehe)]

FESTA PIJAMA

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às minhas gajas
saturnina, rita, lebre, maggie, alicina, polva, polegadas, ana da tarte, indigo, cátia, aida, joana, marta cereja, a de abbie,


à minha juju batosta! onde 'tá tu?



i wanna know what you think about the pretty girls
are they real?
touch them to be sure
pretty girls
pretty girls
[The Capricorns]
já compraram a umbigo deste mês?


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É que vem com um poema da Lebre (Maria Sousa).


(os artigos sobre o Izima Kaoru e o Erwin Olaf são só para despistar)
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© En_Gel


A depressão é uma boneca russa, e na última boneca estão a faca, a lâmina de barbear, o veneno, as águas profundas e o salto para um grande abismo.


Stig Dagerman, A Nossa Necessidade de Consolo É Impossível de Satisfazer, Fenda
É triste quando recebes um envelope com dinheiro pelo trabalho feito e esse envelope vai parar acidentalmente ao lixo. É especialmente triste quando esse era o único dinheiro que tinhas.

evidências

O Kanye West reconciliou-me com o hip-hop.
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A diferença entre uma amante e uma ex-namorada amante é uma fatalidade temporal. A primeira representa a possibilidade de um começo, a segunda representa o perpetuar de um fim. Ambas vivem o seu papel clandestino com o sorriso matreiro da punhalada nas costas da namorada oficial. Mas a ex-namorada vive-o com um regozijo mais fundo: a certeza de ainda ser seu aquele amor. O problema é que as desvantagens são tão fundas quanto as vantagens: aquele amor ainda é seu e já não pode ser seu. E é nesta fatalidade que se inscrevem todos os últimos beijos, os últimos abraços, os últimos assaltos sexuais. A diferença entre uma amante e uma ex-namorada amante é o desespero infligido ao beijo.
HELLO WORLD!


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GET READY FOR THE BEAUTIFUL FREAKS!


(imagem escandalosamente roubada. as minhas desculpas. fazia todo o sentido.)
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© Maria Flores


Hoje é o dia de todas as desistências. Prostrar os braços, curvar a espinha e decretar: não mais te emprestarei o corpo. A massa sanguínea coagulou impiedosamente do lado esquerdo. Gangrenou a carne, apodreceu, caiu, esparramou-se no chão. Uma metade inválida invalida a outra.
Antes queria que me comesses de vez. Do teu veneno injectado a compasso germina loucura. Deixemo-nos de merdas: tenho um tumor no cérebro que cresce com o teu esperma.
Come-me de vez ou mastiga e cospe – sentencia e salva-me. Assim, preto no branco: cuspi-te. Sou uma nítida mancha desfocada em qualquer objectiva. Assim, cinzenta. Por isso inventemos uma nova despedida, uma que funcione. Come-me de uma vez. Com perfeição e eficazmente. Mereço uma morte mais digna.

ça planne pour moi?

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Gosto de uma banda com uma atitude punk que chega aos bastidores e é educada e faz perguntas sobre a História de Portugal, a relação com Espanha e a música que por cá se faz. É uma espécie de cereja no topo do bolo. Vêm uns senhores dos EUA e uma senhora vocalista da Suécia para fazer subir a adrenalina de um corpo em estado de ressaca de energia e conseguem-no sem grande esforço. Ritmos de guitarra-baixo-bateria contagiantes e uma voz entre o agudo agressivo e o agudo doce (muito bom este jogo e por vezes a fazer lembrar Blonde Redhead), projectada de um corpo saltitante, que pelo caminho salta à corda com o fio do microfone.


Comprei-lhes o cd no fim e perguntei à Anna, vocalista, se algum dos outros que estavam à venda tinha a Little Girl, uma música absolutamente viciante. Ela puxa de um cd e diz “It’s a gift. I saw you really happy when we played it”. Ainda estou com um sorriso idiota de incredulidade.


Os Aluminum Babe tocaram no Mercado Negro, em Aveiro, na quarta-feira, irão tocar hoje, sexta-feira, no plano B, no Porto, e, no Sábado, em Lisboa, no Lounge. Não percam e até lá vão ensaiando o bater de pé ao som das músicas disponíveis no myspace.
Depois de assinar o meu nome 56 vezes no Modelo de Livro de Registo de Lições de Teoria de Condução de modo a concluir o requerimento do exame de código, penso em Kafka. O absurdo, o absurdo…

a telenovela da Escribatura

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© Menina Limão


Não morri e não abandonei o blog. Bloqueei. Ao fim de sete dias voltei a escrever, libertando-me de mansinho da estupidificação. Estou preparada para desbobinar. Como não estou a 100%, isto vai correr mal.


Constam das actividades passadas ou a decorrer:




*tirar fotografias a pessoas bonitas;

*dançar com ele, sempre

*dançar com ele num parque de estacionamento completamente deserto, ao luar, noite dentro;

*conhecer e estar com pessoas bonitas da blogosfera;

*o concerto dos Aluminum Babe no Mercado Negro e consequentes álbuns no bolso;

*marcar o exame de código (sim, só agora – chama-se a porra da preguiça)

*as novidades (!) do Beirut;

*as novidades do Richard Hawley;

*as novidades da PJ Harvey;

*as novidades do Jens Lekman;

*as grandiosidades dos Fol&Ar;

*as novidades cósmicas (!) dos Yeah Yeah Yeahs;

*a deslumbrante e adorável Kaki King;

*a sedução do Joseph Arthur (está a conseguir, está a conseguir);

*a Joanna Newsom outra vez por nenhum motivo especial e por todos os motivos do mundo;

*a Jour de Pluie dos Minuit Guibolles todos os dias;

*reunião emocional marcada com os Devastations;

*tentar digerir que os Blonde Redhead vêm (!) fazer a primeira parte dos Interpol;

*tentar digerir que aquela a quem eu chamo minha mas a quem normalmente os outros chamam Patti Smith vem cá(!);

*planos para novo blog (nada de emocionante, aviso já);

*acabar as obras a este blog (que já chateia ver tudo desformatado);

*responder a investidas anti/simpáticas via mail;

*transformar o myspace numa mostra de trabalho;

*tentar ler e não conseguir;

*querer dar chapadas a criancinhas mal-educadas que têm a infeliz ideia de viajar no mesmo comboio;

*seduzir a máquina fotográfica analógica de sempre a um novo namoro depois da ruptura

*desfazer-me da pele velha que reveste o meu quarto e prepará-lo para uma transfusão de sangue.

Hate To Say I Told You So

É mesmo verdade: uma pessoa diz uma coisa aos jornalistas e eles escrevem outra e metem-na entre aspas.

recado

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© Joana Linda
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© Joana Linda



Amanhã irei regar um jardim com palavras em flor

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Grande responsabilidade esta, a de traçar um caminho sem te desflorar. Com minúcia e dedicação, Joana Serrado regou as flores. Parece que eu estarei lá para falar dos frutos.


A convite da própria.
Obrigada, Joana. É uma honra.



Mas sempre sobes pelo lado da montanha
Às apalpadelas cegamente, com sede de tudo:
Colhendo dos forros dos teus bolsos – bem, o que é isto?
Bocados de sassafraz, ei Sísifo?
(...)
Ser uma mulher, ser uma mulher!
Joanna Newsom - Only Skin

emissão inte(co)rrompida

Este blog encontra-se em obras, o meu quarto encontra-se em obras, eu encontro-me em obras. Mais vale encontrada em, que perdida. Até lá andarão arestas por limar, destroços por varrer, superfícies por limpar, peças por pôr no lugar. Pede-se desculpa por eventuais assaltos visuais, que é como quem diz templates marados e tudo o que isso engloba. Agradecem-se detectores de sujidade ou, trocado por miúdos, detectores de elementos visuais que se assemelham a bosta ou empecilho-que-não-devia-estar-ali.


Até já. Voltem sempre.

auto-retratos

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© Menina Limão


Menina Limão frequentou escolas, beijou rapazes, aprendeu palavrões, levou tabefes, mentiu quanto pôde e disse a verdade ainda mais vezes. Nunca aprendeu a tocar um instrumento, fez do amor património imaterial, criou um blog quando lhe disseram que não era um génio, apenas para confirmá-lo, e fez do caos livro de cabeceira.
Menina Limão é culta e louca. Tem por hábito morrer a horas marcadas e incendiar-se. Parte os comprimidos ao meio, escreve como quem se despe, sonha ser bailarina e um dia irá ao espaço para se livrar da gravidade. É vítima do consumismo cultural e está sempre falida, procura emprego instável com rendimento estável, gosta de brincar aos médicos e faz todos os anos o pino vestindo saia. É viciada em desgostos de amor e procura despenhar-se sempre.

work (it) baby, like there's no tomorrow

Auto-retrato às 8 da manhã de segunda-feira, ainda sem me ter deitado. Trabalho, claro.
Não, na verdade é um auto-retrato da limão nesta última semana. Mas os tempos duros acabaram.........................................................................



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© exploding dog


..................................................................agora.

teleplágio, a cena que está a dar

O Factory Girl é um filme que desperta aquando da entrada do Hayden Christensen no papel de um músico que sabemos evocar o Bob Dylan. Até esse momento, o filme é apenas um flashback na vida de Edie Sedgwick, uma colagem desinteressante, desconjuntada e sem um enredo plausível - não basta ver como a relação entre ela e o Andy Warhol nasceu e como foi evoluíndo, quando até o boneco do Andy é irritantemente fraco. Sienna Miller está impecável no papel de Eddie, tiremos-lhe o chapéu. Mas para ser franca só me apetece elogiar a carinha laroca de Hayden. Alguém lhe dê mais visibilidade, que aquele docinho de lábio carnudo e trincável é melhor que cenoura para os olhos.


Onde é que está a parte do teleplágio? Está ali. Devo dizer que esse post é uma grande afronta. Passo a explicar: nós fomos ver o filme juntas. E eu, que sou uma mulher trabalhadora, não tenho hipótese de competir com este ritmo. Eu ainda nem tinha chegado a casa e ela já tinha feito o post (ok, isto seria fisicamente impossível, mas na blogosfera ninguém me proíbe de inventar. não é que me vá processar como o outro que não posso dizer quem é sob pena de ser processada).


Mas parece que há uma boa razão, segundo ela. É que agora o que está a dar é o teleplágio, o plágio em telepatia. E eu perdoo porque acho bem que me mimem assim: é para que vejas. as nossas conversas são sempre tão interessantes que me ponho a pensar nelas e resultam em posts. respect!.


Estás perdoada. Mas não é só por isso. É porque ainda que continue a trabalhar arduamente pela noite dentro, tenho o novo álbum do divinal Jens Lekman a ressoar nos ouvidos e, por conseguinte, considero-me salva.
adenda: links fresquinhos

Exposição Poesia Quase Anónima – a poesia na blogosfera portuguesa


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*patente na associação cultural Mercado Negro, em Aveiro, até 7 de Outubro.


3ª a Sábado: 13h - 00h
Domingo: 15h - 00h
R. João Mendonça, 17
3800-200 Aveiro

*Selecção dos poemas
Mercado Negro




*Design e ilustrações
Menina Limão

*Nota: as ilustrações não pretendem ser representativas ou interpretativas dos poemas. Nasceram de ideias relacionadas com a poesia, com a sua natureza e com algumas das suas temáticas.

No final da exposição publicarei a totalidade do trabalho. Colocarei também um caderno no café do Mercado Negro, para que possam deixar comentários ou apenas um sinal de que por lá passaram.

Poemas de:

*c-asa (carolina rodrigues) em A Casa Imaginada
*a.m. em A Imitação dos Dias
*margarete em Acknowledge (Or Whatever) Thyself
*nocturnidade (cláudia ferreira) em Agulha
*marta em Do Avesso
*martinha. (marta poiares) em Entre Linhas
*r. (rute mota) em Esta Distância Que Nos Une
*eyes shut em Eyes Shut
*gato legível em Gato Legível
*saturnine (raquel costa) em Little Black Spot
*pedro. em Loose Lips Sink Ships
*happy and bleeding em Morrer de Improviso
*o peixe que queria ser um tira linhas (rita alberto) em Tampadecaneta
*ana (ana filipa gonçalves) em Tarte de Rabanete
*clAud (cláudia caetano) em Tempo Dual
*lebre do arrozal (maria sousa) em There’s Only 1 Alice
*tratado de botânica (joana serrado) em Tratado de Botânica
*papel químico (sónia oliveira) em Triplicado

The Cinematic Orchestra - To Build A Home


Uma das músicas mais bonitas nascida este ano é fruto de uma banda improvável, com percurso construído numa esfera instrumental, menos pop, mais atmosférica. Começa por ser surpreendente de tão diferente, embora eu não conheça a banda assim tão bem precisamente por isso, para depois bastar apenas um minuto até nos rendermos. É exactamente ao 1'06'' que os músculos começam a ficar entorpecidos, algo de nós, muito interno, se prostra e passamos o resto dos minutos à espera que aquele crescendo em piano nos arrase de novo.


Esta música tem-me povoado e foi uma das que mais marcou a minha despedida.


There is a house built out of stone
Wooden floors, walls and window sills...
Tables and chairs worn by all of the dust..
This is a place where I don't feel alone
This is a place where I feel at home.......
Cause, I built a home
for you
for me
Until it disappeared
from me
from you
And now, it's time to leave and turn to dust........
Out in the garden where we planted the seeds
There is a tree as old as me
Branches were sewn by the color of green
Ground had arose and passed it's knees
By the cracks of the skin I climbed to the top
I climbed the tree to see the world
When the gusts came around to blow me down
I held on as tightly as you held onto me
I held on as tightly as you held onto me......
Cause, I built a home
for you
for me
Until it disappeared
from me
from you
And now, it's time to leave and turn to dust........

R.I.P. (notícias chocantes da actualidade)*

*post escandalosamente a puxar à lágrima



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i'll come running with a heart on fire

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© Rachel Stone

4:29 da manhã sob a luz quente do candeeiro da sala, do outro lado do fio aquele que me dói onde me falta e ainda muito trabalho por digladiar antes do direito ao descanso deste orgão incansável – vou fingi-lo descansável. Tragado todo o veneno necessário para a hora da noite – da garganta ao sangue o alimento dos teus vocábulos pontiagudos. Sou eu e os meus fantasmas em amorosa intimidade entre as paredes de nós imaculadas. Arrasto o meu corpo morto pelos cantos, estatelo-me em frente ao ecrã do computador, preparo-me para perpetuar a escravidão até à loucura branca e eis que soa implacável, feroz e altamente corrosivo Pocketful Of Money, Jens Leckman. Deus sabe como eu morri a cada audição sua, nas deambulações do meu exílio em Barcelona, enquanto esperava secretamente ser arrebatada, arrancada a ferros da saudade crua.



Jens Lekman - Pocketful Of Money
(...)
I can't say that you are pretty
that would make me a liar
but you turn my my legs to spaghetti
and set my heart on fire
you set my heart on fire
you set my heart on fire
you set my heart on fire (I'll come running with a heart on fire)
I'll come running with a heart on fire
I'll come running with a heart on fire
I'll come running with a heart on fire
I'll come running with a heart on fire
I'll come running with a heart on fire
you set my heart on fire
you set my heart on fire
you set my heart on fire
set my heart on fire
(...)
se dúvidas havia, eu estou aqui para esclarecer:

sou gaija


a nova gaija*









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com a participação das quatro maravilhas terrestres:

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e agora, tchan tchan tchan tchan, a última aquisição do festival da rebaldaria, a quinta maravilha:


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*nu chic

can you believe this shit? i'm a superwoman now.

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– Acreditas que me convidaram a entrar no Meninas e Moças, Cachopas e Gaijas?
– No shit. E tu aceitaste?
– Pois. Aquilo parece uma espécie de seita. Se uma pessoa se recusa, põem-se a fazer voodoo, a queimar livros, a rasgar vestidos, a misturar limonada com mel e essas coisas.
– Malta da pesada.
– Pior. Aquilo é pessoal com crises de identidade. Gente que não bate bem da cachimónia. Acho que escolheram aquele nome porque não sabem bem o que são. Para começar, está lá uma Lebre e um Golfinho. A Alice cai em poços e fala com animais. Também só por isso é que lá está. Depois… uma tal de Margarete. Nem o Word reconhece o nome. Temo pela minha integridade física…
– Se eu fosse a ti temia pela sanidade mental…
– Essa já era.
Querido patrão, you're the boss.
Os filhos são como os lapsos freudianos: só são divertidos nos outros.

méritos de um limão

Ter conseguido sair da universidade com mais inimigos que amigos.

avulsos

a red circle with nothing in it:

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manual do design: 'tampas' profissionais:

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ai ai sua safada:

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via postsecret
Dizem-me que o toque de telemóvel que uso como despertador deixa qualquer um à beira de um ataque cardíaco e só mesmo eu lhe resisto. Pior, parece que o facto verdadeiramente increditável é eu nem o ouvir.


Agora que voltei para a velha casa, tenho um quarto intransitável e inabitável - um antro de tralha da qual fujo a sete pés. Por isso, voltei a dormir com o meu irmão e é ele agora o meu despertador oficial. Porque eu preciso mesmo de iniciativas mirabolantes para me porem fora da cama, o que é contraditório porque o meu momento preferido do dia é a manhã - é o momento do pequeno-almoço, essa refeição sagrada, posta em prática enquanto leio o jornal ou um livro.


Isto para dizer que o meu maninho, o meu novo despertador, agora sim é maquiavélico e implacável. estão a imaginar o Calvin em semelhante tarefa? É bem pior.

auto-retratos

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(imagens surripiadas algures - quem se sentir lesado que se acuse)

i bet that you look good on the dance floor

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1º aniversário do Mercado Negro, Aveiro, 9 de Junho 2007


Legenda: a mão na anca é expressão de quem não vê os seus pedidos satisfeitos. Tens Noisettes?Não?!
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Por vezes, ligo o ar condicionado de manhã, desligo-o à tarde, e entre esses dois momentos não acontece rigorosamente nada.


Michel Houellebecq, Plataforma, Bertrand Editora